Agro News

Terminal EBLog da Eldorado Brasil celebra 2 anos com certificações internacionais que reforçam excelência logística e compromisso ESG

Publicado

Dois anos de operação com reconhecimento internacional

O Terminal EBLog da Eldorado Brasil, controlado pelo Grupo J&F, completa dois anos de operação com importantes conquistas que reforçam sua posição de destaque no setor logístico portuário. A unidade recebeu, com oito meses de antecedência, as certificações internacionais ISO 9001 (Gestão da Qualidade), ISO 14001 (Gestão Ambiental) e ISO 45001 (Saúde e Segurança Ocupacional).

Esses reconhecimentos atestam que o terminal opera de acordo com os mais altos padrões globais de qualidade, sustentabilidade e segurança, alinhando-se às exigências do mercado internacional de celulose e aos critérios ESG (ambientais, sociais e de governança).

Presença consolidada no Porto de Santos

Embora o EBLog esteja celebrando apenas dois anos de atividades, a Eldorado Brasil já tem uma trajetória sólida no Porto de Santos. Desde 2015, a empresa operava no local com o antigo Terminal Rishis, utilizado para atender à crescente demanda de exportação de celulose.

“O EBLog foi um marco nessa trajetória e integra o planejamento estratégico consolidado da companhia, com foco no futuro da logística portuária e do negócio”, destaca Flávio da Rocha Costa, diretor de Logística do EBLog da Eldorado Brasil Celulose.

Terminal moderno e alinhado às melhores práticas globais

Localizado no cluster de celulose da região portuária de Santos, o EBLog é considerado um dos terminais mais modernos do mundo. As certificações internacionais estavam previstas contratualmente para serem obtidas até fevereiro de 2026, mas foram antecipadas em oito meses graças ao trabalho integrado da equipe da Eldorado.

“Realizamos um trabalho rigoroso com ajustes, treinamentos e padronização de rotinas, sempre com o mesmo compromisso que a Eldorado mantém em toda a sua cadeia produtiva”, explica Marcelo Falcão, gerente de Logística do terminal. “Essas certificações nos colocam em um patamar elevado de competitividade global, especialmente considerando que a Eldorado exporta cerca de 90% de sua produção de celulose para mais de 40 países”, complementa.

Certificações reforçam qualidade, sustentabilidade e segurança

Cada uma das certificações ISO conquistadas pelo EBLog tem um papel essencial na consolidação do terminal como referência em logística portuária:

  • ISO 9001: Garante a padronização de processos, melhoria contínua e foco na satisfação do cliente;
  • ISO 14001: Estabelece práticas para controle e redução de impactos ambientais, promovendo a sustentabilidade;
  • ISO 45001: Direciona a estruturação de sistemas de prevenção a riscos operacionais, reforçando a segurança e o bem-estar dos colaboradores.
Leia mais:  StoneX prevê superávit global de cacau em dois anos; Brasil sente impacto de cenário econômico e decisões do Banco Central

Essas certificações reforçam o compromisso da Eldorado Brasil com a excelência operacional e com práticas sustentáveis, alinhadas às demandas globais e às expectativas do mercado de celulose.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

Pós-colheita de grãos se torna nova fronteira de competitividade no agronegócio brasileiro, aponta MOTOMCO

Publicado

O agronegócio brasileiro consolidou, nas últimas décadas, uma forte revolução tecnológica dentro da porteira. Agora, um novo ciclo de inovação começa a ganhar protagonismo: o pós-colheita. Etapas como secagem, armazenagem e controle de qualidade dos grãos vêm se tornando determinantes para a rentabilidade das safras, em um cenário de margens mais apertadas e maior exigência dos mercados.

Dados da MOTOMCO, empresa especializada em tecnologias de monitoramento de umidade e qualidade de grãos, mostram que cerca de 58,3% dos descontos aplicados na recepção da soja estão ligados ao excesso de umidade, um fator que pode ser controlado com gestão e tecnologia ainda na propriedade.

Umidade dos grãos é principal fator de desconto na soja

O levantamento evidencia que o controle inadequado da umidade segue como um dos principais gargalos econômicos na comercialização de grãos no Brasil.

Na Região Sul, 63,5% das cargas de soja chegam às unidades armazenadoras com umidade entre 12% e 15%, faixa próxima ao padrão de referência de 14%. Já no Centro-Oeste, onde a colheita coincide frequentemente com períodos chuvosos, 48,3% das cargas ultrapassam 17,8% de umidade, exigindo secagem adicional e aumentando os descontos na classificação.

