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União Europeia propõe suspender importações de açúcar sem tarifa para proteger produtores locais

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Bruxelas propõe suspensão do regime de importação de açúcar isento de tarifas

A Comissão Europeia anunciou, nesta segunda-feira (26), a proposta de suspender temporariamente o regime que permite a importação de açúcar sem cobrança de tarifas alfandegárias. O anúncio foi feito pelo comissário europeu para Agricultura e Alimentação, Christophe Hansen, por meio de uma publicação nas redes sociais.

“Vou propor uma suspensão temporária do regime de aperfeiçoamento passivo do açúcar para aliviar a pressão sobre os produtores europeus”, escreveu Hansen no X (antigo Twitter). A medida tem como objetivo conter a queda dos preços internos e reduzir a concorrência externa, que vem afetando os produtores do bloco.

Entenda o que é o regime de aperfeiçoamento passivo (IPR)

O regime de aperfeiçoamento passivo — conhecido pela sigla IPR — permite que empresas importem açúcar sem pagamento de impostos e sem limite de volume, desde que o produto seja refinado ou transformado em outros alimentos e reexportado para fora da União Europeia.

Com essa política, empresas europeias conseguem reduzir custos de produção, mas, segundo o setor agrícola do bloco, o mecanismo tem provocado desvantagem competitiva para os produtores locais, que enfrentam preços mais baixos no mercado interno.

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Importações do Brasil lideram entrada de açúcar no bloco

Dados da Comissão Europeia mostram que, no ciclo 2024/25, as importações de açúcar bruto realizadas sob o regime IPR alcançaram 587 mil toneladas, um aumento de 19% em relação ao período anterior.

O Brasil foi responsável por 95% desse volume, consolidando-se como o principal fornecedor do produto para o bloco europeu.

No caso do açúcar branco, importado dentro do Programa de Importação e Redução de Importância (PIR), o volume atingiu 155 mil toneladas, alta de 5% na comparação anual. O Brasil respondeu por 43% das compras, seguido por Marrocos, Egito e Ucrânia.

Setor europeu reclama de concorrência desleal e teme acordo com Mercosul

Produtores europeus de beterraba sacarina têm expressado preocupação crescente com o avanço das importações e os impactos sobre a rentabilidade do setor. Representantes do segmento afirmam que o atual regime cria condições desiguais de concorrência, já que os produtores europeus enfrentam custos mais altos e regras ambientais mais rígidas.

Além disso, o possível acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul — que prevê a ampliação das cotas de importação de açúcar — também gera apreensão entre os produtores locais, que temem perder ainda mais espaço no mercado interno.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de carne bovina do Brasil disparam em maio e receita supera US$ 1,3 bilhão

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As exportações brasileiras de carne bovina seguem em forte ritmo de crescimento em maio de 2026, impulsionadas pela valorização da proteína animal no mercado externo e pelo avanço consistente dos embarques. Até a terceira semana do mês, o faturamento acumulado das vendas externas alcançou US$ 1,321 bilhão, superando todo o resultado obtido em maio de 2025, quando a receita somou US$ 1,134 bilhão.

O desempenho reforça a competitividade da carne bovina brasileira no comércio global e mantém o setor pecuário atento aos impactos positivos da demanda internacional sobre o mercado interno.

Preço médio da carne bovina exportada registra forte valorização

O principal fator por trás do crescimento da receita foi a expressiva valorização do preço médio pago pela carne bovina brasileira no exterior.

Até a terceira semana de maio de 2026, a tonelada da proteína exportada foi negociada, em média, a US$ 6.492,4. No mesmo período do ano passado, o valor médio era de US$ 5.202,2 por tonelada.

A alta demonstra maior valorização da carne brasileira nos mercados compradores e amplia a rentabilidade das exportações realizadas pelos frigoríficos nacionais.

Outro indicador que reforça o bom momento do setor é a receita média diária. Em maio deste ano, o faturamento diário das exportações chegou a US$ 88,072 milhões, avanço de 63,1% em relação aos US$ 54,005 milhões registrados em maio de 2025.

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Embarques de carne bovina mantêm ritmo acelerado

Além da valorização dos preços, o volume exportado também segue elevado em 2026.

Até a terceira semana de maio, o Brasil embarcou 203,480 mil toneladas de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada. O volume já se aproxima do total exportado durante todo o mês de maio do ano passado, quando os embarques fecharam em 218,003 mil toneladas.

Na média diária, os embarques atingiram 13,565 mil toneladas em maio de 2026, acima das 10,381 mil toneladas por dia registradas no mesmo período de 2025.

O desempenho confirma a continuidade da demanda internacional aquecida pela proteína brasileira, mesmo diante de um cenário global ainda marcado por oscilações econômicas e custos elevados de produção em diferentes países.

Demanda externa fortalece pecuária brasileira

A valorização da carne bovina exportada impacta diretamente toda a cadeia pecuária nacional. Com maior rentabilidade nas vendas externas, os frigoríficos exportadores tendem a intensificar a demanda por animais prontos para abate no mercado interno.

O movimento é acompanhado de perto pelos pecuaristas, já que o mercado internacional exerce forte influência sobre os preços do boi gordo e sobre a dinâmica de compra da indústria frigorífica.

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Além disso, o aumento do valor agregado da proteína brasileira reforça a posição do Brasil entre os principais fornecedores mundiais de carne bovina, sustentado pela escala de produção, competitividade e capacidade de atender grandes mercados consumidores.

Mercado acompanha fechamento das exportações de maio

O setor pecuário segue atento ao desempenho das exportações nas próximas semanas, já que o fechamento completo de maio poderá consolidar um dos melhores resultados recentes para a carne bovina brasileira.

A expectativa do mercado é de continuidade da demanda externa firme ao longo de 2026, especialmente diante da necessidade global de abastecimento regular de proteínas animais.

Com preços mais altos e embarques em ritmo forte, a carne bovina brasileira mantém protagonismo no comércio internacional e fortalece a geração de receita para a cadeia exportadora do agronegócio nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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