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União Europeia reabre mercado para carne de frango brasileira, celebra ABPA

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A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) comemorou a oficialização da reabertura do mercado da União Europeia (UE) para a carne de frango exportada pelo Brasil. A decisão foi publicada no Jornal Oficial da União Europeia e representa o restabelecimento de um dos principais destinos da proteína animal brasileira.

Suspensão causada por foco de Influenza Aviária

Os embarques estavam suspensos desde a identificação de um foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade em produção comercial no Rio Grande do Sul, já solucionado pelas autoridades sanitárias. Com a oficialização, os envios ao bloco europeu serão retomados a partir de amanhã.

A retomada segue a confirmação prévia fornecida pelo comissariado europeu ao Ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, garantindo segurança sanitária e conformidade com os protocolos internacionais.

Esforço conjunto do Ministério da Agricultura

Segundo a ABPA, a reabertura é resultado do trabalho coordenado do Ministro Carlos Fávaro, dos Secretários Luis Renato Rua (Relações Internacionais) e Carlos Goulart (Defesa Agropecuária), além de suas equipes. O grupo atuou de forma intensa para consolidar negociações e garantir o retorno do Brasil como fornecedor confiável para o mercado europeu.

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Histórico das exportações para a UE

Entre janeiro e maio, período anterior à suspensão, as exportações de carne de frango para a UE somaram 125,3 mil toneladas, volume 20,8% maior que o registrado no mesmo período de 2024. Em termos de receita, o valor atingiu US$ 386,3 milhões, aumento de 38% em relação ao ano anterior.

Expectativa de retomada e crescimento

Com a oficialização da reabertura, o setor prevê que as exportações retornem aos níveis anteriores, com potencial de incrementos adicionais devido à demanda acumulada durante o período de suspensão.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Greening ameaça avançar sobre nova fronteira da citricultura

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A confirmação do primeiro foco de greening no Rio Grande do Sul levou as autoridades fitossanitárias a ampliar o monitoramento em 230 propriedades rurais na região de Palmitinho (437 km da capital, Porto Alegre). A ocorrência levou as autoridades a ampliar o monitoramento para 230 propriedades rurais na região e reforçar as medidas de contenção.

Presente no Brasil há duas décadas, o greening já compromete 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo Mineiro, maior região produtora de laranja do mundo. A doença é apontada como um dos fatores responsáveis pela redução da safra brasileira e pela perda de 49,6 milhões de caixas na temporada 2025/26, segundo o Fundecitrus.

Maior produtor mundial de laranja, o Brasil responde por cerca de 70% do comércio global de suco concentrado. A atividade ocupa aproximadamente 700 mil hectares e tem no cinturão de São Paulo e Minas Gerais sua principal base produtiva. Na safra encerrada em junho, foram colhidas 292,9 milhões de caixas de 40,8 quilos. Para 2026/27, a produção está estimada em 255,2 milhões de caixas, influenciada pela bienalidade dos pomares, pelas condições climáticas e pelo avanço do greening.

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Transmitida pelo psilídeo Diaphorina citri, a doença não tem cura e afeta todas as espécies de citros. Os sintomas incluem deformação dos frutos, queda prematura e redução da produtividade, podendo levar à morte das plantas.

No Rio Grande do Sul, equipes da Secretaria da Agricultura e do Ministério da Agricultura eliminaram cerca de 60 plantas contaminadas e ampliaram a área de vigilância para um raio de 2,4 quilômetros em torno do foco identificado. A principal suspeita é de que a bactéria tenha sido introduzida por meio de mudas contaminadas.

Até então, o Estado era considerado uma das poucas regiões produtoras ainda livres da doença. Entre novembro de 2025 e março deste ano, a Defesa Vegetal gaúcha instalou 374 armadilhas em 77 municípios e realizou mais de 4,3 mil inspeções para monitorar a presença do inseto transmissor.

A estratégia das autoridades é impedir que o greening se estabeleça em pomares comerciais e preservar a expansão da citricultura gaúcha. A recomendação aos produtores é utilizar apenas mudas certificadas e com origem rastreada, consideradas uma das principais barreiras contra a disseminação da doença.

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Fonte: Pensar Agro

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