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Uêvo amplia atuação no mercado B2B e lança Uêvo-in com soluções proteicas para a indústria

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Uêvo lança marca focada no mercado industrial de alimentos

A Uêvo anunciou a expansão de sua estratégia no setor de alimentos com o lançamento da marca Uêvo-in, prevista para abril de 2026. A nova frente de negócios é voltada ao segmento B2B, com foco no fornecimento de soluções proteicas para a indústria de alimentos, bebidas e suplementos.

A iniciativa marca um avanço na atuação da empresa, que passa a atender diretamente fabricantes interessados em ingredientes à base de proteína do ovo, ampliando sua presença em novos canais e oportunidades de mercado.

Estratégia acompanha crescimento da demanda por proteína

O movimento da empresa está alinhado ao aumento da demanda por produtos ricos em proteína, impulsionado por tendências de saudabilidade, praticidade e nutrição.

Além disso, a nova marca reforça a expertise da Naturovos, integrante do mesmo grupo e reconhecida como líder no Brasil na industrialização de ovos. A sinergia entre as operações fortalece a capacidade de inovação e desenvolvimento de soluções voltadas ao setor industrial.

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Lançamento será destaque em evento do setor em São Paulo

A estreia oficial da Uêvo-in ocorrerá durante o Nutri Ingredients Summit 2026, realizado nos dias 31 de março e 1º de abril, em São Paulo.

O evento reúne empresas e especialistas do segmento de ingredientes funcionais, com foco em saudabilidade e bem-estar. Durante a feira, a marca apresentará seu portfólio e buscará fortalecer conexões com parceiros estratégicos da indústria.

Empresa aposta em inovação e conexão com o futuro da alimentação

Segundo Anderson Herbert, a criação da nova marca representa um passo importante na evolução da companhia.

De acordo com o executivo, a proposta é ampliar a atuação da empresa no mercado e levar a qualidade dos produtos para diferentes aplicações industriais, acompanhando as transformações no setor de alimentos.

Posicionamento reforça soluções proteicas e base científica

Com a Uêvo-in, a empresa busca consolidar seu posicionamento como referência em soluções proteicas, unindo inovação, conhecimento técnico-científico e qualidade.

A estratégia também visa ampliar as possibilidades de uso da proteína do ovo em diferentes segmentos da indústria, contribuindo para o desenvolvimento de produtos alinhados às novas demandas do consumidor.

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Perspectiva: expansão e diversificação no mercado de ingredientes

A entrada mais estruturada no mercado B2B reforça o potencial de crescimento da Uêvo no segmento de ingredientes. Com foco em inovação e parcerias estratégicas, a empresa se posiciona para aproveitar o avanço do mercado global de proteínas e a busca por soluções alimentares mais nutritivas e funcionais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de suco de laranja encerram safra 2025/26 com receita 30% menor apesar de volume estável

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As exportações brasileiras de suco de laranja encerraram a safra 2025/26 com volume praticamente estável, mas registraram forte queda na receita em consequência da retração da demanda global e do recuo dos preços internacionais. Os embarques totalizaram 746,9 mil toneladas de FCOJ (Frozen Concentrated Orange Juice) equivalente, alta de apenas 0,2% em relação às 745,7 mil toneladas exportadas na safra anterior.

Em contrapartida, a receita cambial caiu cerca de 30%, passando de US$ 3,42 bilhões na temporada 2024/25 para US$ 2,38 bilhões na safra 2025/26. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), referentes às exportações realizadas pelo Porto de Santos, compilados pela CitrusBR.

Segundo a entidade, o resultado reflete um cenário de ajuste do mercado internacional após o período de preços elevados registrado nas últimas safras.

Demanda enfraquecida reduz receita das exportações

De acordo com o diretor-executivo da CitrusBR, Ibiapaba Netto, os elevados preços praticados nas últimas temporadas levaram muitos consumidores a substituírem o suco de laranja por bebidas mais acessíveis. Além disso, problemas de qualidade provocados pelas condições climáticas adversas e pelo avanço do greening também influenciaram o comportamento da demanda mundial.

