Mato Grosso

Trecho do acordo de obras com Consórcio Construtor BRT é concluído dentro do prazo

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A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) informa que o Consórcio Construtor BRT concluiu todas as frentes de obra que estavam sob sua responsabilidade, dentro do prazo definido no acordo de rescisão, firmado em março deste ano.

O documento estabelecia que a empresa deveria finalizar trechos previamente iniciados até o dia 2 de outubro, sob pena de multa de R$ 54 milhões. Com a entrega dessas etapas, o compromisso contratual foi cumprido e encerrado.

Entre os serviços executados pelo Consórcio Construtor, estão a conclusão das pistas em concreto, ajustes de drenagem, recuperação de calçadas e implantação de sinalização viária no trecho entre o Hospital do Câncer e o Viaduto da Sefaz, bem como no trecho entre a Defensoria Pública e o CREA, ambos na Avenida do CPA.

É importante esclarecer que o trecho que atualmente está em obras na Avenida do CPA, entre o Viaduto da Sefaz e a Defensoria Pública, não estava previsto no acordo de rescisão com o Consórcio Construtor BRT.

O trecho em questão foi licitado novamente pelo governo, dentro do primeiro contrato para conclusão das obras, e está sob responsabilidade do Consórcio Integra BRT. Essa etapa contempla, além das obras entre o viaduto e a Defensoria Pública, a implantação dos corredores na Avenida da Prainha, XV de Novembro e Tenente-Coronel Duarte.

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As obras do BRT seguem em execução por etapas, conforme o planejamento de contratação em lotes, que permite maior especialização das empresas. Novos trechos ainda serão licitados, incluindo a construção dos terminais, das estações de embarque e do Centro de Controle Operacional.

O sistema BRT prevê dois corredores principais ligando Cuiabá e Várzea Grande, com ônibus de alta capacidade, estações modernas e integração com outros modais. O projeto também inclui melhorias urbanas, como o Parque Linear da Avenida do CPA e a requalificação de calçadas ao longo dos corredores.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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