No dia 21 de abril, o Brasil celebra o feriado em homenagem a Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, único personagem histórico solo a ter um feriado nacional em sua memória.
Além de ser um símbolo da luta pela independência, seu nome também batiza uma das cidades mais encantadoras de Minas Gerais. Conheça cinco curiosidades sobre Tiradentes e entenda a relação entre a cidade e o feriado que marca a história do país.
1. Tiradentes nunca pisou na cidade que leva seu nome Apesar do nome, não há registros de que o inconfidente tenha visitado a cidade. Fundada em 1702 como Arraial Velho de Santo Antônio, só foi rebatizada como Tiradentes em 1889, após a Proclamação da República, como forma de homenagear o mártir da Inconfidência Mineira, comforme registros da Prefeitura do município.
2. Um Centro Histórico preservado graças ao “esquecimento” Após o declínio do Ciclo do Ouro, Tiradentes ficou em relativo abandono até os anos 1980, quando o turismo começou a se desenvolver. Esse isolamento ajudou a preservar seu patrimônio arquitetônico, tornando-a um dos conjuntos coloniais mais bem conservados do Brasil.
3. Um dos primeiros Festivais Gastronômicos do país Criado em 1998, o Festival Cultura e Gastronomia de Tiradentes foi pioneiro no Brasil e até hoje atrai visitantes de todo o país. Realizado em agosto, o evento combina pratos típicos mineiros, workshops e apresentações culturais, consolidando a cidade como um destino gastronômico de excelência. No último ano, por exemplo, os participantes puderam conferir aulas gratuitas de harmonização com sommeliers, degustação de ingredientes, cozinha ao vivo (chefs cozinhando no meio da praça).
4. A Igreja Matriz de Santo Antônio e seu tesouro dourado Segundo o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), com a exploração do ouro em grande escala, sua população cresceu provocando um aumento rápido de moradias, além da construção de igrejas e casas comerciais. A Matriz de Santo Antônio e seu tesouro dourado, construída em 1710, é a segunda mais rica em ouro no Brasil, perdendo apenas para a Igreja de São Francisco, em Salvador. Sua fachada tem obras atribuídas a Aleijadinho, e o interior é decorado com lustres de prata e um órgão português do século XVIII.
5. Bichinho: o distrito que não pertence a Tiradentes Apesar de ser frequentemente associado a Tiradentes, o charmoso distrito de Bichinho (oficialmente Vitoriano Veloso) pertence ao município de Prados. Conhecido por seu artesanato e pela Oficina de Agosto, é um passeio imperdível para quem visita a região.
O Feriado de Tiradentes: uma homenagem ao Mártir da Liberdade O dia 21 de abril marca a execução de Tiradentes, em 1792, por liderar a Inconfidência Mineira, movimento que buscava a independência do Brasil de Portugal. Considerado um herói nacional, sua figura simboliza resistência e patriotismo.
Enquanto o feriado relembra sua luta, a cidade de Tiradentes preserva a história colonial brasileira em suas ruas de pedra, igrejas barrocas e tradição cultural. Visitar a cidade é uma forma de conectar-se não apenas com a beleza de Minas Gerais, mas também com as raízes da identidade nacional.
Para quem trabalha com turismo, o verdadeiro diferencial está na excelência do atendimento a todos os perfis de visitantes, especialmente aqueles que demandam cuidados específicos, como pessoas neurodivergentes (com autismo, TDAH ou dislexia, entre outros diagnósticos).
O novo episódio do videocast “Turistando” já está disponível no YouTube e no Spotify e mostra como pequenas mudanças de atitude e ambiente, baseadas no inédito “Guia para Atender Bem Turistas Neurodivergentes” podem transformar a experiência em cada negócio.
O documento foi desenvolvido a partir de uma pesquisa nacional, conduzida pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), em parceria com o Ministério do Turismo. O levantamento foi realizado entre fevereiro e março de 2026 e contou com mais de 760 participantes, entre pessoas neurodivergentes, familiares e profissionais da área.
Para debater o assunto, o episódio reúne a coordenadora de Turismo Responsável do Ministério do Turismo, Tatiana Oliveira, e Wagner Saltorato, membro do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (CONADE) e representante da Apae Brasil (FENAPAES).
Ao longo do bate-papo, Tatiana Oliveira explicou que a capacitação profissional e a empatia são as principais ferramentas de transformação sugeridas na publicação, sem que os estabelecimentos precisem necessariamente realizar grandes investimentos financeiros. “A cadeia do turismo deve lidar com a diversidade e oferecer boas experiências, e o Guia vem justamente para orientar os negócios sobre como acolher esse público com maior cuidado e respeito. A inclusão não envolve grandes investimentos em infraestrutura física; basta promover mudanças comportamentais para gerar um impacto positivo na experiência do turista. Nesse cenário, os profissionais do setor têm um papel fundamental na transformação que buscamos”, destacou a coordenadora.
Já Wagner Saltorato celebrou o impacto social do documento de abrangência nacional. “O turismo é uma atividade relacional e precisamos ter caminhos de diálogo em todo o setor turístico, abrindo possibilidades de conversa para que as pessoas neurodivergentes possam se manifestar. É sempre na relação que a previsibilidade ocorre e, quando a pessoa é acolhida, o lugar se torna mais seguro”, enfatizou o representante.
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