Mato Grosso

TRE-MT lança Plano de Gestão 2025-2027 com foco em eficiência e inovação

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O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) oficializou, por meio da Portaria nº 296/2025, o Plano de Gestão para o biênio 2025-2027. O documento, publicado na edição do dia 17 de setembro de 2025 do Diário de Justiça Eletrônico (DJE),  consolida 128 iniciativas estratégicas. O plano é resultado de um esforço colaborativo, que envolveu a análise de propostas enviadas por gestores de todas as unidades administrativas do tribunal.

As ações estão alinhadas com o Planejamento Estratégico Institucional do TRE-MT e com os Macrodesafios do Poder Judiciário definidos pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O plano reflete as intenções da Justiça Eleitoral em Mato Grosso em direção à otimização de processos de trabalho, aprimoramento da eficiência e a garantia de maior transparência na administração pública.

Segundo a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, a portaria reafirma o compromisso da Justiça Eleitoral mato-grossense com a boa governança e a melhoria contínua da gestão pública. “Nosso propósito é garantir que cada ação planejada se traduza em resultados concretos para o cidadão. Esse plano foi construído com base na transparência, na eficiência e no alinhamento estratégico, sempre em consonância com os princípios constitucionais que regem a Administração Pública”, destacou.

Na análise da magistrada, o plano aspira ampliar a efetividade das entregas do tribunal à sociedade, tanto na gestão administrativa quanto no apoio estratégico à prestação jurisdicional. “A melhoria dos processos de trabalho estratégicos requer ajustes de amplo espectro que viabilizem a transparência, a aproximação e o alinhamento das ações nos planos de nível estratégico e operacional”, observou.

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Monitoramento rigoroso

Para garantir a execução das metas, a Portaria prevê um sistema de monitoramento rigoroso. As unidades administrativas deverão apresentar relatórios bimestrais à Assessoria de Gestão Estratégica (AGE), detalhando o progresso das ações, acompanhados pela Alta Administração. Também prevê que iniciativas classificadas como prioritárias terão monitoramento intensivo, especialmente as ligadas à inovação, exigências legais e projetos de impacto institucional.

O diretor-geral do TRE-MT, Mauro Sérgio Rodrigues Diogo, ressaltou o caráter participativo e técnico do processo de construção do documento. “Inicialmente recebemos 142 propostas das unidades administrativas. Após análises criteriosas, consolidação e depuração, chegamos a 128 ações efetivas. Esse resultado reflete a maturidade institucional e a integração entre as áreas, sempre voltadas a atender às diretrizes estratégicas e às demandas da sociedade”, afirmou.

O Plano poderá ser revisado ao longo do biênio, conforme a necessidade de ajustes, garantindo flexibilidade diante de novos contextos ou demandas emergenciais. Entre as prioridades, estão ações ligadas à modernização tecnológica, ao aprimoramento dos processos internos e ao fortalecimento do apoio estratégico à prestação jurisdicional.

“Este é um plano dinâmico, que dialoga com a realidade e com os desafios da Justiça Eleitoral. Nosso compromisso é acompanhar de perto cada meta, corrigir rotas quando necessário e assegurar que a sociedade perceba, de fato, os avanços alcançados”, defende o juiz-auxiliar da Presidência do TRE-MT, Luís Aparecido Bortolussi Júnior, que ainda pontuou que a iniciativa representa um marco na gestão do tribunal.

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As iniciativas foram divididas em quatro categorias de prioridade: projetos com foco em inovação e melhoria (categoria zero), ações importantes para o desenvolvimento da gestão (categoria 1), projetos com implementação condicionada a um contexto favorável (categoria 2) e atividades de rotina com monitoramento essencial (categoria 3).

Com vigência até abril de 2027, o Plano de Gestão consolida o alinhamento entre os objetivos institucionais do TRE-MT e a Estratégia Nacional do Poder Judiciário, reforçando o papel da Justiça Eleitoral na inovação, eficiência e proximidade com o cidadão.

Jornalista Anderson Pinho

#PraTodosVerem – A imagem mostra a fachada de um prédio moderno de três andares, com janelas de persianas amarelas e a inscrição Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso no topo. No primeiro plano, há três mastros com bandeiras do Brasil, de Cuiabá e a do estado de Mato Grosso, tremulando sob um céu azul claro com poucas nuvens. A foto é tirada de baixo para cima, o que enfatiza a altura da construção.

Fonte: TRE – MT

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Mato Grosso

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

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Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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