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Vendas de máquinas e equipamentos sobem 11,2% em setembro e impulsionam indústria nacional

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A indústria brasileira de máquinas e equipamentos apresentou forte recuperação em setembro, com a receita líquida de vendas crescendo 11,2% em relação ao mesmo mês de 2024, totalizando R$ 27,2 bilhões, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) nesta quarta-feira.

O resultado positivo reverteu a queda registrada em agosto e refletiu uma melhora “quase generalizada” entre os diferentes segmentos do setor, conforme destacou a entidade.

Mercado interno impulsiona resultado com alta de 18,2%

O principal motor do desempenho em setembro foi o mercado interno, que registrou crescimento de 18,2% na receita frente ao mesmo período do ano anterior, atingindo R$ 20 bilhões.

No acumulado de janeiro a setembro, o avanço foi de 13,4% em relação ao mesmo intervalo de 2024, evidenciando uma demanda aquecida em setores como agricultura, infraestrutura e indústria de base.

De forma geral, a receita acumulada do setor nos nove primeiros meses do ano teve expansão de 10,8%, resultado que superou as projeções iniciais da entidade.

Cenário externo traz incertezas e pode frear investimentos

Apesar dos bons números, a Abimaq destacou que o cenário para os próximos meses ainda inspira cautela.

“O ambiente internacional segue marcado por incertezas, especialmente nos Estados Unidos. A política monetária mais restritiva pode levar as empresas a adotarem uma postura conservadora, retardando novos investimentos produtivos”, alertou a associação.

Exportações crescem 1,8%, com destaque para América do Sul

No comércio exterior, o desempenho foi positivo em setembro, com as exportações subindo 1,8% na comparação anual. No acumulado de 2025, entretanto, o setor mantém-se no mesmo patamar do ano anterior.

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Os principais destinos das máquinas e equipamentos brasileiros sofreram alterações:

  • América do Norte: queda de 8,9% nas compras;
  • Europa: crescimento de 4,8%;
  • América do Sul: avanço expressivo de 18,5%, impulsionado pela Argentina, que aumentou suas importações em 44,3%, com destaque para os segmentos de agricultura e construção civil.

Já para os Estados Unidos, houve recuo de 10% em setembro frente a agosto e queda acumulada de 8,2% no ano, influenciada pelo aumento nas tarifas de importação impostas pelo governo norte-americano.

Importações avançam e somam quase US$ 24 bilhões no ano

As importações de máquinas e equipamentos também registraram alta. Em setembro, cresceram 8,1% na comparação mensal e 8,4% na base anual, totalizando US$ 2,78 bilhões.

No acumulado do ano, o crescimento chega a 9%, com as importações somando US$ 23,97 bilhões, segundo o levantamento da Abimaq.

Capacidade instalada atinge 79,1% e carteira de pedidos se estabiliza

O setor encerrou setembro com 79,1% de utilização da capacidade instalada, ligeiramente acima de agosto (alta de 0,1 ponto percentual) e 2,4 pontos acima do mesmo mês de 2024.

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A carteira de pedidos também apresentou estabilidade, permanecendo em 8,9 semanas, após recuar em agosto. No entanto, a entidade observou uma piora nos pedidos dos segmentos de logística, construção civil e componentes para bens de capital.

Perspectiva positiva, mas com cautela

Apesar das oscilações externas e das incertezas econômicas globais, o setor de máquinas e equipamentos mantém tendência de crescimento moderado, apoiado na demanda doméstica e na diversificação dos destinos de exportação.

A expectativa, segundo a Abimaq, é que o último trimestre de 2025 mantenha o ritmo de expansão, ainda que em ritmo mais controlado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Na Agrishow, Governo do Brasil lança crédito para máquinas agrícolas e reforça apoio ao setor produtivo

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O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, participou, neste domingo (25), ao lado do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, da abertura oficial da 31ª edição da principal feira de tecnologia agrícola do país, a Agrishow, em Ribeirão Preto (SP).

O vice-presidente ressaltou a importância da Agrishow para o desenvolvimento do setor e anunciou medidas voltadas ao financiamento e à modernização do agro. “Hoje, uma das maiores Agrishows do mundo é aqui, em Ribeirão Preto. Como cresceu”, afirmou Geraldo Alckmin.

Na oportunidade, o ministro André de Paula destacou que a feira é um espaço que simboliza o que o Brasil tem de melhor: a capacidade de produzir, inovar, gerar renda e alimentar o país e o mundo.

“Ribeirão Preto é reconhecida como a capital brasileira do agronegócio, consolidando-se como um dos principais polos agroindustriais do país. A região reúne alta produtividade, inovação e integração entre produção e indústria, sendo referência nacional. Simboliza o Brasil que produz energia limpa, alimento e desenvolvimento. Trata-se de uma das regiões com maior concentração de produção de açúcar e etanol do mundo, estratégica para a transição energética”, evidenciou o ministro.

