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Tecnoshow COMIGO aposta em infraestrutura e experiência completa para conectar negócios e famílias no agro

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Tecnoshow COMIGO amplia estrutura para integrar negócios, tecnologia e lazer

Com uma área de 65 hectares — equivalente a cerca de 90 campos de futebol — a Tecnoshow COMIGO chega à sua edição de 2026 com uma proposta que vai além da exposição de tecnologia rural.

Alinhada ao tema “O Agro Conecta”, a feira foi planejada para unir negócios, conhecimento e experiência em um único ambiente. O evento será realizado entre os dias 6 e 10 de abril, no Centro Tecnológico COMIGO, em Rio Verde.

A organização investiu em melhorias na infraestrutura, ampliação de serviços e uma programação voltada para toda a família, com foco em conforto, segurança e praticidade ao visitante.

Montagem antecipada e geração de empregos

A preparação da feira começou com antecedência para garantir a integração de todas as áreas envolvidas no evento.

De acordo com o coordenador de infraestrutura, Edimilson de Carvalho Alves, o planejamento detalhado busca oferecer uma experiência completa ao público.

A realização da Tecnoshow também movimenta a economia local, com a geração de aproximadamente 10 mil empregos diretos e indiretos, considerando as etapas de montagem, execução e desmontagem.

Infraestrutura reforçada garante conforto ao visitante

Entre os destaques da edição estão melhorias voltadas ao bem-estar do público. Pela primeira vez, o evento contará com um ambulatório médico em estrutura fixa de alvenaria, com atendimento contínuo de médico e enfermeira.

Além disso, foram instalados três pontos de apoio para serviços básicos de saúde, como aferição de pressão arterial e medição de glicemia. Em situações que exijam atendimento mais complexo, ambulâncias estarão disponíveis para encaminhamento.

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O conforto também foi ampliado com:

  • Climatização dos 12 banheiros distribuídos pelo recinto
  • Estrutura de alimentação com capacidade para atender até 12 mil pessoas por dia
  • Variedade gastronômica, incluindo restaurantes, lanchonetes, food trucks e pamonharia
  • Energia e conectividade garantem operação eficiente

Para assegurar o pleno funcionamento da feira, a organização promoveu uma reestruturação completa da rede elétrica, com reforço nas linhas de alta e baixa tensão e instalação de novos transformadores.

Parte do sistema contará com monitoramento em tempo real, permitindo ações preventivas e maior estabilidade no fornecimento de energia.

Em parceria com a Equatorial Energia, o evento terá uma linha de alimentação dedicada.

Na área de conectividade, o recinto contará com cobertura reforçada, com estrutura da Vivo e operação da Claro por meio de Estação Rádio Base (ERB), garantindo sinal de qualidade para visitantes e expositores.

Logística, acesso e segurança são prioridades

A organização também investiu em melhorias na mobilidade e segurança do evento. O estacionamento gratuito terá capacidade para mais de 21 mil veículos, e o número de saídas foi ampliado para facilitar o fluxo de entrada e saída.

Outro diferencial é o heliponto homologado, com capacidade para receber até 12 aeronaves simultaneamente.

Na área de segurança, a operação contará com a atuação integrada de diferentes forças, incluindo:

  • Polícia Militar
  • Polícia Civil
  • Polícia Rodoviária
  • Corpo de Bombeiros
  • Guarda Civil Municipal
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Além disso, equipes privadas, brigadistas e profissionais de segurança do trabalho atuarão durante todo o evento.

Programação infantil reforça caráter familiar da feira

A Tecnoshow também mantém seu perfil voltado às famílias, com uma programação especial para o público infantil no espaço Sementinhas do Agro.

Durante os cinco dias de evento, crianças poderão participar de atividades educativas e interativas, como peças teatrais e oficinas temáticas que abordam o universo do campo de forma lúdica.

Entre os destaques está o espetáculo “A Fazenda Tá Online!”, além de ações que conectam os pequenos a temas como produção de alimentos, cuidado com os animais e rotina rural.

Segundo a coordenadora de Comunicação da COMIGO, Gabriele Triches Ribeiro, a proposta é proporcionar uma experiência completa para todos os públicos.

Experiência completa fortalece o conceito “O Agro Conecta”

Com foco em integração, conforto e inovação, a Tecnoshow COMIGO reforça sua proposta de ser mais do que uma feira de negócios.

Ao reunir tecnologia, infraestrutura moderna e atividades para toda a família, o evento se consolida como um ambiente que conecta o produtor rural não apenas ao mercado, mas também ao conhecimento e à vivência do agronegócio.

A expectativa é que os visitantes encontrem, além de oportunidades comerciais, uma experiência ampla e enriquecedora ao longo de toda a programação.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Estudo da USP aponta 17 pontos que encarecem o frete e entidades do agro cobram mudanças

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Um estudo da Universidade de São Paulo (USP) deu força à pressão da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) por mudanças no cálculo do piso mínimo do frete. O levantamento identificou 17 pontos que podem estar elevando artificialmente os valores, sobretudo no transporte de grãos em trajetos curtos e nas operações de maior produtividade.

