Turismo

Tecnologia deixa de ser tendência e passa a mudar a experiência de quem viaja, aponta painel no Salão do Turismo

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Como a tecnologia pode melhorar a experiência de quem viaja, ajudar cidades a se planejarem melhor e tornar o turismo mais eficiente? Essas foram algumas das perguntas feitas na palestra “Tecnologias e IA Aplicadas para as Políticas Públicas de Turismo”, realizada nesta sexta-feira (8), durante o Salão do Turismo, em Fortaleza (CE).

O encontro reuniu especialistas das áreas de inovação, inteligência artificial e gestão pública para debater como ferramentas digitais já estão sendo usadas para transformar destinos turísticos e aproximar políticas públicas das necessidades reais da população e dos visitantes.

Durante a apresentação “Turismo Orientado por Pessoas: tecnologias e transformação das experiências”, os palestrantes Roberto Pereira, da BNP Soluções em TI; Edvaldo de Vasconcelos Vieira da Rocha Filho, diretor-presidente da InovaTech, de João Pessoa (PB); e Ari Melo, professor pesquisador da Universidade de Brasília (UnB) defenderam que a inovação no turismo vai além da digitalização de serviços. 

A proposta, segundo eles, é usar dados, inteligência artificial e infraestrutura urbana inteligente para melhorar a mobilidade, ampliar a acessibilidade, personalizar experiências e fortalecer a gestão dos destinos turísticos.

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Ao longo da palestra, os especialistas também destacaram que cidades inteligentes e conectadas tendem a oferecer experiências mais fluidas para turistas, além de contribuir para o desenvolvimento econômico local e para a sustentabilidade dos destinos.

PROGRAME-SE:

Data: 7 a 9 de maio

Local: Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza

Entrada: Gratuita e aberta ao público.

Como se inscrever

Para participar do evento é necessário se inscrever. O cadastro pode ser feito aqui. A entrada é gratuita.

Programação para o público

Como chegar: Confira as rotas para o Centro de Eventos.

Fortaleza: Dicas do que curtir na cidade durante o evento.

Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação Social do Ministério do Turismo

João Pedrini: (63) 99125-9853 

Natália Moraes: (61) 99202-7509 

Marco Guimaraes: (61) 99689-4646 

Lianne Ceará: (88) 99901-3201 

Victor Mayrink: (61) 99161-3220

Fonte: Ministério do Turismo

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Turismo

Transcarioca: saiba mais sobre a 1ª trilha de longo curso do Brasil, que une a Mata Atlântica aos cartões-postais do RJ

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Quem se aventura pela Mata Atlântica na cidade do Rio de Janeiro logo se depara com charmosas setas amarelas pintadas pelo caminho. Dentro do contorno de uma pegada de bota, um detalhe simpático chama a atenção: o Cristo Redentor, de braços abertos, carrega uma mochila nas costas. Essa sinalização icônica guia os passos de quem desbrava o Parque Nacional da Tijuca, por onde passa a Trilha Transcarioca – a primeira trilha de longo curso estabelecida no Brasil.

Ela cruza a capital fluminense em um percurso de aproximadamente 180 quilômetros, interligando a Barra de Guaratiba, na Zona Oeste, ao Morro da Urca, na Zona Sul — bem aos pés do Pão de Açúcar.

Para quem busca aliar ecoturismo, história e paisagens urbanas, a rota surge como um dos itinerários mais completos do país, revelando mirantes pouco conhecidos, ruínas históricas e a rica biodiversidade nativa.

Inspiração

Idealizada originalmente em 2000, a iniciativa foi inspirada em modelos internacionais como a Appalachian Trail, nos Estados Unidos, e a Te Araroa Trail, na Nova Zelândia. Mais do que um atrativo turístico, ela funciona como um verdadeiro corredor ecológico que ‘costura’ a Cidade Maravilhosa.

