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Suzano abre mais de 100 vagas de estágio superior em sete estados brasileiros

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A Suzano, maior produtora mundial de celulose e referência global na fabricação de bioprodutos desenvolvidos a partir do eucalipto, abriu inscrições para seu Programa de Estágio Superior 2026. Ao todo, a companhia disponibiliza mais de 100 vagas para estudantes universitários em diferentes regiões do Brasil.

As oportunidades estão distribuídas nos estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Pará, Bahia, Ceará e Espírito Santo. O programa é direcionado a estudantes do Ensino Superior com previsão de formatura entre dezembro de 2027 e dezembro de 2028.

Programa de estágio da Suzano contempla diversas áreas estratégicas

As vagas abrangem setores considerados estratégicos para a companhia, incluindo Pesquisa e Desenvolvimento, Sustentabilidade, Comunicação e Marketing, Logística, Suprimentos, Comercial, Industrial, Jurídico, Gente e Gestão e área Florestal.

Segundo a empresa, o objetivo é atrair jovens talentos interessados em desenvolver carreira em um ambiente corporativo voltado à inovação, sustentabilidade e desenvolvimento profissional.

O modelo de trabalho será definido de acordo com a necessidade de cada área e unidade da empresa. Por isso, os candidatos devem ter disponibilidade para atuar presencialmente na localidade escolhida durante o processo de inscrição.

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Suzano não exige inglês obrigatório para participação

Um dos diferenciais do programa é que o conhecimento em inglês não será requisito eliminatório. Além disso, estudantes de todas as modalidades de graduação podem participar, incluindo cursos de Bacharelado, Licenciatura e Tecnólogo.

O processo seletivo contará com testes de lógica, avaliação de perfil, nivelamento de inglês — sem caráter eliminatório — e entrevistas com lideranças da companhia.

Os retornos aos candidatos devem ocorrer a partir de julho de 2026, enquanto o início das atividades está previsto entre agosto e setembro deste ano.

Estagiários terão acesso a capacitação e plano de desenvolvimento

Além da experiência prática nas áreas de atuação, os selecionados participarão de trilhas de desenvolvimento com cursos, treinamentos online, encontros com mentores e projetos estratégicos dentro da empresa.

Os estagiários também terão a oportunidade de liderar projetos relevantes e apresentar os resultados para equipes e lideranças da companhia.

O pacote de benefícios inclui:

  • Bolsa-auxílio compatível com o mercado;
  • Assistência médica;
  • Seguro de vida;
  • Vale academia;
  • Plataforma de saúde mental;
  • Vale-refeição ou refeitório nas unidades;
  • Vale de Natal;
  • Vale-transporte ou transporte fretado nas unidades industriais.
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Como participar do programa de estágio da Suzano

Os interessados devem realizar a inscrição diretamente pelos canais oficiais da empresa dentro do prazo divulgado pela companhia. A expectativa é de alta procura pelas vagas, especialmente nas áreas ligadas ao agronegócio, sustentabilidade, logística e indústria florestal.

Programa de Estágio Superior

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Greening, safra menor e queda no consumo pressionam o setor brasileiro

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A citricultura brasileira chega à safra 2026/27 pressionada por três problemas simultâneos: quase metade das laranjeiras do principal cinturão produtivo está contaminada pelo greening, a produção deve cair cerca de 10% e o consumo mundial de suco perdeu força depois de anos de preços elevados. Embora continue líder global, o Brasil precisa controlar a doença e ampliar mercados para evitar uma pressão maior sobre produtores e indústrias.

A primeira reestimativa do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) aponta uma produção de 263,15 milhões de caixas de 40,8 quilos em São Paulo e no Triângulo e Sudoeste de Minas Gerais. O volume equivale a aproximadamente 10,7 milhões de toneladas de laranja.

A projeção ficou 3,1% acima da estimativa inicial, divulgada em maio, mas ainda representa uma queda de cerca de 10% diante das 292,94 milhões de caixas colhidas na temporada 2025/26. A recuperação sobre a primeira previsão ocorreu principalmente porque os frutos ganharam peso com as chuvas.

Entre maio e agosto, o cinturão citrícola recebeu 210 milímetros de chuva, volume 51% superior à média histórica do período. O peso médio estimado passou de 160 para 166 gramas por fruto, reduzindo de 255 para 246 o número de laranjas necessário para completar uma caixa.

O efeito positivo da chuva, porém, não elimina os riscos. A colheita está mais lenta e os frutos permanecem por mais tempo nas árvores, expostos a pragas, doenças e queda prematura. Até meados de agosto, apenas 27% da produção prevista havia sido retirada dos pomares.

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A taxa média de queda dos frutos foi elevada de 23,7% para 24,1%. Nas variedades tardias, que ainda têm grande parte da produção no campo, a perda projetada chega a 27,3% para Valência e Folha Murcha e a 30,9% para a variedade Natal.

O greening permanece como o maior problema da atividade. O levantamento mais recente sobre a doença mostrou que 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola estavam contaminadas em 2025. A severidade média também aumentou, passando de 18,7% para 22,7% da copa das plantas.

Transmitido pelo psilídeo, um pequeno inseto, o greening não tem cura. A doença reduz a produtividade, provoca queda precoce e produz frutos menores, deformados e amargos. O controle exige monitoramento frequente, combate ao inseto transmissor e eliminação das plantas doentes, especialmente em regiões onde a incidência ainda é baixa.

Na safra 2025/26, o greening foi responsável pela perda estimada de 49,59 milhões de caixas. A doença respondeu sozinha por 13 pontos percentuais da taxa total de queda de 23,2% registrada naquele ciclo.

A pressão não está restrita aos pomares. Depois de quatro anos de resultados elevados, o mercado internacional entrou em uma fase de ajuste. As exportações brasileiras de suco de laranja somaram 746,9 mil toneladas na safra 2025/26, praticamente o mesmo volume da temporada anterior, mas a receita caiu aproximadamente 30%.

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Os preços elevados das safras anteriores levaram parte dos consumidores a substituir o suco de laranja por bebidas mais baratas. Problemas de qualidade provocados pelo clima e pelo greening também afetaram o mercado. Na Europa, principal destino histórico do produto brasileiro, o volume adquirido caiu 10,9%. No Japão, a retração chegou a 28,6%.

O aumento das chuvas nesta temporada favoreceu o tamanho das laranjas, mas poderá reduzir a concentração de sólidos solúveis, medida pelo índice brix. Para a indústria, isso significa que pode ser necessário processar mais caixas para obter a mesma quantidade de suco concentrado, reduzindo parte do ganho trazido pelo maior peso dos frutos.

A busca por novos compradores tornou-se, portanto, uma necessidade para equilibrar a cadeia. O produto brasileiro não enfrenta grandes restrições sanitárias, mas encontra tarifas elevadas em mercados com potencial de consumo, como Japão, Coreia do Sul e Índia. A redução dessas barreiras poderia ampliar os destinos e diminuir a dependência de poucos compradores.

Maior produtora mundial de laranja e líder na exportação de suco, a citricultura brasileira mantém escala, tecnologia e capacidade industrial. O desafio agora é impedir que o avanço do greening, a queda da produtividade e o enfraquecimento do consumo reduzam a rentabilidade de uma cadeia que depende de investimentos contínuos para renovar pomares e manter a produção.

Fonte: Pensar Agro

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