As conclusões foram apresentadas durante o processo de revisão da regulamentação conduzido pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A FPA e entidades do setor produtivo querem que a agência utilize os custos efetivamente observados nas estradas brasileiras, em vez de parâmetros que, segundo o estudo, já não representam a realidade da frota e das transportadoras.

O trabalho foi elaborado pelo Grupo de Pesquisa e Extensão em Logística Agroindustrial da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq-Log), ligada à USP. Os pesquisadores analisaram jornada de trabalho, consumo de combustível, idade dos caminhões, quantidade de eixos, retorno vazio, depreciação dos veículos e produtividade das operações.

Uma das principais distorções estaria no número de horas trabalhadas. A metodologia atual considera uma utilização mensal de 181 horas para calcular quanto os custos fixos representam em cada viagem. Para os pesquisadores, esse parâmetro indica uma subutilização do caminhão e do tempo legalmente disponível do motorista.

A proposta é elevar a referência para 220 horas mensais. Com mais horas de utilização, despesas como depreciação, remuneração do capital e salário do motorista seriam distribuídas por um número maior de viagens, reduzindo o custo atribuído a cada quilômetro rodado.

Apenas essa alteração poderia diminuir em 7,6%, na média, os valores calculados para o piso. No transporte de grãos, a diferença ficaria entre 6,38% e 11,04%, dependendo da distância percorrida e da configuração do caminhão.

Em uma operação com piso de R$ 10 mil, uma diferença de 11% representa aproximadamente R$ 1,1 mil por viagem. Para uma empresa, cooperativa ou produtor que contrate cem viagens durante a colheita, o custo adicional pode superar R$ 110 mil.

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O impacto é ainda maior nas regiões afastadas dos portos. Como soja, milho, algodão e outras commodities percorrem centenas ou milhares de quilômetros até os terminais de exportação, o frete interfere diretamente no valor recebido pelo produtor. Quanto maior o custo logístico, menor tende a ser o preço pago pela produção na origem.

O estudo também questiona a vida econômica de sete anos utilizada pela tabela para calcular a depreciação dos caminhões. Dados da própria ANTT mostram que os veículos de tração em circulação no país possuem idade média de 16,4 anos.

Na avaliação dos pesquisadores, utilizar um período muito menor concentra a perda de valor do veículo em poucos anos e eleva o custo de cada viagem. A adoção de uma referência de 16 anos poderia reduzir entre 6% e 10% o valor calculado para o transporte de grãos, conforme o percurso e o tipo de composição veicular.

A FPA pretende usar esses resultados para pressionar pela adoção do custo operacional efetivo como base da nova regulamentação. O argumento é que a tabela precisa garantir a remuneração do transportador, mas não pode incluir despesas teóricas ou superestimadas que encareçam artificialmente a movimentação da produção brasileira.

Entidades do setor encaminharam à ANTT 15 contribuições. Entre elas estão a retirada de componentes que não representem desembolso efetivo, a criação de regras específicas para operações de alto desempenho e um tratamento mais preciso para viagens com retorno vazio.

A proposta busca diferenciar situações que atualmente acabam submetidas a parâmetros semelhantes. Um caminhoneiro autônomo que percorre longa distância e retorna sem carga enfrenta custos diferentes de uma transportadora com contratos recorrentes, frota mais produtiva e carga garantida nos dois sentidos.

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A pressão da bancada também alcança a Lei 15.485/2026, que ampliou a fiscalização sobre o piso mínimo e estabeleceu prazo máximo de 30 dias úteis para o pagamento do frete. A FPA participou da negociação do texto aprovado pelo Congresso, mas critica os vetos feitos pela Presidência da República.

Os parlamentares defendem a recuperação de dispositivos que, segundo a bancada, foram construídos para equilibrar a proteção aos caminhoneiros e os custos suportados pelo setor produtivo. Os vetos ainda precisam ser analisados pelo Congresso.

A nova legislação tornou obrigatório o registro da operação no Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) e endureceu as punições para contratações abaixo do piso. Em caso de reincidência, a multa pode chegar a R$ 1 milhão, além de outras sanções administrativas.

Para a FPA, reforçar a fiscalização sem corrigir previamente as distorções da metodologia pode obrigar produtores e empresas a cumprir valores superiores ao custo real do transporte. A bancada quer que a revisão da ANTT incorpore as diferenças de distância, idade da frota, número de eixos, produtividade e aproveitamento do retorno.

A discussão exige equilíbrio. O piso foi criado para impedir que caminhoneiros sejam obrigados a transportar cargas por valores incapazes de cobrir diesel, pneus, manutenção e remuneração do trabalho. A revisão defendida pelo agro não pode retirar essa proteção, mas precisa evitar que parâmetros desatualizados reduzam a competitividade da produção.

O estudo da USP coloca números nesse debate. Agora, a disputa será sobre quanto dessas conclusões a ANTT aceitará na nova tabela e se o Congresso derrubará os vetos à lei. Para produtores e transportadores, o resultado poderá definir quem pagará a conta das distorções existentes no cálculo do frete.

Fonte: Pensar Agro

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