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Tarde de campo em Encantado destaca tecnologias para bovinocultura e manejo de pastagens

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Uma Tarde de Campo realizada na quarta-feira (27/08) em Encantado trouxe aos participantes informações sobre bovinocultura de leite, pastagens de inverno, manejo de solos e temas relacionados à produção rural. O evento aconteceu na propriedade do casal Maicon Fraporti e Suélen Toldo, na localidade de Linha Barra do Coqueiro, e contou com a participação de cerca de 50 produtores, acompanhados por lideranças e representantes de entidades parceiras.

Durante a visita, os participantes percorreram a propriedade, trocando experiências e conhecendo tecnologias disponíveis, programas estaduais e boas práticas de manejo.

Qualidade do solo e nutrição animal em foco

Segundo o supervisor da Emater/RS-Ascar, Cezar Burille, o objetivo foi debater assuntos relevantes para o desenvolvimento das propriedades, incluindo a conservação do solo, alternativas de cultivo de inverno como triticale e trigo de dupla finalidade, nutrição dos bovinos e defesa sanitária.

Representantes da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) detalharam o Programa de Sementes e Mudas Forrageiras, que permite aos produtores adquirir sementes com bônus de adimplência de 50% via Feaper.

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Produtividade e inovação na bovinocultura de leite

O anfitrião Maicon Fraporti, com quase 20 anos de experiência na bovinocultura de leite, ressaltou a importância da eficiência e do uso máximo de cada área cultivável. Cada uma das 29 vacas em lactação da propriedade produz em média 24 litros de leite por dia, resultado de melhoramento genético, alimentação balanceada e cuidados com higiene.

Recentemente, Fraporti implantou uma área experimental de 4,5 hectares de triticale, em parceria com a Embrapa Trigo, destacando o cereal como alternativa produtiva e resistente, especialmente para silagem de inverno.

Experiências de adaptação da família

O casal também relembrou mudanças recentes na propriedade, como o encerramento da Agroindústria Ouro Branco há três anos. Suélen explicou que, apesar do empreendimento ter sido um sucesso, decisões pessoais, incluindo a chegada do filho Arthur, de dois anos, e questões burocráticas e sanitárias, levaram à pausa nas atividades industriais.

Estações práticas e discussão de temas estratégicos

Durante o evento, foram abordados temas como prevenção de doenças bovinas — tuberculose, brucelose e raiva —, alimentação equilibrada, vantagens do triticale e manejo do solo, incluindo correções de acidez e plantio direto. O extensionista Eduardo Mariotti Gonçalves destacou que a Tarde de Campo possibilita uma discussão ampla sobre diversos assuntos de interesse para produtores.

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Parcerias e apoio institucional

A iniciativa foi organizada pela Emater/RS-Ascar, com apoio da SDR e da Embrapa Trigo, contando com lideranças como Douglas Velho (SDR) e Alano Tonin (Emater/RS-Ascar). Também participaram entidades parceiras como a Associação de Produtores de Sementes e Mudas do RS (Apassul), Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR), Cooperativa Sicredi, Secretaria Municipal de Agricultura e Duagro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de carne bovina do Brasil disparam em 2026 e superam 1,3 milhão de toneladas até maio

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As exportações brasileiras de carne bovina seguem em forte expansão em 2026. Em maio, o Brasil embarcou 297 mil toneladas da proteína para o mercado internacional, volume 17,8% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. O desempenho reforça o protagonismo do país no comércio global de carne bovina e consolida a trajetória de crescimento observada ao longo do ano.

Os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), mostram que o faturamento das exportações atingiu US$ 1,83 bilhão em maio, avanço de 6,5% em relação ao mês anterior.

Além do aumento nos embarques, o setor também foi beneficiado pela valorização do produto no mercado internacional. O preço médio da carne bovina exportada alcançou US$ 6.163 por tonelada, registrando alta de 3,5% na comparação com abril.

China responde por mais da metade das exportações brasileiras

A China permaneceu como principal destino da carne bovina brasileira, ampliando sua participação nas compras externas e sustentando o crescimento das exportações nacionais.

Em maio, os chineses adquiriram 157,6 mil toneladas da proteína, movimentando US$ 1,06 bilhão. O volume representa crescimento de 39,6% em relação ao mesmo período do ano passado e corresponde a 53,1% de toda a carne bovina exportada pelo Brasil no mês.

O avanço das compras chinesas ocorre em um momento de antecipação dos embarques por parte dos importadores, diante da implementação de medidas de salvaguarda anunciadas pelo governo do país asiático para o setor de carne bovina.

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Estados Unidos mantêm posição estratégica entre os compradores

Os Estados Unidos seguiram como o segundo principal mercado para a carne bovina brasileira em maio. As exportações para o país somaram 28,8 mil toneladas, gerando receita de US$ 195,6 milhões.

Na comparação anual, os embarques para o mercado norte-americano cresceram 5,1%, demonstrando a manutenção da demanda mesmo em um cenário de maior concorrência internacional.

Entre os principais compradores também se destacaram a Rússia, com importações de 13,7 mil toneladas, o Chile, com 8,5 mil toneladas, e a União Europeia, que adquiriu 8,3 mil toneladas da proteína brasileira durante o mês.

Carne in natura domina receita das exportações

A carne bovina in natura continua sendo o principal produto exportado pelo setor. Em maio, essa categoria respondeu por 88,2% do volume total embarcado e por 93,1% de toda a receita obtida com as exportações brasileiras.

O faturamento da carne in natura atingiu aproximadamente US$ 1,7 bilhão no período, reforçando sua relevância para a balança comercial do agronegócio brasileiro.

Brasil acumula mais de 1,38 milhão de toneladas exportadas em 2026

No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, as exportações brasileiras de carne bovina alcançaram 1,388 milhão de toneladas, crescimento de 15,3% em relação ao mesmo período de 2025.

A receita gerada pelo setor chegou a US$ 7,88 bilhões entre janeiro e maio, refletindo tanto o aumento do volume exportado quanto a valorização dos preços internacionais.

O preço médio das exportações brasileiras atingiu US$ 5.677 por tonelada no período, significativamente acima dos US$ 4.824 por tonelada registrados nos cinco primeiros meses do ano passado.

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Diversificação de mercados fortalece competitividade brasileira

A China segue liderando o ranking anual de compradores, com 631,9 mil toneladas importadas e faturamento de US$ 3,78 bilhões. O país asiático respondeu por 45,5% do volume exportado pelo Brasil e por 48% de toda a receita gerada pelo setor no acumulado de 2026.

Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com 178,6 mil toneladas embarcadas e receita superior a US$ 1,16 bilhão. Na sequência estão Chile, Rússia e União Europeia, todos registrando crescimento nas importações da proteína brasileira.

Segundo a ABIEC, o desempenho positivo reflete a ampla presença da carne bovina brasileira no mercado internacional.

Atualmente, o produto nacional está presente em mais de 177 destinos ao redor do mundo, estratégia que contribui para ampliar a competitividade do setor, reduzir riscos comerciais e fortalecer a posição do Brasil como um dos maiores exportadores globais de proteína animal.

Perspectivas seguem positivas para o restante do ano

Com demanda internacional aquecida, preços sustentados e diversificação crescente dos mercados compradores, o setor de carne bovina mantém perspectivas favoráveis para os próximos meses.

A continuidade do forte ritmo de exportações reforça a importância da pecuária de corte para o agronegócio brasileiro e para a geração de divisas, consolidando o país como um dos principais fornecedores mundiais de carne bovina.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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