O Theatro Fúria promove o laboratório de residência artística com imersão pela paisagem urbana e natural de Cuiabá, entre os dias 31 de março e 4 de abril. Selecionado no edital “Viver Cultura – edição Lei Paulo Gustavo”, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), o projeto é uma nova etapa de circulação do ‘Laboratório Prático do Desanestesiamentos dos Sentidos’, o Lab Sentidos.
No Lab Sentidos, os participantes vivenciam uma sequência de cinco encontros diários, no período das 14h às 18h, somando 20 horas de residência. Os locais de encontro são divulgados diretamente aos participantes inscritos, mas sabe-se que a navegação começa pelo centro histórico da cidade.
Além de sugestões de exercícios para readquirir os sentidos perdidos, o projeto é um laboratório prático. Isso porque o objetivo é transformar a experiência em uma intervenção urbana a ser apresentada no encerramento dos trabalhos.
“A ideia é estimular a atenção ativa, como as coisas acontecem, quando e onde acontecem, e o porquê delas acontecerem. E finalmente, quem somos nós nos acontecimentos e o que fazemos durante esses acontecimentos”, relata o ator e performer, Péricles Anarckos, um dos idealizadores do projeto.
O Laboratório é voltado a qualquer pessoa que busca aprimorar suas percepções do contexto em que vive e se conectar com seus sentidos de forma mais ampla. Em especial, artistas e estudiosos, que buscam inspiração para seus processos de pesquisa e criação.
De acordo com a atriz Carolina Argenta, também idealizadora do projeto, pessoas de áreas e interesses distintos, como artistas visuais, artistas da cena, historiadores, arquitetos, fotógrafos, estudantes, filósofos, jornalistas, podem participar das atividades.
“Cada especialidade, saber e profissão tem um olhar treinado para perceber as coisas de forma diferente do outro. E essa diversidade ajuda a ampliar as possibilidades de leitura e interpretações do mundo durante o laboratório”, explica Carolina.
Com o Lab Sentidos, o Theatro Fúria tem privilegiado roteiros que destacam a riqueza histórico-patrimonial das cidades escolhidas, mapeando rotas e fluxos culturais. Na etapa anterior de circulação por Mato Grosso, realizada em 2021, eles passaram por Chapada dos Guimarães, Cáceres e Poconé, além de Cuiabá, com incentivos da Lei Aldir Blanc.
O resultado vai além do desenvolvimento de um produto artístico. Como intervenção ou performance, estimula o conhecimento, a partilha e a ocupação da cidade pelos participantes.
Com início em 2019, o projeto chega a sua 8ª edição neste ano, expandindo ainda o alcance às cidades de Goiás Velho (GO), de 05 a 09 de maio, e Santos (SP), de 15 a 19 de julho.
A nova etapa de circulação é viabilizada pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso (Secel-MT), por meio do Edital Viver Cultura – Expressões Artísticas, com recursos da Lei Paulo Gustavo do Governo Federal, via Ministério da Cultura (MinC).
Serviço:
Lab Sentidos – Laboratório Prático do Desanestesiamento dos Sentidos
Mato Grosso registrou o maior crescimento absoluto no abate de bovinos do país no primeiro trimestre de 2026, com aumento de 135,11 mil cabeças em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados são da Pesquisa Trimestral do Abate de Animais, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (16.6).
Na comparação entre os primeiros trimestres de 2025 e 2026, o Estado apresentou crescimento de 8,1% no volume de bovinos abatidos. Segundo o IBGE, o abate de bovinos no Brasil aumentou em aproximadamente 326,28 mil cabeças em relação ao primeiro trimestre de 2025. O crescimento foi impulsionado pelo desempenho de 21 das 27 unidades da federação.
Além de Mato Grosso, os maiores aumentos foram registrados em São Paulo, com acréscimo de 128,20 mil cabeças, Pará, com 36,34 mil, Rio Grande do Sul, com 20,03 mil, e Bahia, com 16,35 mil. As principais quedas ocorreram em Goiás, com redução de 68,61 mil cabeças, e Mato Grosso do Sul, com diminuição de 32,64 mil.
O levantamento também mostra que Mato Grosso segue como o principal estado produtor do país, responsável por 17,5% de todo o abate bovino nacional no período. Na sequência aparecem São Paulo, com participação de 11,6%, Goiás, com 9,2%, e Pará, com 9,1%.
Regionalmente, o Centro-Oeste concentrou a maior parcela do abate de bovinos do país, com 36% do total nacional. Em seguida aparecem as regiões Norte (23,9%), Sudeste (21,5%), Sul (9,4%) e Nordeste (9,1%).
Para a secretária adjunta de Agronegócio, Crédito e Energia da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec), Linacis Lisboa Vogel, os números confirmam a importância da pecuária mato-grossense para a economia do Estado e para o abastecimento da cadeia produtiva nacional.
“Mato Grosso tem papel estratégico na pecuária brasileira, não apenas pelo volume produzido, mas também pela eficiência e competitividade de sua cadeia produtiva. O crescimento registrado neste início de ano demonstra a força do setor e reforça a contribuição do Estado para o abastecimento dos mercados interno e externo”, afirmou.
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