Educação

Último dia para concorrer ao Pé-de-Meia Licenciaturas pelo Sisu

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Candidatos interessados no incentivo financeiro do Pé-de-Meia Licenciaturas têm até as 23h59 (horário de Brasília) desta sexta-feira, 23 de janeiro, para se inscrever em um curso de licenciatura presencial no Sistema de Seleção Unificada (Sisu), por meio do Portal Único de Acesso ao Ensino Superior. Para receber a bolsa, o candidato precisa ter nota igual ou superior a 650 pontos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e se matricular em um curso presencial de licenciatura.  

O Pé-de-Meia Licenciaturas, que faz parte do programa Mais Professores para o Brasil, visa fomentar o ingresso, a permanência e a conclusão nos cursos presenciais de licenciatura de estudantes com alto desempenho no Enem. A iniciativa oferece, do início ao fim do curso, o valor mensal de R$ 1.050 para estudantes com alto desempenho no Enem que optarem por cursos presenciais de licenciatura. Desse total, o estudante poderá sacar R$ 700, enquanto os outros R$ 350 serão depositados em uma poupança e poderão ser sacados se o professor ingressar na rede pública de ensino em até cinco anos após a conclusão do curso. 

Vagas no Sisu– Este ano, o Sisu está ofertando um total de 73.630 vagas de licenciaturas presenciais. Os cursos que concentram o maior número de vagas de licenciaturas são ciências biológicas, pedagogia, matemática, história e geografia. Com mais de 274 mil vagas gerais ofertadas por 136 instituições, a edição é a maior da história do Sisu em quantidade de instituições participantes. A inscrição no Sisu é gratuita, e o candidato poderá realizá-la no período de 19 a 23 de janeiro, exclusivamente pela internet, por meio do Portal Único de Acesso ao Ensino Superior.  

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ABIs– As Áreas Básicas de Ingresso (ABIs) compostas exclusivamente por cursos de licenciatura presenciais estão incluídas no programa Pé-de-Meia Licenciaturas. As ABIs são compostas por cursos que têm disciplinas iniciais comuns a todos os cursos, de modo que o aluno pode escolher uma formação específica daquele ciclo comum. Nesse caso, apenas as ABIs cujos cursos vinculados são exclusivamente licenciaturas presenciais estão incluídas no rol de cursos elegíveis para o Pé-de-Meia Licenciaturas.   

Veja as ABIs contempladas pelo Pé-de-Meia Licenciaturas no Sisu 2026:  

RJ  

IF Fluminense  

Campos dos Goytacazes  

ABI – Ciências da natureza: ciências e biologia, ciências e física ou ciências e química  

MG  

UFV  

Viçosa  

ABI – Ciências biológicas  

MG  

UFV  

Viçosa  

ABI – Química  

MG  

UFV  

Viçosa  

ABI – Letras  

MG  

UFJF  

Juiz de Fora  

ABI – Geografia  

MG  

UFJF  

Juiz de Fora  

ABI – Letras  

MS  

UFGD  

Dourados  

ABI – Letras  

MG  

UFMG  

Belo Horizonte  

ABI – Química  

MG  

UFMG  

Belo Horizonte  

ABI – Ciências Biológicas  

MG  

UFMG  

Belo Horizonte  

ABI – Física  

MG  

UFMG  

Belo Horizonte  

ABI – Geografia  

MG  

UFV  

Viçosa  

ABI – Matemática  

MG  

UFU  

Uberlândia  

ABI – Teatro  

MG  

UFMG  

Belo Horizonte  

ABI – História  

MG  

UFMG  

Belo Horizonte  

ABI – Matemática  

TO  

UFNT  

Araguaína  

ABI – Letras  

TO  

UFT  

Porto Nacional  

ABI – Letras  

BA  

UFBA  

Salvador  

ABI – Ciências Biológicas  

BA  

UFBA  

Salvador  

ABI – Física  

BA  

UFBA  

Salvador  

ABI – História  

BA  

UFBA  

Salvador  

ABI – Letras vernáculas  

BA  

UFBA  

Salvador  

ABI – Letras vernáculas e língua estrangeira moderna  

BA  

UFBA  

Salvador  

ABI – Língua estrangeira moderna ou clássica  

BA  

UFBA  

Salvador  

ABI – Matemática  

BA  

UFBA  

Salvador  

ABI – Química  

BA  

UFBA  

Salvador  

ABI – Dança  

PR  

UFPR  

Jandaia do Sul  

ABI – Ciências exatas  

PR  

UFPR  

Pontal do Paraná  

ABI – Ciências exatas  

PR  

UFPR  

Palotina  

ABI – Ciências exatas  

MG  

UFVJM  

Diamantina  

ABI – Letras  

RS  

UFPEL  

Pelotas  

ABI – Educação física  

MG  

UEMG  

Ibirité  

ABI – Educação física  

MG  

UFLA  

Lavras  

ABI – Letras  

RS  

UNIPAMPA  

Caçapava do Sul  

ABI – Ciências da natureza e matemática  

MG  

UFMG  

Montes Claros  

ABI – Ciências da natureza e matemática   

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Mais Professores– Instituído pelo Decreto nº 12.358/2025, o programa Mais Professores para o Brasil foi construído em reconhecimento ao papel central dos docentes no processo de aprendizagem dos estudantes e no sucesso das políticas educacionais. A iniciativa visa fortalecer a formação docente, incentivar o ingresso de professores no ensino público e valorizar os profissionais do magistério, proporcionando-lhes recursos e oportunidades de desenvolvimento profissional contínuo.    

O Mais Professores para o Brasil prevê, além do Pé-de-Meia Licenciaturas, as seguintes iniciativas: Bolsa Mais Professores, Portal de Formação, Prova Nacional Docente e ações de valorização, como a Carteira Nacional Docente do Brasil (CNDB), o #TôComProf — que oferece benefícios e descontos exclusivos para docentes — e o Reconhecimento Mais Professores, iniciativa que premia docentes das escolas públicas com melhor desempenho no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), incluindo aquelas com contextos desafiadores de acordo com o nível socioeconômico.  

O programa atenderá 2,7 milhões de docentes em todo o país, que devem impactar a qualidade do ensino ofertado a 57,3 milhões de estudantes.       

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria-Executiva (SE) 

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência

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A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026

A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782. 

No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas. 

A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios. 

Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso. 

Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade. 

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Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”. 

Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações. 

A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais. 

A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade. 

“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”. 

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Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência. 

A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção. 

No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades. 

A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão. 

Multimídia

 Assista ao vídeo:

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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