Mato Grosso

TRE-MT inaugura posto de atendimento no Shopping 3 Américas

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A Justiça Eleitoral de Mato Grosso inaugura, nesta quarta-feira (17.12), um novo posto de atendimento em Cuiabá, localizado no Shopping 3 Américas. A unidade funcionará de segunda a sexta-feira, das 10h às 19h, preenchendo uma lacuna de atendimento presencial na região do Coxipó. A medida visa facilitar o acesso da população aos serviços eleitorais, com foco especial na coleta biométrica e na regularização cadastral. 

A escolha do local responde a uma demanda de descentralização dos serviços na capital. “Ainda não tínhamos um ponto de atendimento dedicado à região do Coxipó. Estar dentro de um centro comercial, com horário estendido e facilidade de acesso, aproxima a Justiça Eleitoral do cidadão e garante que mais pessoas possam regularizar sua situação com comodidade e agilidade”, afirma Carlos Acosta, chefe de cartório da 39ª Zona Eleitoral de Cuiabá, responsável pela nova unidade. 

A inauguração ocorre estrategicamente às vésperas do encerramento do ano civil, mas o serviço não será interrompido pelo recesso forense. O posto manterá as portas abertas nas próximas semanas, fechando apenas nos feriados de Natal (24 e 25 de dezembro) e Ano Novo (31 de dezembro e 1º de janeiro). O horário de funcionamento estendido permite que o eleitor busque atendimento inclusive fora do horário comercial padrão. 

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A iniciativa integra o esforço estadual coordenado pela Corregedoria Eleitoral do TRE-MT para atingir a meta de cobertura biométrica. Mato Grosso possui atualmente 2.549.556 eleitores aptos, dos quais 225.248 (8,83%) ainda não realizaram o cadastro biométrico. Em Cuiabá, o cenário exige atenção: de um eleitorado de 439.030 pessoas, 40.157 ainda permanecem sem a biometria, o que representa 9,15% do total da capital.  

Serviços completos e documentação 

No local, a população terá acesso à carta completa de serviços da Justiça Eleitoral. É possível realizar o alistamento (primeira via), revisão de dados, transferência de domicílio e a regularização de títulos cancelados. Ao final do atendimento, o eleitor já sai com o documento impresso em mãos e recebe orientações para baixar o e-Título, versão digital que substitui o documento físico e possui foto. 

Para ser atendido, é necessário apresentar um documento oficial de identificação com foto, que pode ser físico ou digital (como RG, CNH ou Carteira de Trabalho). Nos casos em que o cidadão deseja realizar a transferência de domicílio ou a revisão de dados cadastrais que envolvam mudança de endereço, exige-se também a apresentação de um comprovante de residência. 

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O posto adota o sistema de atendimento biométrico itinerante, projeto Zona sem Fronteira, o que permite atender qualquer eleitor de Mato Grosso, independentemente de onde resida ou vote. O cidadão de outro município que estiver de passagem por Cuiabá pode aproveitar a oportunidade para resolver pendências, transferir o título ou realizar a coleta das digitais, sem a necessidade de deslocamento até sua zona eleitoral de origem. 

O Shopping 3 Américas cedeu o espaço gratuitamente ao TRE-MT. 

Daniel Dino 

Assessoria TRE-MT 

 

Fonte: TRE – MT

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Mato Grosso

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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