Mato Grosso

Tolerância Zero aumenta em 35% a apreensão de drogas e gera prejuízo de R$ 250 milhões às facções criminosas

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As forças de segurança de Mato Grosso aumentaram em 35% a quantidade de drogas apreendidas e geraram um prejuízo de R$ 250 milhões às facções criminosas nos seis primeiros meses do programa Tolerância Zero.

Conforme dados do Observatório de Segurança Pública (OBS), subiu de 14,8 para 20 toneladas o total de drogas que as forças policiais estaduais impediram de chegar aos pontos de distribuição e venda entre 25 de novembro de 2024 e 25 de maio de 2025, na comparação com o mesmo período de 2023 a 2024.

Do total de drogas apreendidas, 9,5 toneladas são de maconha, 6,7 toneladas de cloridrato de cocaína e 3,8 toneladas de pasta base de cocaína, segundo relatório da superintendência do OBS, órgão da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) vinculado à Secretaria Adjunta de Inteligência (SAI).

“O Tolerância Zero é um projeto inovador que atua em diversas frentes no combate às facções criminosas com um só objetivo, que é proporcionar cada vez mais segurança à nossa sociedade. Aumentar a repressão ao tráfico de drogas, como as forças policiais estão fazendo em Mato Grosso, é fundamental para a descapitalização das facções criminosas e para a redução de outros crimes. Nesses seis meses do Tolerância Zero, reduzimos em 30% o número de homicídios e em 37% os índices de roubos”, destacou o secretário de Segurança Pública, coronel PM César Roveri.

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Além do empenho pessoal do governador Mauro Mendes e dos investimentos do Governo voltados especialmente ao combate às facções, como a nomeação de 400 policiais, a criação de delegacias especializadas, mudanças de procedimentos e intensificação da fiscalização nos presídios e entre outras medidas, o secretário Roveri atribui o aumento da apreensão de drogas e redução de homicídios e roubos à dedicação dos policiais.

“Nossos policiais estão trabalhando muito e de maneira integrada com o objetivo de reprimir o tráfico e reduzir os índices de roubos, homicídios e todas as modalidades de crimes”, completou o secretário.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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