Em situações de adversidade climática, os impactos podem ser ainda mais severos. Embora o avanço tecnológico das colhedoras tenha reduzido impurezas, os índices de grãos avariados ainda podem ultrapassar 30% da carga em algumas regiões, ampliando perdas financeiras.

Na prática, o excesso de água é descontado diretamente do peso líquido entregue pelo produtor, reduzindo a remuneração final da produção.

Falta de monitoramento ainda gera perdas silenciosas no campo

Segundo especialistas, muitos produtores ainda não têm visibilidade completa das perdas associadas ao pós-colheita.

Sem sistemas de monitoramento adequados, decisões sobre colheita, secagem e armazenagem continuam sendo tomadas com base em observação visual ou experiência acumulada, sem dados precisos sobre a qualidade real dos grãos.

Leia mais:  Exportações brasileiras de pulses avançam 30% em 2025

Para o engenheiro agrônomo da MOTOMCO, Roney Smolareck, o principal entrave à adoção de tecnologias no pós-colheita já não é financeiro, mas cultural.

“Em muitos casos, a resistência está relacionada ao modelo de gestão. Empresas e propriedades mais tradicionais tendem a adotar novas tecnologias de forma mais lenta”, afirma.

Nova geração de produtores acelera transformação no pós-colheita

Nas novas fronteiras agrícolas, como o MATOPIBA, o cenário é diferente. Produtores mais jovens e conectados já nasceram em um ambiente de gestão digital, com uso intensivo de dados e integração de sistemas.

“Esses produtores entendem que pequenas perdas durante a secagem, armazenagem e movimentação dos grãos podem representar impactos financeiros significativos ao final da safra”, explica Smolareck.

A mudança de mentalidade também avança entre propriedades tradicionais, impulsionada pela necessidade de maior eficiência econômica. O foco deixa de ser apenas produtividade e passa a incluir indicadores de rentabilidade ao longo de toda a cadeia produtiva.

Caso real mostra ganhos com tecnologia no pós-colheita

O produtor rural Marcos Marques, de Rondon do Pará (PA), que cultiva cerca de 1.300 hectares de soja, milho, sorgo e gergelim, relata que a mudança na gestão do pós-colheita transformou sua percepção sobre perdas na atividade.

Há quatro anos, ele investiu em armazenagem própria e sistemas de monitoramento de umidade e temperatura, passando a ter maior controle sobre a qualidade dos grãos dentro da fazenda.

“Depois que eu comprei o silo e coloquei mais tecnologia voltada pro pós-colheita na fazenda, pude perceber o tanto que eu perdia lá para trás. Não dá nem para mensurar o tamanho do ganho, mas a diferença é muito grande”, afirma.

Segundo o produtor, a principal vantagem foi a maior segurança nas negociações e o controle sobre as informações da carga.

“Já tivemos situações em que a carga chegou ao porto e os números não batiam. Como temos equipamentos aferidos e laudos próprios, conseguimos comprovar a qualidade do produto. Isso traz muito mais segurança para negociar.”

Exigências do mercado ampliam importância do pós-colheita

A crescente exigência dos mercados consumidores também impulsiona a adoção de tecnologias no pós-colheita. A rastreabilidade e a preservação de atributos industriais dos grãos tornaram-se fatores estratégicos na comercialização.

Leia mais:  Mercado financeiro descarta corte da Selic em janeiro; expectativa é de redução a partir de fevereiro

Na soja, o foco está na manutenção de teores de proteína e óleo. No milho e no sorgo, o amido é essencial para alimentação animal e produção de etanol. No trigo, a qualidade da farinha depende diretamente das características tecnológicas do grão. Já na cevada, falhas na secagem podem comprometer o poder germinativo, reduzindo o valor de mercado.

Tecnologia e dados redefinem a armazenagem de grãos no Brasil

O avanço de soluções como sensores conectados, Internet das Coisas (IoT), inteligência artificial e plataformas integradas de monitoramento vem transformando a gestão pós-colheita em toda a cadeia produtiva.

De acordo com Smolareck, essa evolução já é visível na estrutura das unidades armazenadoras.

“O que antes era uma simples sala de classificação hoje muitas vezes funciona como um laboratório de qualidade, com sistemas automatizados e análise de dados em tempo real”, destaca.

Ele reforça que o movimento segue trajetória semelhante à da agricultura de precisão dentro da lavoura.

“Há alguns anos, muitos questionavam o uso de GPS e sensores no campo. Hoje isso é rotina. No pós-colheita, estamos vendo a mesma transformação, mas agora a disputa acontece depois que o grão sai do campo”, conclui.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana