Mato Grosso

Técnica de enfermagem é presa por entregar para terceiros medicamentos que causam dependência

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Uma técnica de enfermagem foi presa pela Polícia Civil durante ação da Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (DRE), nesta quinta-feira (21.11), para cumprimento de mandado judicial.

A suspeita vinha sendo investigada por facilitar e entregar para terceiros medicamentos que causam dependência, sem autorização legal ou prescrição médica.

A investigação iniciou em julho deste ano, quando um policial penal foi preso ao tentar entrar na Penitenciária Central do Estado com 25 ampolas de sulfato de morfina que seriam entregues a um detento.

Na ocasião, o policial penal confirmou que tentou entrar com o medicamento a pedido da técnica de enfermagem e servidora do Pronto Socorro Municipal de Cuiabá.

Durante as diligências, a equipe da DRE apurou que a mulher adquiria irregularmente a medicação e fornecia para um detento sem prescrição médica.

Diante dos indícios de crime, a Polícia Civil representou pelo pedido de busca e apreensão, expedido pelo Núcleo de Inquéritos Policiais (NIPO).

Com a ordem judicial de busca, os policiais civis foram até o endereço alvo, onde encontraram vários medicamentos de origem suspeita, incluindo medicação de comercialização proibida, sem prescrição médica.

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Em seguida, a suspeita foi conduzida à DRE para esclarecimentos, investigada e autuada em flagrante por tráfico de drogas.

Após a confecção dos autos, a autuada foi encaminhada à custódia ficando à disposição da Justiça.

As investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos, bem como para esclarecer se os medicamentos foram retirados ilicitamente da unidade hospitalar onde a investigada trabalhava.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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