Política Nacional

Vai à CAE projeto que destina arrecadação de loterias a instituições de idosos

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A Comissão de Direitos Humanos (CDH) aprovou nesta quarta-feira (24) o PL 1.130/2025, que propõe incluir as instituições de longa permanência para idosos (como asilos) na relação de entidades da sociedade civil que recebem parte da arrecadação das loterias esportivas.

A ideia é direcionar a renda líquida de três concursos por ano a essas instituições, com vistas a criar uma fonte estável e contínua de financiamento para custear serviços de moradia, assistência e alimentação. A proposta segue agora para decisão terminativa na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

De autoria do senador Jayme Campos (União-MT), o projeto altera a Lei 13.756, de 2018, que já destina recursos da loteria para entidades como a Federação Nacional das Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais, a Cruz Vermelha Brasileira e a Federação Nacional das Associações Pestalozzi.

Funcionamento

Segundo o texto, poderão ser beneficiadas apenas instituições sem fins lucrativos, inscritas em órgãos de vigilância sanitária e nos conselhos de direitos da pessoa idosa. O parecer da relatora, senadora Damares Alves (Republicanos-DF), também garante que os repasses sejam feitos mesmo que haja dívidas tributárias pendentes com a União.

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No relatório, a senadora acrescentou dados do Censo 2022 que mostram que 11% dos brasileiros têm 65 anos ou mais e que existem 67,2 mil instituições desse tipo em funcionamento.

Jayme Campos disse que o projeto foi construído com muito zelo.

— Trata-se de um gesto de justiça social que fortalece o atendimento daqueles que mais precisam dessas moradias, com assistência e alimentação — reforçou, ao destacar que o Brasil já soma mais de 33 milhões de pessoas idosas e que a tendência é de rápido crescimento dessa população.

O senador Jorge Seif (PL-SC) concordou com a necessidade de apoio financeiro a essas casas.

— A população está envelhecendo e a vida de todo mundo é muito corrida. Essas casas que cuidam dos nossos idosos precisam realmente de apoio, é um trabalho quase filantrópico. Quem serve nessas casas faz trabalho voluntário e, por vezes, até doa de onde tem para manter essas instituições — observou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Política Nacional

Lei reconhece município paranaense como Capital Nacional da Louça

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O município de Campo Largo, no Paraná, passou a ser reconhecido oficialmente como a Capital Nacional da Louça. O título foi concedido pela Lei 15.453/26, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada na quinta-feira (2) no Diário Oficial da União.

A norma teve origem no Projeto de Lei 2896/24, do deputado Paulo Litro (União-PR), aprovado na Câmara em setembro do ano passado. Ele afirma que o município é o principal polo brasileiro de produção de louças profissionais. E lembra que a cidade Campo Largo já havia sido declarada, em lei estadual de 2010, como a Capital da Louça e Porcelana de Mesa e da Cerâmica do Paraná.

No Senado, a proposta foi aprovada em junho.

Paulo Litro citou informação do Sindilouças segundo a qual Campo Largo atende 75% da demanda nacional de louça profissional e gera mais de 3.500 empregos diretos e indiretos, sendo importante e fundamental polo do setor no Paraná. O município produz 36 milhões de peças de porcelana e cerâmicas por ano.

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Os parlamentares que apoiaram a proposta ressaltam que a tradição ceramista da cidade se reflete em eventos como a Feira da Louça e instituições como o Centro de Ciências e Tecnologias Cerâmicas (Cestec).

Da Redação – AC
Com informações da Agência Senado

Fonte: Câmara dos Deputados

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