Mato Grosso

Vereador de Sinop debocha de jornalista com distúrbio neurológico após crítica por votação

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O vereador Marcos Vinícios Borges (PSDB) debochou do distúrbio de um jornalista que criticou os posicionamentos confusos dele durante as discussões na apreciação de um projeto de lei que proibia a contratação de condenados por crimes eleitorais no serviço público municipal de Sinop.

O parlamentar foi até a página do jornalista em uma rede social e comentou no vídeo com a crítica os seguintes questionamentos: “Tá frio lá? Pq ele está tremendo?”. As perguntas, que podem parecer inocentes ou inofensivas, estavam se referindo ao distúrbio de tremor essencial, um distúrbio neurológico crônico, que provoca movimentos involuntários, no caso dele, com a cabeça.

“Eu fiquei surpreso, por que ele fez um comentário preconceituoso, que na verdade mostra o quanto ele é imaturo para a vida pública”, ponderou o jornalista Leandro Nascimento, reforçando que registrou um boletim de ocorrência para que o caso seja investigado pela Polícia Civil e comunicou a Câmara de Vereadores de Sinop, a OAB e o diretório do PSDB. Vale ressaltar que Leandro Nascimento foi filiado ao PSDB e trabalhou em campanhas importantes do partido na capital do Nortão e em pleitos estaduais.

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O vereador, que ficou conhecido pela ostentação nas redes sociais, tentou usar o distúrbio clínico para desacreditar as críticas, tentando ridicularizar o profissional, justamente no “Setembro Amarelo”, que é um mês de reflexão e conscientização quanto a necessidade de atenção a saúde mental e as condições neurológicas. “Fiquei triste de ver uma figura pública tratando o meu caso, que é neurológico com deboche, com desdenho”, comentou Nascimento.

O vereador, ainda não se posicionou sobre o comentário, apenas apagou a postagem da rede social.

Fonte: Política

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Mato Grosso

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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