Mato Grosso

TRE-MT e Polícia Civil terão assessoria focada em investigar influência do crime organizado nas eleições

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Mato Grosso terá uma assessoria de Inteligência da Polícia Judiciária Civil que atuará diretamente junto à Justiça Eleitoral para prevenir e combater a influência de organizações criminosas nas eleições. O assunto foi debatido nesta quinta-feira (25.09) entre a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, e o secretário-adjunto de Inteligência de Mato Grosso, delegado Valter Furtado Filho.

“Este é um ato decisivo para o fortalecimento da democracia e a lisura do processo eleitoral. O objetivo central do acordo é a produção de conhecimento estratégico para identificar e monitorar o eventual envolvimento, direto ou indireto, de candidatos a cargos eletivos com atividades criminosas, bem como o financiamento de campanhas por essas organizações”, destacou a presidente do TRE-MT.

As informações produzidas pela equipe de inteligência da Polícia Civil subsidiarão as decisões dos magistrados eleitorais, garantindo maior segurança jurídica e transparência a todo o pleito.

Para o delegado, a cooperação fortalece o papel do Estado na defesa da sociedade. “A Polícia Civil tem o dever de investigar e combater o crime em todas as suas frentes. A infiltração de organizações criminosas na política é uma das ameaças mais graves ao Estado de Direito. Com este acordo, unimos forças e expertises para ajudar a Justiça Eleitoral e a nossa democracia”, ressaltou.

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Conforme o termo ainda em debate, caberá à Polícia Civil designar servidores com experiência em atividade de inteligência e fornecer o suporte técnico-operacional para as análises. O TRE-MT, por sua vez, disponibilizará a estrutura física adequada para o funcionamento da assessoria e integrará os relatórios produzidos em seus fluxos internos de análise de risco e prevenção.

A cooperação terá vigência de 24 meses, podendo ser prorrogada, e representa um avanço significativo na governança e na segurança institucional do processo eleitoral em Mato Grosso.

Daniel Dino
Assessoria TRE-MT

Fonte: TRE – MT

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Mato Grosso

Polícia Civil localiza corpo de vítima e prende autores de execução em Sorriso

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A Polícia Civil de Mato Grosso esclareceu, nesta quarta-feira (29.4), um homicídio e ocultação de cadáver de David Fernandes de Sousa, de 21 anos, com a identificação e prisão de três envolvidos nos crimes, em Sorriso. A morte da vítima está relacionada à possível rixa entre facções criminosas.

As investigações da Delegacia de Sorriso apontaram que os três criminosos eram amigos da vítima e passaram a desconfiar que o amigo pertencia a uma facção rival, fato que teria motivado o crime. Eles responderão pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e organização criminosa.

Com o esclarecimento do crime, Sorriso apresenta índice de 100% dos homicídios elucidados, com a identificação e a prisão dos autores no município.

David Fernandes de Sousa era considerado desaparecido desde o dia 5 de abril, quando sua mãe procurou a Polícia Civil para registrar o boletim de ocorrência. Segundo informações, há 15 dias, o jovem estava dividindo aluguel com um amigo e, após esse período, não teve mais notícias.

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Com base nas informações repassadas, os policiais da Delegacia de Sorriso iniciaram as investigações e conseguiram identificar um dos suspeitos, de 22 anos, integrante de facção criminosa, com envolvimento no desaparecimento e morte de David.

Em continuidade às diligências, os policiais conseguiram localizar e prender o suspeito, que confessou a participação no homicídio e na ocultação de cadáver do jovem, bem como revelou a localização do corpo e o envolvimento de outros integrantes no grupo.

Com a possível localização do corpo, os policiais foram até o local e, após escavarem, conseguiram encontrar o corpo enterrado em uma cova rasa, em uma região de mata do município.

Os outros dois suspeitos já haviam sido presos na semana passada por envolvimento com tráfico de drogas. Os três suspeitos foram autuados em flagrante por ocultação de cadáver e organização criminosa e responderão, em inquérito policial, pelo homicídio.

Segundo o delegado Bruno França, responsável pelas investigações, os suspeitos eram amigos da vítima, porém, após desconfiarem que ele integrava uma facção criminosa rival, decidiram executá-lo.

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“A vítima foi morta estrangulada com o cadarço do próprio sapato e, posteriormente, teve o corpo ocultado, em uma evidente situação de rixa entre grupos criminosos”, disse o delegado.

As investigações seguem em andamento para identificar outros possíveis envolvidos no crime.

Fonte: Governo MT – MT

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