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Vendas antecipadas de café da safra 2026/27 seguem abaixo da média histórica, aponta Safras & Mercado

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As vendas antecipadas de café da safra 2026/27 do Brasil seguem em ritmo lento às vésperas do início da colheita. Levantamento da Safras & Mercado indica que a comercialização antecipada atingiu 12% da produção prevista até o momento.

O percentual representa leve avanço em relação ao mês anterior, com alta de dois pontos percentuais, mas ainda fica abaixo dos 13% registrados no mesmo período do ano passado e distante da média histórica de 20% dos últimos cinco anos.

Produtores priorizam vendas do café disponível

Segundo Gil Barabach, analista da consultoria, o ritmo mais lento nas vendas da nova safra reflete a estratégia dos produtores.

De acordo com ele, os cafeicultores seguem focados na comercialização do café disponível, evitando travar preços da próxima safra neste momento.

Safra 2025/26 também apresenta atraso nas vendas

No caso da safra 2025/26, já colhida, o volume negociado alcança 77% da produção estimada. O desempenho também está abaixo do observado no mesmo período do ano anterior, quando atingia 93%, e da média histórica de 87%.

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Mercado ganha algum ritmo com pressão de preços e dólar

Apesar do atraso, a consultoria aponta que o fluxo de vendas da safra atual apresentou leve melhora nas últimas semanas. Esse movimento foi influenciado pela proximidade da nova colheita e pela volatilidade do dólar.

Outro fator relevante foi a percepção de preços mais baixos no mercado, o que estimulou maior participação de vendedores.

Compradores seguem cautelosos no mercado

Por outro lado, a demanda segue mais retraída. Os compradores permanecem cautelosos, principalmente diante dos diferenciais elevados praticados no mercado disponível.

Cenário indica comercialização mais lenta no curto prazo

O atual cenário do mercado de café no Brasil indica continuidade de um ritmo mais moderado nas negociações, especialmente para a safra 2026/27. A combinação entre estratégia dos produtores, preços e comportamento da demanda deve seguir influenciando o andamento das vendas nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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