Agro News

Vacinação reprodutiva: como proteger o rebanho e melhorar a fertilidade

Publicado

A imunização do rebanho é fundamental para preservar a saúde animal, garantir a fertilidade e reduzir prejuízos econômicos. Especialistas reforçam que vacinar contra doenças reprodutivas evita abortos, baixa taxa de prenhez e a transmissão de enfermidades que podem afetar humanos.

Por que a vacinação reprodutiva é essencial

Segundo Gibrann Frederiko, médico veterinário e promotor de vendas da Nossa Lavoura, a vacinação reprodutiva é um dos pilares do manejo sanitário. “Ela previne doenças que afetam diretamente a fertilidade, como brucelose, IBR e leptospirose, além de proteger o rebanho e reduzir perdas econômicas por falhas reprodutivas”, explica.

A falta de vacinação pode resultar em:

  • Maior incidência de abortos e reabsorções embrionárias;
  • Baixa taxa de prenhez;
  • Disseminação de doenças venéreas, como campilobacteriose e tricomonose;
  • Redução da produtividade de carne e leite;
  • Aumento de custos com tratamentos e perdas gestacionais;
  • Risco à saúde pública, já que algumas doenças, como brucelose, são zoonoses.
Vacinas indispensáveis para a reprodução
  • Frederiko destaca a importância de vacinas específicas para garantir bons índices de prenhez:
  • Brucelose (B19) – indicada para novilhas entre 3 e 8 meses;
  • Vacinas polivalentes – protegem contra leptospirose, campilobacteriose e rinotraqueíte infecciosa bovina (IBR/BVD).

“Esses imunizantes aumentam a segurança sanitária do rebanho, promovem nascimentos saudáveis, melhoram a eficiência reprodutiva e reduzem custos com abortos e tratamentos, elevando a rentabilidade da propriedade”, acrescenta o especialista.

Para touros, a recomendação inclui vacinação anual ou semestral contra IBR, leptospirose e campilobacteriose, protegendo a fertilidade e prevenindo doenças venéreas.

Leia mais:  Abertura de mercado para ovinos vivos do Brasil para a Argélia
Como montar um protocolo vacinal eficiente

O sucesso da vacinação depende de acompanhamento veterinário regular e registro detalhado de todas as aplicações. Ao planejar o protocolo vacinal, o produtor deve considerar:

  • Condições regionais e prevalência de doenças;
  • Tipo de sistema de produção (intensivo ou extensivo);
  • Fase produtiva dos animais (novilhas, vacas prenhes, touros e bezerros);
  • Calendário da propriedade, integrando vacinação com estação de monta ou ciclos produtivos;
  • Aquisição de vacinas registradas no Ministério da Agricultura;
  • Armazenamento adequado dos imunizantes.
Práticas complementares ao manejo reprodutivo

Além da vacinação, é fundamental adotar medidas que reforcem a saúde reprodutiva do rebanho:

  • Exames reprodutivos periódicos – avaliação andrológica de touros e diagnóstico precoce de gestação em fêmeas;
  • Manejo nutricional adequado – fornecimento de energia, proteína, minerais (como fósforo e selênio) e vitaminas essenciais;
  • Controle de parasitas e pragas – vermifugação e controle de ectoparasitas;
  • Higiene e manejo do acasalamento – prevenção de infecções durante inseminação artificial e restrição de contato entre rebanhos desconhecidos.

“Integrar essas práticas ao calendário de vacinação garante maior eficiência reprodutiva, saúde do rebanho e rentabilidade para o produtor”, conclui Frederiko.

Fonte: Portal do Agronegócio

Leia mais:  Goiás abre novo edital do PAA Leite 2026 com investimento de R$ 5 milhões para apoiar agricultores familiares e combater a fome

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

Gergelim: o novo trunfo do produtor mato-grossense para garantir o lucro

Publicado

Mato Grosso, tradicionalmente reconhecido pela hegemonia na produção de soja e milho, diversificou sua matriz produtiva e consolidou o gergelim como uma cultura estratégica para o desenvolvimento econômico estadual. Com uma participação de 73% na produção nacional, o estado deixou de ser um produtor de nicho para se tornar o principal fornecedor do mercado brasileiro, com reflexos diretos na balança comercial.

Dados comparativos entre as safras 2018/19 e a projeção para 2025/26 revelam a velocidade da expansão: a produção estadual cresceu 465%, enquanto a área cultivada avançou 588%. Esse movimento é resultado da adaptação da oleaginosa à janela da safrinha, período em que o gergelim demonstra maior resiliência a condições climáticas adversas em comparação a outras culturas, garantindo estabilidade produtiva.

A escala alcançada por Mato Grosso permitiu a conquista de mercados externos exigentes. Entre 2020 e 2025, o volume de exportações de gergelim teve alta de 600%. A demanda é sustentada principalmente pela China e pela Índia, países que utilizam o grão tanto para o consumo in natura quanto para a extração de óleo e processamento industrial.

Leia mais:  Indústria brasileira de máquinas e equipamentos apresenta sinais de recuperação em setembro de 2025

Para o produtor rural, a adoção do gergelim atua como um mecanismo de proteção de receita. A cultura oferece uma alternativa de fluxo de caixa que reduz a dependência exclusiva das oscilações de preços internacionais da soja e do milho, permitindo a manutenção da rentabilidade mesmo em ciclos de retração das commodities principais.

O próximo estágio do setor, segundo analistas, é a elevação do valor agregado. Embora o estado domine o volume exportado, o desafio atual é a industrialização. A transformação do grão em derivados, como óleo e farelos, dentro de Mato Grosso, é vista como o passo necessário para maximizar a captura de margens na cadeia produtiva e encerrar a dependência da exportação da matéria-prima bruta.

Fonte: Pensar Agro

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana