Saúde

TabNet alcança recorde histórico de acessos em 2025 e reforça papel da transparência em saúde pública

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O TabNet, uma das principais ferramentas de disseminação de dados de saúde pública do Ministério da Saúde, registrou em 2025 o maior número de acessos desde sua criação. Foram contabilizadas mais de 13,9 milhões de consultas apenas neste ano, totalizando 37,9 milhões de acessos entre 2023 e 2025. O resultado evidencia o crescente interesse da sociedade, gestores, pesquisadores, estudantes e órgãos de controle no uso de informações oficiais para subsidiar análises, estudos e tomadas de decisão no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

Para a secretária de Informação e Saúde Digital, Ana Estela Haddad, o crescimento expressivo dos acessos reflete a confiança da sociedade nas informações produzidas pelo SUS. “A transparência, a ciência aberta e o uso responsável de dados qualificados são pilares para o fortalecimento do SUS, da democracia e da tomada de decisão baseada em evidências’.

Ao longo de sua trajetória, o TabNet consolidou-se como referência nacional para acesso às informações oficiais do SUS, integrando o conjunto de tabuladores sob a gestão do Departamento de Monitoramento, Avaliação e Disseminação de Informações Estratégicas em Saúde – DEMAS/SEIDIGI, área estratégica da Secretaria de Informação e Saúde Digital responsável pela disseminação qualificada das informações em saúde.

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Os Tabuladores do SUS têm a função de disponibilizar, de forma aberta, pública e democrática, dados que abrangem todo o percurso assistencial da população, do nascimento ao óbito, incluindo informações da atenção primária, imunizações, assistência farmacêutica, procedimentos ambulatoriais, internações hospitalares e mortalidade. Ao transformar grandes volumes de dados brutos em informações acessíveis, o TabNet cumpre papel relevante na transparência das políticas públicas de saúde.

Ao garantir acesso amplo e gratuito às informações de saúde, o TabNet promove a cidadania, estimula a produção científica e contribui para que políticas públicas sejam formuladas e avaliadas com base em dados sólidos e verificáveis. Além de uma ferramenta técnica, o TabNet é um instrumento de democratização da informação.

Max de Oliveira
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Parteiras e parteiros indígenas de todo o Brasil se reúnem em encontro nacional

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Entre os dias 08 e 11 de junho, a capital de Rondônia será palco de um movimento histórico: o primeiro Encontro Nacional de Parteiras e Parteiros Indígenas. Organizado pela Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) do Ministério da Saúde, o evento não é apenas uma reunião técnica, mas um gesto de reconhecimento ao protagonismo de mulheres e homens que, há gerações, protegem os ciclos da vida e a sobrevivência física e cultural de seus povos.

O encontro responde a um chamado das próprias comunidades e busca reconhecer as “tecnologias da floresta”, à luz do Sistema Único de Saúde (SUS). Durante três dias, representantes dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI), além de especialistas da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), mergulharão em uma jornada de escuta sensível e troca de experiências.

Reconhecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como figuras cruciais para a saúde materna, as parteiras tradicionais desenvolvem um saber construído na prática e na transmissão oral. Esse conhecimento acumulado será o centro das atenções em Porto Velho. A programação prevê diálogos sobre o preparo do corpo para a gestação, o uso de ervas medicinais e o cuidado com as adolescentes desde a primeira menstruação.

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“Este encontro representa um passo importante no reconhecimento das parteiras e parteiros indígenas como guardiões de conhecimentos ancestrais”, destaca a secretária de Saúde Indígena, Lucinha Tremembé. Segundo ela, a iniciativa visa construir caminhos para que esses saberes sejam respeitados e integrados às políticas públicas de saúde.

Tecendo o futuro da saúde indígena

A metodologia do evento foi desenhada para ser tão profunda quanto os temas tratados. Atividades como a dinâmica “Tecendo Conhecimentos” e a construção da “Árvore do Conhecimento” permitirão que os participantes sistematizem suas práticas de forma coletiva.

O encontro ainda prevê a elaboração de dois documentos orientadores: o Guia de Parteira para Parteira, focado em boas práticas, rituais e o uso de kits de cuidado; e o Guia para Profissionais de Saúde, uma bússola para que as equipes de saúde saibam como acolher e articular as práticas tradicionais com a medicina biomédica de forma culturalmente sensível.

 Ao promover esse diálogo intercultural, o Ministério da Saúde reafirma que a equidade e a integralidade do SUS só são plenamente alcançadas quando a espiritualidade e a autonomia dos povos indígenas são levadas em conta no ato de cuidar. O evento que se inicia em 9 de junho promete ser um marco onde a tradição e a modernidade se encontram para garantir que o nascimento em territórios indígenas continue sendo um ato de celebração da vida.

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Leidiane Souza
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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