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Tensões geopolíticas reforçam papel estratégico do Brasil na segurança alimentar global

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A escalada de conflitos e tensões geopolíticas em diversas regiões do mundo trouxe de volta à pauta internacional a segurança alimentar. Em períodos de instabilidade global, cadeias essenciais como energia, fertilizantes e transporte marítimo são diretamente afetadas, gerando preocupação sobre o abastecimento de alimentos.

Nos últimos dias, os mercados de commodities voltaram a apresentar forte volatilidade. O aumento do preço do petróleo impacta os custos logísticos e de produção, enquanto incertezas sobre rotas comerciais e disponibilidade de insumos agrícolas aumentam a preocupação com as próximas safras em diversos países.

Conflitos globais aumentam riscos para a produção de alimentos

Momentos de instabilidade internacional costumam levar governos a monitorar estoques e estoques estratégicos com mais rigor. Para os produtores, a imprevisibilidade de custos se intensifica, especialmente em relação a fertilizantes, combustíveis e transporte, pilares essenciais da cadeia agroindustrial.

Brasil se consolida como protagonista no abastecimento mundial

Nesse cenário, a capacidade de produzir alimentos com eficiência se torna um fator estratégico para a estabilidade do sistema alimentar global.

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O Brasil, que já é referência no fornecimento de grãos e proteínas, deve reforçar sua posição de destaque. A robustez da produção e a capacidade de expansão do agro brasileiro colocam o país como peça-chave para atender à crescente demanda global por alimentos.

Produtividade e tecnologia são diferenciais estratégicos

Manter essa posição de liderança depende cada vez mais de avanços em produtividade e inovação tecnológica no campo.

Loremberg de Moraes, diretor da Hydroplan-EB, empresa especializada em tecnologias para manejo agrícola, ressalta que “em um ambiente internacional mais instável, aumentar a eficiência da produção agrícola deixa de ser apenas uma vantagem competitiva e passa a ser um fator estratégico. Soluções que ajudam as plantas a lidar melhor com estresse climático e otimizar o uso de recursos contribuem diretamente para a estabilidade da produção”.

Tecnologias agrícolas devem ganhar protagonismo nas próximas safras

Especialistas destacam que ferramentas voltadas ao desempenho fisiológico das plantas, melhor aproveitamento da água e maior absorção de nutrientes devem crescer em importância nos próximos ciclos agrícolas.

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Diante de desafios climáticos, logísticos e geopolíticos simultâneos, a produtividade agrícola se consolida como um dos pilares mais relevantes para garantir a segurança alimentar global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Pecuária intensiva avança no Brasil e estudo da Cargill analisa recorde de 2,7 milhões de animais confinados

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A pecuária intensiva brasileira segue avançando em produtividade, tecnologia e gestão. A edição 2026 do Benchmarking Confinamento Probeef, desenvolvido pela Cargill Nutrição e Saúde Animal, registrou um novo recorde ao analisar 2,7 milhões de animais confinados, reforçando a dimensão e a tecnificação do setor no Brasil.

O levantamento representa cerca de 27% de todo o mercado nacional de confinamento bovino e consolida a maior base de dados sobre pecuária intensiva da América Latina.

Ao longo dos últimos dez anos, o estudo acumulou números expressivos:

  • mais de 11,7 milhões de cabeças avaliadas;
  • cerca de 110 mil lotes monitorados;
  • participação de 300 confinamentos no Brasil, Bolívia e Paraguai.

A maior concentração dos rebanhos avaliados permanece nas regiões Centro-Oeste e Sudeste do Brasil, principais polos da pecuária de corte intensiva.

Brasil fortalece liderança global na produção de carne bovina

O avanço do confinamento acompanha a expansão da produção nacional de carne bovina.

Segundo os dados apresentados no estudo, o Brasil alcançou no último ano a posição de maior produtor mundial de carne bovina, com produção estimada em 12,35 milhões de toneladas.

No mesmo período, o confinamento brasileiro praticamente dobrou de tamanho, atingindo aproximadamente 10 milhões de cabeças terminadas em sistema intensivo.

De acordo com Felipe Bortolotto, gerente de Tecnologia para Gado de Corte da Cargill Nutrição e Saúde Animal, a transformação da atividade nos últimos anos foi marcada pela adoção crescente de ciência, dados e tecnologia no manejo pecuário.

Pecuária intensiva ganha escala e eficiência operacional

A edição de 2026, baseada em dados consolidados de 2025, revela a diversidade do confinamento brasileiro, abrangendo desde estruturas com mil animais até operações superiores a 90 mil cabeças.

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Entre os principais indicadores observados no levantamento estão:

  • 89,75% dos animais confinados são machos;
  • peso médio de entrada de 377 quilos;
  • permanência média de 112 dias no cocho.
  • As raças predominantes seguem sendo:
  • Nelore;
  • cruzamentos industriais;
  • F1 Angus.
Tecnologia e gestão impulsionam produtividade no confinamento

O estudo mostra avanço significativo da profissionalização da pecuária intensiva brasileira, especialmente na gestão operacional e no uso de tecnologia.

Entre os destaques do Benchmarking Probeef estão:

  • Uso de softwares de gestão cresce no confinamento

Atualmente, 95% dos confinamentos analisados utilizam softwares de gestão operacional.

Nos sistemas mais eficientes do país, classificados entre os Top 10%, o índice de adoção tecnológica chega a 100%.

Produtividade da mão de obra aumenta 25%

A eficiência operacional também avançou nos últimos cinco anos.

A produtividade média por colaborador passou de 425 animais por funcionário em 2021 para 529 animais em 2025, crescimento de aproximadamente 25%.

Bem-estar animal ganha espaço nas propriedades

O levantamento aponta ainda maior preocupação dos confinamentos com infraestrutura voltada ao bem-estar animal.

Entre os sistemas avaliados:

  • 55% possuem irrigação nos currais;
  • 54% dos confinamentos Top 10 utilizam automação de trato e controle operacional.
Dietas de alta energia avançam na pecuária intensiva

Outro destaque é o crescimento do uso de dietas de alta densidade energética.

Segundo o estudo, 25% das operações já utilizam a chamada Dieta Fast, estratégia nutricional sem uso de volumoso, focada em maior eficiência produtiva.

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Confinamentos mais eficientes reduzem custos e aumentam desempenho

Os sistemas classificados entre os 10% mais eficientes apresentam indicadores superiores em diferentes áreas da operação.

Entre os diferenciais observados estão:

  • maior espaço por animal nos currais;
  • protocolos mais longos de adaptação alimentar;
  • uso de leitura noturna de cocho;
  • maior controle operacional.

Segundo o levantamento, 77,3% dos confinamentos Top 10 utilizam 21 dias de adaptação alimentar, enquanto metade das operações adota leitura noturna de cocho para ajuste das dietas.

Como resultado, esses sistemas alcançam eficiência biológica 8% superior à média geral do estudo.

Além disso, a economia chega a 11,66 quilos de matéria seca por arroba produzida, o que representa redução aproximada de R$ 120 por cabeça nas condições atuais de mercado.

Inteligência de dados deve transformar ainda mais a pecuária brasileira

Para a Cargill, o futuro do confinamento brasileiro passa pela integração entre nutrição de precisão, inteligência de dados e inovação tecnológica.

A expectativa é de ampliação da base de informações do Benchmarking Probeef nos próximos anos, aprofundando análises que auxiliem produtores na tomada de decisões mais eficientes e sustentáveis.

O avanço da tecnificação reforça o movimento de modernização da pecuária brasileira, que busca aumentar produtividade, reduzir custos e ampliar competitividade no mercado global de carne bovina.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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