Essa imensa linha verde conecta nove unidades de conservação de proteção. O visitante atravessa o Parque Natural Municipal de Grumari, o Parque Estadual da Pedra Branca, o Parque Nacional da Tijuca e os parques naturais municipais da Cidade, da Catacumba, Fonte da Saudade, José Guilherme Merquior e da Paisagem Carioca, chegando ao Monumento Natural dos Morros do Pão de Açúcar e da Urca.

Além disso, o trajeto também se conecta a outras áreas protegidas e culturais, como o Sítio Burle Marx, o Parque Estadual da Chacrinha, o Museu do Açude e o Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

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Versatilidade

Uma das grandes vantagens da Trilha Transcarioca é a sua versatilidade. Ela não precisa ser feita de uma só vez, podendo ser percorrida tanto na sua integralidade quanto em seções independentes, de acordo com o interesse, o preparo físico e a disponibilidade de tempo de cada usuário.

O trajeto total é dividido em 25 trechos, que variam em distância, tempo de caminhada e nível de dificuldade.

Trechos

Quem começa a jornada em Barra de Guaratiba encontra trechos de nível moderado a difícil, passando por praias desertas como as do Meio e do Inferno, além da famosa Pedra do Telégrafo.

Avançando pelo Maciço da Pedra Branca, o aventureiro é recompensado com cachoeiras, calçamentos coloniais e o acesso ao Pico da Pedra Branca, o ponto mais alto da cidade.

Ao entrar no Parque Nacional da Tijuca, a trilha ganha contornos históricos e florestais densos. Os trechos levam a atrativos clássicos como a Cascatinha Taunay, o Bico do Papagaio e a Mesa do Imperador. É nessa região que o trilheiro encontra o percurso mais rápido de toda a rota, ligando a Mesa do Imperador à Vista Chinesa em cerca de 40 minutos.

Logo em seguida, os caminhos passam pelas Paineiras e oferecem o esperado acesso ao Corcovado, permitindo ver de perto o Cristo Redentor com sua vista panorâmica da Zona Sul.

A reta final da Transcarioca abraça o cenário urbano, com trechos de curta duração. A rota desce pelo Parque Lage, contorna a Lagoa Rodrigo de Freitas através do Parque da Catacumba e segue em direção a Copacabana e Botafogo. O encerramento do circuito acontece na famosa Praia Vermelha, onde o último trecho sobe até o Morro da Urca, proporcionando um visual inesquecível da Baía de Guanabara.

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Sustentabilidade e educação ambiental

Além de se consolidar como um produto turístico de destaque para o Brasil, a Trilha Transcarioca desempenha um papel fundamental no desenvolvimento socioeconômico sustentável, estimulando a geração de emprego e renda no entorno das unidades de conservação. O fluxo de viajantes fomenta o comércio local, o guiamento de turismo e o ecoturismo consciente em áreas que antes eram pouco visitadas.

O manejo constante e a existência da trilha funcionam também como uma ferramenta viva de educação ambiental. Ao caminhar pelos trajetos, os visitantes aprendem na prática sobre a importância de proteger ecossistemas da Mata Atlântica, que incluem áreas de restinga, manguezal, praias, costões rochosos e florestas de altitude.

Essa experiência transforma o turismo em um ato de preservação, garantindo que o patrimônio natural do Rio de Janeiro continue protegido para as próximas gerações.

Trilhas de Longo Curso

Atualmente, o Brasil conta com 246 trilhas, que passam por 327 Unidades de Conservação (UCs). Juntas, as trilhas possuem mais de 25.000 km planejadas. Cada rota é identificada por uma logomarca em formato de pegada nas cores preta e amarela e pode personalizar sua logomarca inserindo, dentro do formato de pegada, um desenho próprio que a represente.

As atividades mais praticadas em uma trilha de longo curso são as caminhadas. Porém, não se resume apenas a essa prática. O visitante pode encontrar diversas outras atividades, como por exemplo, cicloturismo, canoagem, montanhismo, observação de aves, corridas, campismo, observação de fauna, flora ou formações geológicas, dentre outros atrativos.

Por Victor Mayrink
Assessoria de Comunicação Social do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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