Turismo

Turismo do futuro será movido por propósito e busca de bem-estar, aponta relatório global

Publicado

Viajar deixou de ser apenas sobre o destino e passou a ser sobre o propósito. É o que revela o relatório global de tendências da Hilton 2026 – “The Whycation”, que analisou o comportamento de mais de 14 mil viajantes em 14 países, incluindo o Brasil. O estudo da rede mundial de hospitalidade mostra uma virada silenciosa no turismo: o novo luxo está no sentido da viagem, não no excesso, e o principal motivo hoje é descansar e recarregar energias.

Segundo o levantamento, 56% dos entrevistados afirmam buscar viagens que proporcionem pausa, calma e conexão com a natureza – tendência batizada pela rede de “hushpitality”, ou “hospitalidade do silêncio”. Locais que valorizam a simplicidade, o bem-estar e o vínculo humano devem ser os mais desejados nos próximos anos.

Para o ministro do Turismo, Celso Sabino, a transformação representa uma oportunidade de consolidar o Brasil como referência mundial em turismo de natureza e experiências autênticas.

“O novo viajante quer mais do que belas paisagens, ele busca conexão, propósito e pertencimento. O Brasil é um país privilegiado nesse sentido, porque reúne diversidade natural, cultural e humana em um só território. Nosso compromisso é promover um turismo que acolha, inspire e transforme, fortalecendo destinos que ofereçam qualidade de vida, sustentabilidade e inclusão social”, afirma Sabino.

Leia mais:  Comissária conquista direito de usar hijab em voos

As ações do Ministério do Turismo estão alinhadas a este novo cenário, com políticas voltadas à promoção do turismo sustentável, à valorização de comunidades locais e à qualificação de serviços para garantir experiências que unam conforto, autenticidade e respeito ao meio ambiente.

ESTUDO – O relatório elaborado pela Hilton mapeia as tendências globais de comportamento dos turistas para 2026, destacando mudanças nas motivações, valores e expectativas em torno das viagens. A pesquisa ouviu 14.009 adultos com planos de viajar nos próximos 12 meses, em 14 países, entre 9 e 30 de junho de 2025. O levantamento também reuniu insights de mais de 5 mil colaboradores da rede e mil membros do programa de fidelidade “Hilton Honors”.

Por Lívia Albernaz 

Assessoria de Comunicação do Ministério do Esporte 

Fonte: Ministério do Turismo

Comentários Facebook
publicidade

Turismo

Do doce de cacto ao tucupi negro: Salão do Turismo transforma Fortaleza em uma viagem pelos sabores do Brasil

Publicado

Quem visitou o Salão do Turismo, em Fortaleza, conseguiu viajar pelo Brasil sem sair do Centro de Eventos do Ceará. Bastava seguir o cheiro do café do Espírito Santo, experimentar um doce de cacto da Paraíba, provar uma geleia de torresmo de Santa Catarina ou descobrir aromas amazônicos no estande do Amapá. Ao longo dos três dias de evento, a gastronomia virou uma das principais experiências do Salão.

Realizado pelo Ministério do Turismo (MTur), pela primeira vez no Nordeste, o evento reuniu os 26 estados e o Distrito Federal em uma programação que conectou turismo, cultura, artesanato e sabores regionais.

Sabores com histórias

No estande da Paraíba, um dos produtos que mais despertou curiosidade foi o doce de palma, preparado a partir do cacto usado tradicionalmente na alimentação animal no sertão. Na culinária local, o ingrediente ganhou coco e virou sobremesa típica.

“É algo surpreendente pra quem prova pela primeira vez”, contou José Orlando, interlocutor de turismo de São José de Princesa. O município também apresentou trilhas, restaurantes típicos e experiências ligadas ao turismo rural e quilombola.

No espaço do Amapá, a proposta foi apresentar a chamada “culinária do meio do mundo”, marcada por ingredientes amazônicos e técnicas tradicionais da região. Entre os destaques estavam sobremesas feitas com cumaru, conhecido como a “baunilha da Amazônia”, além de pratos elaborados com tucupi negro, peixes regionais e castanha-do-brasil.

Leia mais:  Parque Ibirapuera recebe apresentações de MPB, bossa nova e choro

“A floresta nos dá aromas, sabores e cores únicos. A gente trabalha com produtos da região e valoriza técnicas locais”, explicou Sandro Belo, presidente da Abrasel, no Amapá.

Já Santa Catarina apostou em produtos típicos do Vale Europeu, como bala de banana, geleias artesanais, salames italianos e até uma geleia feita à base de torresmo moído, tradição ligada à imigração europeia e à agricultura familiar do estado.

Vitrine nacional para pequenos produtores

No Armazém da Agricultura Familiar, pequenos produtores, de diferentes regiões do país, apresentaram doces, pimentas, queijos, molhos artesanais, cachaças e produtos típicos do Cerrado e do sertão nordestino.

Do Ceará, Katiuce Guerreiro levou produtos de um grupo que trabalha com turismo de base comunitária e sítios arqueológicos. “Quando a gente participa de um evento desse tamanho, o produto deixa de ser conhecido só localmente e passa a ter visibilidade nacional”, afirmou.

Já a Cooperativa Floryá, de Goiás, chamou atenção por causa dos sabores do Cerrado, como molhos artesanais, pastas de baru, mel de flor de laranjeira, cachaças e produtos feitos a partir de ingredientes típicos da região. 

Leia mais:  Ministro do Turismo celebra sucesso de leilão do Galeão: ‘um marco para o setor’

A história das produtoras também se destacou: formada exclusivamente por mulheres, a iniciativa nasceu durante a pandemia, quando agricultoras da região passaram a enfrentar dificuldades para comercializar os alimentos.

“A gente começou com um delivery de cestas básicas porque tinha produção parada e famílias passando necessidade. Depois, as mulheres perceberam que podiam produzir, vender e conquistar independência financeira”, contou Ana Caroline, gerente de projetos de inclusão da cooperativa.

Salão do Turismo

Realizado pela primeira vez no Nordeste, em Fortaleza, o 10º Salão do Turismo reuniu representantes dos 26 estados e do Distrito Federal em uma programação voltada à promoção de destinos, experiências e negócios. Ao longo de três dias, o evento promoveu palestras, rodadas de negócios, apresentações culturais, espaços gastronômicos e exposições de artesanato, além de debates sobre inovação, sustentabilidade, conectividade aérea, turismo de base comunitária e estratégias para o setor. 

A edição também marcou o fortalecimento das políticas de incentivo ao turismo interno e da integração entre poder público, iniciativa privada e comunidades locais, reforçando o papel do turismo como motor de desenvolvimento econômico, geração de emprego e valorização da diversidade brasileira.

Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana