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USDA reduz estimativa da safra brasileira de arroz para 11,17 milhões de toneladas em 2025/26

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Produção de arroz deve cair no ciclo 2025/26, aponta USDA

A produção de arroz em casca no Brasil está projetada em 11,176 milhões de toneladas para o ano comercial 2025/2026, segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgados no relatório Gain Report. O volume representa uma redução em relação à safra anterior, estimada em 12,757 milhões de toneladas.

Convertendo para arroz beneficiado, o total deve alcançar 7,6 milhões de toneladas, ante 8,675 milhões do ciclo anterior, o que reforça o cenário de menor oferta do grão no mercado interno.

Menor área colhida e estoques reduzidos

A estimativa de área colhida também indica retração: o USDA prevê 1,6 milhão de hectares para 2025/26, frente a 1,764 milhão de hectares no ciclo 2024/25.

Os estoques finais deverão cair de 1,786 milhão para 1,636 milhão de toneladas beneficiadas, refletindo o menor volume de produção e o aumento das exportações previsto para o período.

Exportações em alta e importações estáveis

Mesmo com a redução da oferta interna, o USDA projeta aumento nas exportações brasileiras de arroz beneficiado, que devem atingir 1,4 milhão de toneladas em 2025/26, ante 1,3 milhão no ciclo anterior.

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As importações, por sua vez, devem permanecer estáveis em 1 milhão de toneladas beneficiadas, mantendo o mesmo patamar observado no ano anterior.

Rio Grande do Sul destina recursos da Taxa CDO ao setor orizícola

Enquanto o USDA atualiza suas projeções globais, o setor orizícola brasileiro recebeu uma notícia positiva nesta semana. O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, sancionou na segunda-feira (15/12) a Lei nº 16.407, que altera a legislação do Instituto Rio Grandense do Arroz (IRGA) e autoriza o uso dos recursos da Taxa CDO — contribuição dos produtores — em ações de apoio direto ao setor.

Durante a cerimônia, o presidente do IRGA, Eduardo Bonotto, destacou o compromisso da autarquia com a pesquisa, extensão rural e inovação, reforçando a importância de fortalecer a orizicultura gaúcha, responsável por grande parte da produção nacional.

Governo gaúcho reforça apoio à cadeia produtiva do arroz

Ao assinar a nova legislação, o governador Eduardo Leite ressaltou que a medida representa um marco importante para o setor, abrindo espaço para que a arrecadação da Taxa CDO seja revertida em subvenções e incentivos aos produtores rurais.

“O objetivo é transformar essa receita em políticas que estimulem o desenvolvimento e a competitividade do arroz gaúcho”, afirmou o governador.

A expectativa é que, nas próximas semanas, novas propostas de apoio à cadeia orizícola sejam apresentadas por entidades do setor em parceria com o governo estadual, sempre respeitando as normas legais e buscando fomentar a sustentabilidade econômica da produção de arroz no Estado.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preço do feijão carioca segue firme em julho com oferta restrita e demanda aquecida da indústria

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O mercado brasileiro de feijão carioca começou o mês de julho mantendo os preços firmes para os grãos de melhor qualidade. A sustentação das cotações é resultado da oferta ainda restrita, mesmo com o início da colheita das áreas irrigadas do Cerrado, e da demanda contínua da indústria, que segue ativa diante dos baixos estoques.

De acordo com levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), os volumes iniciais provenientes das lavouras irrigadas ainda são insuficientes para alterar o equilíbrio entre oferta e demanda. Com isso, os melhores lotes continuam sendo negociados com boa valorização.

Oferta limitada mantém preços do feijão carioca sustentados

Apesar do avanço da colheita nas áreas irrigadas de Goiás e de outras regiões do Cerrado, a disponibilidade do feijão carioca permanece reduzida.

Os primeiros lotes colhidos apresentaram boa qualidade e encontraram forte receptividade da indústria empacotadora, que mantém o ritmo das compras para recompor estoques. Ainda assim, o setor acompanha de perto o aumento gradual da oferta esperado ao longo de julho, fator que poderá influenciar o comportamento dos preços nas próximas semanas.

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Enquanto isso, a colheita da segunda safra de feijão carioca no Paraná entra em sua fase final, marcando a transição entre importantes regiões produtoras do país.

Mercado apresenta comportamentos diferentes entre as variedades

O cenário não é uniforme para todas as categorias de feijão.

Segundo o Cepea, o feijão carioca de qualidade intermediária e o feijão preto seguem registrando oscilações distintas entre as regiões produtoras. As diferenças na disponibilidade, na qualidade dos lotes e no ritmo das negociações explicam os ajustes heterogêneos observados no mercado físico.

Essa dinâmica demonstra que a formação dos preços continua altamente dependente das condições regionais de oferta e demanda.

Feijão preto pode ganhar força nas próximas semanas

No segmento do feijão preto tipo 1, o encerramento da colheita no Paraná — principal produtor nacional — altera gradualmente a postura dos agentes de mercado.

A menor área cultivada nesta temporada, somada às perdas provocadas pelas adversidades climáticas, reduziu a disponibilidade dos lotes de melhor qualidade. Diante desse cenário, produtores e detentores de estoques mantêm posições firmes nas negociações, apostando em novas valorizações caso a oferta permaneça limitada.

Perspectivas para o mercado de feijão

A expectativa do setor é de aumento gradual da oferta ao longo de julho com o avanço da colheita irrigada no Cerrado. No entanto, enquanto esse crescimento ocorrer de forma moderada e os estoques da indústria permanecerem baixos, o mercado deverá continuar favorecendo os lotes de maior qualidade.

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Especialistas avaliam que a evolução da colheita, as condições climáticas nas principais regiões produtoras e o comportamento da demanda serão determinantes para o rumo dos preços nas próximas semanas.

Destaques do mercado
  • Oferta de feijão carioca de melhor qualidade continua restrita.
  • Indústria mantém compras para recompor estoques.
  • Colheita irrigada do Cerrado avança, mas ainda com baixo volume.
  • Paraná conclui a segunda safra de feijão carioca.
  • Feijão preto segue com perspectiva de valorização devido à menor oferta.
  • Mercado permanece atento ao aumento da disponibilidade durante julho.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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