Agro News

UPL lança Constel, inseticida sistêmico para proteção de cana, café, tomate e outras culturas

Publicado

Controle eficaz do ovo ao inseto adulto

O Constel atua de forma sistêmica e translaminar, penetrando nos tecidos vegetais e protegendo a planta desde os ovos até os insetos adultos. A formulação moderna garante controle prolongado e consistente, mesmo em condições climáticas adversas, como chuvas intensas.

De acordo com Carlos Eduardo Melo, gerente de produto da UPL Brasil, os ingredientes ativos atuam por ingestão e por contato, promovendo mortalidade rápida e residual prolongado.

Espectro de ação para diversas culturas

O produto apresenta registro e eficácia em diferentes culturas:

  • Cana-de-açúcar: broca-do-colmo (Diatraea saccharalis)
  • Café: bicho-mineiro (Leucoptera coffeella)
  • Tomate: broca-pequena (Neoleucinodes elegantalis) e traça-do-tomateiro (Tuta absoluta)
  • Batata: traça-da-batatinha (Phthorimaea operculella)
  • Citrus: bicho-furão (Ecdytolopha aurantiana)
  • Maçã: mariposa-oriental (Grapholita molesta)
Tecnologia a favor do manejo sustentável

O Constel é compatível com aplicações terrestres e aéreas, incluindo drones, respeitando a legislação local. Seu uso é indicado em programas de Manejo Integrado de Pragas (MIP) e de manejo de resistência, com baixo impacto sobre inimigos naturais e polinizadores, como abelhas.

Leia mais:  Saúde das aves garante qualidade do frango e do peru nas ceias de fim de ano

O CEO da UPL Brasil, Rogério Castro, ressalta: “Constel representa uma ferramenta estratégica para reduzir perdas econômicas nas lavouras, reforçando nosso compromisso com a inovação e a sustentabilidade no campo”.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

Corrida global por terras raras leva Senado a discutir estratégia para minerais críticos

Publicado

O avanço da disputa internacional por minerais críticos e terras raras mobilizou a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que participou nesta semana de um debate no Senado sobre os caminhos para ampliar a presença do Brasil nas etapas de maior valor agregado da cadeia mineral.

A discussão ocorre em um cenário de crescente competição global por recursos considerados estratégicos para a produção de baterias, veículos elétricos, equipamentos eletrônicos, inteligência artificial, sistemas de defesa e geração de energia renovável. Nos últimos anos, Estados Unidos, China e União Europeia intensificaram políticas voltadas à segurança das cadeias de suprimentos e à redução da dependência externa desses insumos.

O Brasil aparece nesse cenário como um dos países com maior potencial geológico do mundo. Além de reservas de nióbio, grafita e lítio, o país possui importantes ocorrências de terras raras, grupo de minerais utilizados em equipamentos de alta tecnologia e considerados estratégicos pelas principais economias globais.

Durante audiência pública realizada pela Comissão de Relações Exteriores do Senado, integrantes da FPA defenderam a construção de uma política nacional voltada não apenas à extração mineral, mas também ao processamento industrial e à agregação de valor dentro do país. A avaliação apresentada durante o debate é que o Brasil corre o risco de repetir o modelo histórico de exportação de matéria-prima caso não avance em tecnologia, industrialização e segurança jurídica.

Leia mais:  Mercado de Trigo no Sul do Brasil e Internacional Passa por Ajustes

INTERESSE MUNDIAL – Para o presidente do Instituto do Agronegócio, engenheiro agrônomo Isan Rezende, os minerais críticos e as terras raras deixaram de ser apenas uma questão mineral para se tornarem um tema de soberania econômica.

“O mundo vive uma corrida por recursos essenciais para a produção de baterias, semicondutores, inteligência artificial, sistemas de defesa e transição energética. O Brasil possui algumas das maiores reservas do planeta e precisa decidir se continuará exportando matéria-prima ou se avançará para ocupar posições mais estratégicas nessa cadeia.”

“O que preocupa é que as principais economias do mundo estão adotando políticas cada vez mais agressivas para garantir acesso a esses minerais. Os Estados Unidos ampliam sua pressão por acordos de fornecimento, a China mantém forte controle sobre etapas de processamento e diversos países passaram a restringir exportações para proteger suas próprias indústrias. O Brasil não pode assistir a esse movimento apenas como fornecedor de recursos naturais. É necessário construir uma política nacional que estimule pesquisa, industrialização, inovação e geração de valor dentro do país.”

“A discussão conduzida pela Frente Parlamentar da Agropecuária vai além da mineração. Estamos falando de desenvolvimento regional, atração de investimentos, geração de empregos qualificados e fortalecimento da competitividade brasileira. O país reúne reservas minerais, conhecimento técnico e capacidade produtiva para se tornar um protagonista global nesse mercado. Mas isso exige segurança jurídica, previsibilidade regulatória e uma estratégia de longo prazo que transforme riqueza geológica em riqueza econômica para os brasileiros.”

Leia mais:  Indonésia amplia em 80% o número de frigoríficos brasileiros habilitados para exportar carne bovina

Os Estados Unidos ampliaram programas de incentivo à produção doméstica e à diversificação de fornecedores, enquanto a China mantém posição dominante em etapas estratégicas do processamento de terras raras. Outros países produtores também passaram a restringir exportações de matérias-primas para estimular investimentos industriais locais.

No Senado, a discussão abordou ainda o Projeto de Lei 4.443/2025, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A proposta busca estabelecer diretrizes para pesquisa, exploração, industrialização e atração de investimentos para o setor.

Entre os pontos destacados pelos participantes estão a necessidade de ampliar o conhecimento geológico do território brasileiro, fortalecer a pesquisa científica, estimular o desenvolvimento tecnológico e criar um ambiente regulatório capaz de atrair investimentos de longo prazo.

Para a FPA, o debate ultrapassa a questão mineral e passa a integrar uma agenda estratégica relacionada à competitividade da economia brasileira, à segurança das cadeias produtivas e ao posicionamento do país em um mercado que deve ganhar relevância crescente nas próximas décadas.

Fonte: Pensar Agro

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana