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Trevo Lácteos e UFV criam a primeira “Academia do Iogurte” do Brasil para formar mestres iogurteiros

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Parceria entre Trevo Lácteos e UFV inaugura projeto pioneiro no país

No dia 1º de agosto, a Trevo Lácteos, uma das maiores indústrias de laticínios de Minas Gerais, controlada pelo grupo alemão Ehrmann, lançou oficialmente a Academia do Iogurte, em parceria com a Universidade Federal de Viçosa (UFV). A iniciativa faz parte do Programa de Excelência Trevo Ehrmann (PETE) e tem como objetivo principal capacitar colaboradores da indústria com foco em liderança e especialização técnica.

De acordo com Alberico Braga, diretor industrial da Trevo Ehrmann, a ação representa um marco no setor:

“Essa parceria com a UFV, uma das mais respeitadas instituições do país em alimentos, dará origem aos primeiros mestres iogurteiros do Brasil.”

Formação técnica com foco em leite e derivados

A Academia do Iogurte oferece um curso in-company com duração de seis meses, voltado para líderes de produção, coordenadores, supervisores e gestores da empresa. A capacitação é conduzida pelos professores Antônio Fernandes e Solimar Machado, da UFV.

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O programa é estruturado em nove módulos, com temas como:

  • Legislação e regulamentação
  • Química e microbiologia do leite
  • Tecnologia de produção
  • Processamento industrial
Controle de qualidade

Como parte da avaliação final, os participantes deverão apresentar um projeto de inovação voltado para a Trevo Ehrmann. Os três melhores projetos serão premiados.

PETE: Programa de Excelência como ferramenta estratégica

Implantado em junho de 2024, o Programa de Excelência Trevo Ehrmann (PETE) nasceu com o propósito de impulsionar a qualidade dos processos, a eficiência operacional e a competitividade da empresa no mercado de laticínios.

Antes de ser implementado, o PETE passou por um diagnóstico interno detalhado, assegurando que suas ações estivessem alinhadas com o planejamento estratégico da companhia.

“O PETE assegura que todas as atividades estejam alinhadas com nossa visão, missão e valores”, explica Alberico Braga.

Objetivos e impactos do PETE na indústria

O programa reúne projetos estratégicos integrados que unem metodologias, capacitação, boas práticas e desenvolvimento contínuo. Com isso, a Trevo Ehrmann busca:

  • Aumentar o valor agregado de seus produtos
  • Reforçar a estrutura da gestão de negócios
  • Enfrentar com eficiência o aumento da concorrência
  • Buscar crescimento sustentável com foco em inovação
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Outras frentes de capacitação em andamento

Além da Academia do Iogurte, o PETE inclui outras iniciativas de formação, como:

  • Sistema Integrado de Manufatura (SIM)
  • Capacitação de almoxarifado
  • Treinamento de operadores de máquinas (center line)
Compromisso com pessoas e inovação

“Mais do que um programa, o PETE é uma convergência de valores. Representa nosso desejo de sermos uma empresa competitiva, inovadora e referência nacional, colocando as pessoas no centro de tudo”, conclui Alberico Braga.

A Academia do Iogurte e o PETE consolidam o compromisso da Trevo Ehrmann com a excelência industrial, valorização profissional e fortalecimento do setor de laticínios em Minas Gerais e no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Colheita do café chega a 84% apesar do atraso provocado pelo clima

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A colheita da safra brasileira de café chegou a 84% da produção estimada, mas está atrasada em relação aos anos anteriores. Em igual período de 2025, 94% do volume já havia sido retirado das lavouras. A média dos últimos cinco anos para esta época é de 90%. O avanço foi de seis pontos porcentuais em uma semana, favorecido pelo retorno do tempo seco às principais regiões produtoras.

O atraso está concentrado no café arábica, que representa a maior parte da produção de Minas Gerais. A colheita da variedade alcançou 77%, ante 91% no mesmo período do ano passado e média histórica de 85%.

No caso do canéfora, grupo que reúne conilon e robusta, os trabalhos estão praticamente concluídos. A colheita atingiu 99%, resultado semelhante ao de 2025 e ligeiramente superior à média de 98% dos últimos cinco anos.

Minas Gerais concentra a maior parte da produção brasileira de arábica e deverá colher 33,4 milhões de sacas de 60 quilos em 2026, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa praticamente metade das 66,7 milhões de sacas previstas para o País.

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A estimativa mineira é 29,8% superior à da temporada anterior. O aumento foi favorecido pelo ciclo de bienalidade positiva dos cafezais e pelas condições climáticas registradas antes da floração e durante a formação dos grãos.

As chuvas fora de época, porém, prejudicaram a retirada do café das lavouras e a secagem nos terreiros. O excesso de umidade também aumentou a queda de frutos no solo, o que pode comprometer a qualidade de parte dos lotes e reduzir a disponibilidade de cafés de melhor bebida.

O problema atingiu principalmente áreas do Sul de Minas, maior região produtora de arábica do País. O tempo seco dos últimos dias permitiu a retomada dos trabalhos, mas não eliminou o atraso acumulado.

A entrada mais lenta do café novo mantém o mercado atento à oferta brasileira. Os estoques certificados na Bolsa de Nova York permanecem baixos, o que aumenta a reação das cotações a qualquer problema climático ou sinal de perda de qualidade.

A Conab estima que o Brasil produza 45,8 milhões de sacas de arábica em 2026, crescimento de 28% sobre o ano anterior. Para o canéfora, a previsão é de 20,9 milhões de sacas, alta de 0,8%.

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Nas próximas semanas, o produtor deverá concentrar esforços na conclusão da colheita e na secagem dos grãos. Em Minas Gerais, a qualidade dos lotes será decisiva para determinar quanto da safra maior conseguirá alcançar os mercados que pagam mais pelo café.

Fonte: Pensar Agro

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