Na abertura, também ocorreu o lançamento da nova modalidade do MOVE Brasil, voltada para máquinas e implementos agrícolas, com a disponibilização de R$ 10 bilhões em crédito. “O governo está liberando recursos para o setor de máquinas. Serão R$ 10 bilhões, com juros bem mais baixos, para financiar tratores, implementos e colheitadeiras, fortalecendo a modernização do campo”, afirmou o vice-presidente Geraldo Alckmin.

A iniciativa dá continuidade ao sucesso da primeira etapa do programa, voltada ao setor de caminhões, cujos recursos foram integralmente utilizados em cerca de 90 dias, evidenciando a alta demanda por crédito no segmento. Nesta nova fase, denominada Move Agricultura, os financiamentos contarão com taxas de juros em patamar de um dígito e serão operacionalizados por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), com participação do Banco do Brasil, cooperativas e instituições financeiras privadas.

Além disso, o vice-presidente também destacou outras medidas voltadas ao fortalecimento do setor produtivo, como a disponibilização de R$ 15 bilhões por meio do programa Brasil Soberano, direcionado a segmentos impactados no comércio exterior, e mais R$ 10 bilhões para financiamento de bens de capital. Segundo ele, o conjunto de ações amplia o acesso ao crédito e contribui para a modernização da produção, o aumento da competitividade e o estímulo à indústria de máquinas e equipamentos no país.

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APOIO AOS PRODUTORES RURAIS

O deputado federal e vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) na Câmara dos Deputados, Arnaldo Jardim, reforçou a importância do alinhamento entre o setor produtivo e o governo federal. “Nós precisamos de um projeto de renegociação das dívidas para que o produtor possa retomar a sua produção e restabelecer a sua capacidade produtiva. Isso é indispensável”, disse. Ainda, evidenciou o papel do diálogo contínuo entre o Mapa e a FPA na construção de soluções para o fortalecimento do agro brasileiro.

Sobre o tema, o ministro André de Paula salientou o compromisso de ampliar ainda mais a pujança do setor, por meio da redução de taxas, da aprovação dos projetos de lei do Seguro Rural e da renegociação de dívidas rurais no país, que tramitam no Congresso Nacional.

“Primeiro, buscamos um novo recorde no nosso Plano Safra, mas com a consciência de que, mais importante do que assegurar um valor expressivo de recursos, é conseguir trabalhar com uma taxa compatível, que viabilize o acesso dos nossos produtores a esses recursos. Quero, com o apoio de todos, aprovar o projeto de lei do seguro rural, porque esse é um instrumento essencial para dar segurança ao produtor. Também estamos envolvidos nos esforços para aprovar uma nova proposta de renegociação de títulos rurais no país, garantindo fôlego e previsibilidade para o setor”, afirmou o ministro.

É compromisso do Governo Federal buscar soluções definitivas para os produtores rurais, conforme complementou Geraldo Alckmin. “Para quem está inadimplente e também para quem está adimplente, em ambos os casos haverá empenho na renegociação das dívidas. De outro lado, destaco a questão do seguro rural. É evidente que as mudanças climáticas criam uma insegurança muito maior. Há, sim, necessidade de integração e apoio, dentro do rigor fiscal que o governo precisa ter, para melhorarmos o seguro rural”, acrescentou.

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O ministro André de Paula reforçou a importância da parceria institucional e da abertura ao diálogo com o setor produtivo. “Sei que o sucesso que possamos alcançar depende muito da parceria e da capacidade de estabelecer diálogo com as associações, entidades e parlamentares”, disse.

Ele também destacou a relevância estratégica do agro para o país. “Sobre a minha responsabilidade recaiu liderar um setor que é orgulho do Brasil, responsável por 25% do nosso PIB e por 49% da pauta de exportações do país”, concluiu.

AGRISHOW

Uma das principais feiras do agronegócio da América Latina, a Agrishow ocorre anualmente em Ribeirão Preto (SP) e reúne produtores rurais, empresas de máquinas e equipamentos, fornecedores de insumos, startups e instituições do setor para apresentar novidades, fechar negócios e discutir tendências do agro. É vista como uma grande vitrine de inovação para o campo, onde são lançados tratores, colheitadeiras, sistemas de irrigação, soluções de agricultura de precisão, armazenagem, conectividade e tecnologias voltadas ao aumento da produtividade e da eficiência.

O presidente da Agrishow, João Carlos Marchesan, destacou que a feira representa mais do que inovação tecnológica, sendo também um símbolo da força e da resiliência do setor. “O mundo espera que o Brasil aumente a oferta de alimentos em 40% até 2050. Isso não é apenas uma pressão, é uma oportunidade soberana”, disse.

Além disso, reforçou que a edição de 2026 da feira demonstra a confiança do produtor no futuro e a capacidade do setor de aliar tecnologia, sustentabilidade e produtividade.

Em 2025, a feira recebeu cerca de 197 mil visitantes e movimentou R$ 14,6 bilhões em negócios.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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