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TEVO lança híbrido de milho superprecoce com alto potencial produtivo para a safra de verão no Sul do Brasil

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A TEVO, marca de híbridos de milho e sorgo da LongPing High-Tech, acaba de anunciar o lançamento do T1406, seu novo híbrido de milho voltado especialmente para a safra de verão na Região Sul. O material se destaca por unir superprecocidade, alto teto produtivo, estabilidade, sanidade foliar e uma excelente resposta a investimentos de alta tecnologia.

Superprecocidade e ampla adaptação geográfica

Um dos grandes diferenciais do T1406 é a sua superprecocidade, ideal para produtores que buscam uma colheita mais rápida e eficiente. Além disso, o híbrido demonstrou excelente desempenho em diferentes altitudes, o que é essencial para atender à diversidade geográfica dos estados do Sul, proporcionando maior segurança e produtividade ao agricultor.

Sanidade e qualidade dos grãos

O T1406 também oferece elevada sanidade foliar, com tolerância a doenças como CMV (Mosaico Comum do Milho) e Bipolaris, características que contribuem para a qualidade final dos grãos, maior proteção da lavoura e redução de custos com defensivos. O híbrido possui ainda boa formação de espigas, raiz forte, empalhamento eficiente e estrutura robusta, garantindo estabilidade e qualidade mesmo em condições desafiadoras.

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Alta performance e retorno sobre investimento

Segundo o Gerente Nacional de Marketing da TEVO, Ailton Junior Ferreira, os resultados em testes de campo são promissores:

“Estamos muito confiantes no desempenho do T1406. É um híbrido que entrega precocidade e estabilidade, exatamente o que os produtores do Sul buscam. A região tem papel estratégico na produção nacional de milho, e nossa expectativa para a safra de verão é bastante positiva”, afirma.

Importância estratégica da Região Sul

De acordo com dados da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), o Rio Grande do Sul é um dos principais estados produtores de milho do Brasil, com produção estimada em 33,52 milhões de toneladas. O lançamento do T1406 reforça o compromisso da TEVO em atender às demandas específicas da região, oferecendo soluções com genética avançada e adaptabilidade local.

LongPing cresce no mercado e reforça presença no Sul

A LongPing High-Tech, controladora da TEVO, foi uma das empresas que mais cresceram em participação de mercado na safra de milho verão 2024/25, com avanço de 1,3 ponto percentual, segundo o relatório FarmTrak Milho Verão 24/25, da Kynetec.

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No Rio Grande do Sul, o crescimento foi ainda mais expressivo: 6,8 pontos percentuais, tornando a LongPing a terceira maior empresa em market share no estado.

Com o lançamento do T1406, a TEVO amplia o portfólio da empresa no Sul e fortalece sua posição como fornecedora de soluções inovadoras e eficazes para o agricultor gaúcho.

Com genética de ponta, alta performance e foco regional, o híbrido T1406 da TEVO chega para atender às necessidades dos produtores da Região Sul, que se preparam para uma safra de verão promissora. A novidade consolida o compromisso da LongPing High-Tech em levar tecnologia, produtividade e rentabilidade ao campo brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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UE descarta adiamento e confirma bloqueio às carnes brasileiras a partir desta quinta-feira

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A União Europeia não deve adiar o bloqueio às importações brasileiras de carnes e outros produtos de origem animal previsto para começar nesta quinta-feira (03.09). A confirmação foi dada nesta segunda-feira (31.08) pelo deputado irlandês Ciaran Mullooly, após reunião com representantes do gabinete do comissário europeu de Saúde e Bem-Estar Animal, Oliver Várhelyi.

Segundo Mullooly, a possibilidade de conceder autorizações individuais para determinadas regiões ou propriedades brasileiras também foi descartada. Com isso, as tentativas realizadas pelo Brasil nas últimas semanas para evitar a interrupção das vendas não conseguiram, até agora, alterar o cronograma europeu.

A restrição alcança carne bovina e de aves, ovos, mel, pescados e tripas, entre outros produtos de origem animal. A União Europeia retirou o Brasil da lista de países considerados aptos a atender às novas exigências sobre o uso de antimicrobianos, decisão anunciada em maio com aplicação prevista para 3 de setembro.

As regras europeias proíbem o uso de antimicrobianos para promover crescimento ou aumentar o rendimento dos animais e também impedem a utilização de medicamentos reservados ao tratamento de determinadas infecções humanas. Para exportar, o país fornecedor precisa oferecer garantias de que essas exigências são cumpridas ao longo da cadeia produtiva.

O presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), Isan Rezende (foto), avalia que a confirmação do bloqueio representa um problema comercial relevante, mas considera necessário separar as exigências técnicas europeias das críticas feitas por grupos políticos e representantes de produtores daquele continente.

“Uma coisa é a União Europeia estabelecer regras para o acesso ao seu mercado e exigir que o Brasil demonstre documentalmente que consegue cumpri-las. Outra completamente diferente é transformar essa discussão em julgamento sobre a qualidade da carne brasileira. O Brasil é um dos maiores fornecedores de proteína animal do mundo, atende mercados extremamente exigentes e possui sistemas oficiais de controle sanitário. Se existe uma deficiência na comprovação exigida pela Europa, ela precisa ser corrigida tecnicamente, e não transformada em argumento para desqualificar toda a nossa produção”, afirma.

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A reação de Rezende ocorre depois de parlamentares irlandeses ampliarem as críticas ao produto brasileiro. O deputado Martin Kenny, porta-voz do Sinn Féin para agricultura e alimentos, chegou a defender a retirada de carnes brasileiras que já se encontram em circulação na Irlanda e classificou os produtos do País como inferiores aos produzidos localmente.

Para Rezende, declarações desse tipo mostram que a disputa ultrapassa a questão sanitária e ocorre em um ambiente de forte concorrência entre os produtores europeus e o agronegócio brasileiro.

“É impossível ignorar o componente comercial dessa discussão. O produtor europeu está submetido a custos elevados e vê o Brasil ampliar sua presença internacional com uma produção altamente competitiva. Isso não elimina a obrigação brasileira de cumprir as regras do mercado para o qual pretende vender, mas também não podemos aceitar que uma pendência regulatória seja utilizada para construir a imagem de que o alimento brasileiro é inseguro ou inferior. São coisas diferentes e precisam ser tratadas dessa forma”, diz o presidente do IA.

A Comissão Europeia já havia informado que o Brasil poderá retornar à lista de fornecedores autorizados quando conseguir demonstrar o cumprimento das exigências. O problema é que, para algumas cadeias, especialmente a bovina, a adequação pode demandar mais tempo porque envolve informações referentes ao histórico dos animais.

Mullooly afirmou que a Comissão Europeia também descartou uma alternativa que vinha sendo considerada nos bastidores: permitir que regiões, propriedades ou cadeias brasileiras que conseguissem demonstrar individualmente o cumprimento das regras continuassem exportando. Segundo o parlamentar, a autorização dependerá da situação do País perante as exigências europeias.

Rezende considera que esse é justamente o ponto que exige uma resposta rápida do governo e do setor produtivo.

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“Agora não adianta discutir apenas se a decisão europeia é justa ou injusta. O Brasil precisa identificar exatamente quais garantias ainda não foram consideradas suficientes, estabelecer um cronograma para atender cada uma delas e negociar uma solução que permita recuperar o mercado no menor prazo possível. Cada mês de restrição representa espaço que pode ser ocupado por concorrentes e, depois que outro fornecedor conquista esse comprador, recuperar a posição custa muito mais”, afirma Isan.

O mercado europeu não é o maior destino em volume da carne brasileira, mas possui importância estratégica por comprar produtos de maior valor agregado e funcionar como referência sanitária para outros compradores internacionais. Em 2025, as exportações brasileiras de carnes bovina e de aves para o bloco movimentaram cerca de R$ 9,3 bilhões, considerando a conversão dos US$ 1,8 bilhão registrados no período pelo câmbio atual próximo de R$ 5,15.

A pressão política contra o produto brasileiro também ganhou força na Irlanda. Nesta segunda-feira, Kenny pediu ao governo irlandês esclarecimentos sobre o destino das carnes brasileiras importadas antes da entrada em vigor das novas regras e defendeu até mesmo o recolhimento desses produtos. A reivindicação do parlamentar, porém, não significa que a União Europeia tenha determinado um recall.

Pelas informações divulgadas por Mullooly após o contato com a Comissão Europeia, produtos que tenham deixado o Brasil antes da entrada em vigor da nova regra poderão ser tratados de maneira diferente dos novos embarques.

Para o Brasil, portanto, a discussão muda de fase nesta semana. Depois das tentativas de evitar a entrada em vigor da medida, a prioridade passa a ser demonstrar o atendimento às exigências europeias e reduzir o período de afastamento de um dos mercados mais rigorosos e valorizados para as proteínas animais brasileiras.

Fonte: Pensar Agro

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