Esse conjunto de fatores provocou uma forte correção nas cotações internacionais, reduzindo significativamente o faturamento do setor exportador brasileiro, mesmo com o volume embarcado praticamente inalterado.

Estados Unidos assumem liderança entre os compradores

A principal mudança na geografia das exportações ocorreu no mercado norte-americano.

Os Estados Unidos ultrapassaram a União Europeia e se consolidaram como o maior destino individual do suco de laranja brasileiro durante a safra 2025/26.

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As importações norte-americanas alcançaram 355,8 mil toneladas de FCOJ equivalente, crescimento de 16,3% na comparação com as 305,8 mil toneladas registradas na temporada anterior. Com isso, o país passou a responder por quase 48% de todo o volume exportado pelo Brasil, ante aproximadamente 40% na safra passada.

Apesar do aumento dos embarques, a receita obtida com as vendas aos Estados Unidos recuou 20,6%, totalizando cerca de US$ 1,08 bilhão, reflexo direto da queda dos preços internacionais.

União Europeia perde participação nas exportações

Historicamente principal destino do suco brasileiro, a União Europeia registrou retração tanto em volume quanto em receita.

As exportações para o bloco caíram 10,9%, passando de 376,5 mil para 335,2 mil toneladas de FCOJ equivalente. O faturamento recuou aproximadamente 38%, encerrando a safra em cerca de US$ 1,11 bilhão.

Com esse desempenho, a participação da União Europeia no total exportado diminuiu de aproximadamente 50% para cerca de 45%, abrindo espaço para o avanço dos Estados Unidos e de outros mercados internacionais.

China amplia compras

A China apresentou um dos melhores desempenhos entre os principais destinos do suco brasileiro.

As importações cresceram 26% na safra 2025/26, passando de 20,1 mil para 25,5 mil toneladas de FCOJ equivalente.

A receita acompanhou esse avanço de forma mais moderada, registrando alta de 1% e atingindo aproximadamente US$ 70,3 milhões.

O resultado reforça o potencial do mercado chinês como um dos principais vetores de crescimento das exportações brasileiras nos próximos anos.

Japão registra maior queda entre os principais mercados

O mercado japonês apresentou a retração mais significativa da temporada.

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O volume embarcado caiu 28,6%, recuando de 20,1 mil para 14,3 mil toneladas de FCOJ equivalente.

A receita sofreu impacto ainda maior, com queda de 45,9%, totalizando aproximadamente US$ 58,9 milhões. O resultado foi consequência da combinação entre menor demanda e redução dos preços praticados naquele mercado.

Exportações seguem abaixo dos níveis históricos

Os números da safra 2025/26 confirmam que o setor ainda opera abaixo dos volumes registrados na última década.

Entre as safras 2014/15 e 2023/24, o Brasil exportou frequentemente volumes próximos ou superiores a 1 milhão de toneladas de FCOJ equivalente. Nas duas últimas temporadas, porém, os embarques permaneceram abaixo de 750 mil toneladas, refletindo os desafios enfrentados pela citricultura nacional.

Apesar disso, o país mantém a liderança global nas exportações de suco de laranja, abastecendo os principais mercados consumidores do mundo.

Perspectivas para o setor

O desempenho da próxima safra dependerá da recuperação da demanda internacional, da evolução dos preços globais e das condições da produção brasileira.

Além do comportamento do consumo, o setor continuará monitorando os impactos do greening, considerado atualmente o principal desafio fitossanitário da citricultura, e das condições climáticas sobre a produtividade dos pomares.

A expectativa do mercado é que uma combinação entre maior oferta, estabilização dos preços e retomada gradual da demanda internacional contribua para melhorar o desempenho das exportações brasileiras nas próximas temporadas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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