Várzea Grande

Várzea Grande dá início ao IV Seminário de Modalidades Paralímpicas

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Crianças e jovens vão conhecer atividades esportivas adaptadas e poderão se transformar em atletas de nível paralímpico

Com objetivo de incentivar a prática do esporte paralímpico, fortalecer a inclusão social e apresentar à comunidade as modalidades adaptadas desenvolvidas no Centro de Referência Paralímpico do município, a Prefeitura Municipal de Várzea Grande, por meio da Secretaria de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, deu início ao IV Seminário de Modalidades Paralímpicas. A abertura do evento ocorreu nesta quinta-feira (12), no auditório do Anexo II, no jardim Marajoara.

“Iniciamos hoje aqui o calendário paralímpico, apresentando modalidades esportivas para quem tem mobilidade reduzida ou alguma deficiência. Neste primeiro momento estaremos com atividades desportivas, depois atividades com inclusão dentro das escolas e finalizaremos com um grande evento, uma paraolimpíada, que começa nas unidades escolares e segue para grande final no ginásio Fiotão”, anunciou o secretário da pasta, Igor Cunha, assegurando que o esporte é uma poderosa ferramenta de transformação, capaz de promover autonomia, superação e novas oportunidades.

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A assessora de Políticas Públicas de Inclusão do Município, Priscila Lima, assegurou que essa gestão tem um olhar especial a essas crianças, e como avó e mãe de deficiente, é uma pessoa que defende arduamente a causa. “Estamos aqui para fortalecer a inclusão social dessas crianças e dizer que o esporte é um direito de todas as pessoas indistintamente”.

Ela também agradeceu aos professores que trabalham no desenvolvimento das crianças com neurodivergência. “Para atuar neste nicho tem de ter muito amor. Mesmo sendo vocês remunerados para essa função, percebemos a dedicação dos profissionais, além da paciência, do cuidado e do amor que eles sentem pelas nossas crianças”, completou.

O Superintendente de Esportes, Edmilson Piranha, disse que essa formação é a continuidade das atividades que já vêm sendo feitas em Várzea Grande, e o seminário é uma forma de ampliar a participação. “O trabalho que a Prefeitura Municipal tem feito por essas crianças, buscando espaços juntamente com as suas famílias, é muito importante, e nós estamos aqui para atendê-las, mas para valorizar as potencialidades de cada uma”.

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Na ocasião, o superintendente parabenizou as mães atípicas que não medem esforços para que seus filhos participem das atividades. “A dedicação dessas mães é mais que um propósito de vida, é a redefinição do amor materno”.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Várzea Grande

Setembro Amarelo leva acolhimento, escuta e informação sobre saúde mental à comunidade de VG

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Uma manhã de acolhimento, escuta e muita emoção marcou a ação do Setembro Amarelo realizada na Unidade de Saúde da Família do Jardim Santa Isabel, em Várzea Grande. Coordenada pela equipe da unidade, sob responsabilidade da enfermeira Cida Campos, a programação levou informações sobre saúde mental para perto da comunidade de forma leve, participativa e descontraída.

A atividade começou com um alongamento conduzido pelo professor de Educação Física Jonas, preparando os pacientes para uma manhã de interação. Em seguida, a equipe propôs a dinâmica “Explosão de Alívio: você não está sozinho”.

Em um painel, balões traziam palavras que representam sentimentos e situações vivenciadas por muitas pessoas, como medo, raiva, ansiedade e insegurança. Cada participante escolhia um balão relacionado ao sentimento que estava enfrentando naquele momento. Ao estourá-lo, encontrava uma mensagem de encorajamento, como forma de enfrentar e ressignificar aquela emoção.

Depois, a atividade continuava com uma corda, utilizada pelos participantes para extravasar os sentimentos. A proposta era colocar para fora aquilo que, muitas vezes, fica guardado.

A aposentada Maria Lúcia Zanon Ramos, de 64 anos, participou da dinâmica e lembrou de um momento em que precisou do acolhimento da equipe da unidade durante um tratamento para depressão. Segundo ela, após suspender a medicação por conta própria, chegou à unidade nervosa e chorosa e encontrou profissionais dispostos a ouvi-la e orientá-la.

“Quando fiz tratamento de câncer, também precisei muito de pessoas que me ouvissem. Eu precisava falar, desabafar. Então, quando a gente encontra um amigo, uma pessoa que dá atenção, isso é muito importante”, contou.

Na dinâmica, Maria Lúcia escolheu a mensagem “Bota para fora tudo que está dentro do meu coração”. Depois, usou a corda para representar esse momento de colocar para fora aquilo que sentia.

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“Eu sacudi aquela corda com toda a força para botar para fora tudo o que sinto dentro de mim”, relatou.

Atenção aos sinais começa dentro de casa

Durante a programação, o médico de família Anderson Leal também conversou com os pacientes sobre a importância de observar mudanças de comportamento, palavras e atitudes de familiares e pessoas próximas.

Ele reforçou que sinais de sofrimento emocional não devem ser ignorados e que buscar ajuda é fundamental. As unidades de saúde podem realizar o acolhimento, orientar e encaminhar os pacientes quando necessário, de acordo com cada situação.

Para a gerente da unidade, Maristela de Moraes, realizar ações como essa junto à comunidade faz parte do papel da saúde pública.

“É muito importante a unidade estar à frente de ações como essa, próxima da comunidade, principalmente para tratar de um assunto tão importante como o Setembro Amarelo. Nosso papel como saúde é acolher, orientar e encaminhar os pacientes que estão enfrentando problemas como depressão e ansiedade”, destacou.

Olhar atento pode ajudar a identificar sinais

A responsável técnica da unidade, enfermeira Cida Campos, ressalta que o cuidado com a saúde mental precisa acontecer durante todo o ano, e não somente em setembro.

“É muito importante que toda a equipe se mobilize, tanto pelos profissionais da saúde quanto pela população que precisa de ajuda. Temos que estar aqui de braços abertos para acolher, dar um abraço e uma palavra de conforto. O Setembro Amarelo reforça essa atenção, mas esse cuidado precisa existir o ano inteiro”, afirmou.

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Cida também chama a atenção para a necessidade de profissionais e familiares observarem mudanças no comportamento, principalmente entre adolescentes. Segundo ela, a unidade já recebeu casos de adolescentes em sofrimento emocional que apresentavam sinais de automutilação.

Em um dos casos, uma adolescente chegou acompanhada pela coordenadora da escola. Ela era retraída, falava pouco e costumava usar blusas de manga comprida mesmo em dias de calor. A escola não havia identificado inicialmente o motivo do comportamento, mas buscou a unidade para pedir orientação.

A equipe realizou o acolhimento e, diante dos sinais identificados, fez o encaminhamento adequado para acompanhamento especializado.

“É muito importante nós, profissionais da saúde, estarmos atentos. Muitas vezes, os adolescentes usam blusas de frio, capuz ou mangas compridas para esconder as marcas. Precisamos ter essa percepção no olhar e prestar atenção às mudanças de comportamento”, explicou Cida.

Quando necessário, os casos são encaminhados para os serviços da Rede de Atenção Psicossocial, como os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), além de acompanhamento com profissionais especializados e ações integradas ao Programa Saúde na Escola.

A ação no Jardim Santa Isabel mostrou que falar sobre saúde mental também pode ser uma oportunidade para criar vínculos, estimular a escuta e lembrar que ninguém precisa enfrentar sozinho sentimentos que parecem difíceis de suportar.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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