Cuiabá

Vereador Eduardo Magalhães denuncia fios soltos no Jardim Industriário e cobra providências de empresas de internet e da Energisa

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Assessoria do vereador Eduardo Magalhães 
O vereador Eduardo Magalhães (Republicanos) e sua equipe atenderam uma denúncia no bairro Jardim Industriário, em Cuiabá, após moradores relatarem a presença de fios soltos e cabos abandonados nas ruas da região. Durante a fiscalização, foram identificados cabos de telecomunicações e fiações deixadas no chão ou penduradas em postes, situação que, segundo o parlamentar, representa risco à segurança da população. 
De acordo com um municipe, empresas realizam instalações e manutenções na rede de internet e telefonia, mas muitas vezes deixam materiais abandonados após a conclusão do serviço. 
“Não é apenas um problema estético ou de organização urbana. Fios soltos podem causar acidentes graves. Por isso estamos fiscalizando e cobrando providências das empresas responsáveis”, afirmou o parlamentar. 
Diante da situação encontrada no bairro, o gabinete informou que irá formalizar denúncia junto à Secretaria Municipal de Ordem Pública para que sejam adotadas medidas e para que a concessionária de energia Energisa e empresas de telecomunicações sejam notificadas a retirar os cabos abandonados. 
Risco real para a população 
O problema da fiação irregular nas cidades brasileiras tem sido apontado como um fator de risco crescente. Dados da Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade (Abracopel) mostram que o país registrou 2.373 acidentes elétricos em 2024, resultando em 759 mortes, o maior número já registrado na série histórica.  
Outro levantamento da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) aponta que 257 pessoas morreram em acidentes elétricos no Brasil em 2024, muitos deles relacionados ao contato com redes elétricas ou cabos energizados.  
Estudos também indicam que, ao longo de uma década, quase 3 mil pessoas morreram no país em acidentes envolvendo fios elétricos nas ruas, evidenciando a gravidade do problema urbano.  
Especialistas alertam que cabos soltos ou instalações irregulares podem provocar choques elétricos, incêndios e acidentes envolvendo pedestres, motociclistas e trabalhadores que circulam próximos à rede de postes. 
Cobrança por fiscalização
Para o vereador, é necessário que haja maior fiscalização e responsabilidade das empresas que utilizam a infraestrutura de postes para prestação de serviços. 
“Quem instala também precisa ter responsabilidade de manter e retirar o que não está sendo utilizado. A população não pode conviver com fios espalhados pelas ruas, colocando vidas em risco”, afirmou. 
O parlamentar destacou ainda que ele e sua equipe continuarão acompanhando o caso e cobrando providências das empresas responsáveis até que a situação seja regularizada. 
“Nosso papel é fiscalizar e defender a população. Não podemos aceitar que bairros de Cuiabá convivam com esse tipo de risco por falta de organização e responsabilidade das empresas”, concluiu.

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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Cuiabá

Secretário esclarece aplicação de 26% na Educação e explica diferença entre restos a pagar e pedalada fiscal

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O secretário de economia da Prefeitura de Cuiabá, Marcelo Bussiki, esclareceu que cumpriu e superou o percentual mínimo constitucional de investimentos em Educação no exercício de 2025, alcançando aplicação de 26,1% da receita vinculada ao setor, índice acima dos 25% exigidos pela Constituição Federal. Só em 2026, já foram pagos R$ 36,5 milhões de restos à pagar.

Os dados já haviam sido apresentados oficialmente à Comissão de Educação da Câmara Municipal pelo secretário de Economia, Marcelo Bussiki, e pelo contador-geral do Município, Éder Galiciani, durante reunião realizada neste ano, quando foram detalhados os números da execução orçamentária da Educação.

A manifestação ocorre após declarações do ex-secretário municipal de Educação, Amauri Monge, que voltou a questionar os resultados apresentados pela atual gestão e sugeriu a existência de irregularidades relacionadas aos investimentos da pasta.

A Prefeitura esclarece que os valores citados pelo ex-secretário referem-se a restos a pagar, instrumento legal previsto na administração pública e regulamentado pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Os restos a pagar correspondem a despesas que foram empenhadas e registradas dentro do exercício financeiro, mas cujo pagamento pode ocorrer no ano seguinte.

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A administração municipal destaca que essa situação é comum na gestão pública e não configura qualquer irregularidade. Todas as despesas da Educação foram devidamente registradas nos sistemas contábeis do município e constam dos demonstrativos oficiais encaminhados aos órgãos de controle.

A Prefeitura também esclarece a diferença entre restos a pagar e pedalada fiscal. Pedalada fiscal ocorre quando despesas ou obrigações financeiras deixam de ser registradas oficialmente na contabilidade pública, ocultando a real situação das contas do ente público. Já os restos a pagar são despesas reconhecidas, empenhadas e contabilizadas regularmente, permanecendo registradas até sua quitação.

Dessa forma, não houve qualquer ocultação de despesas na Educação. Os valores pendentes estavam devidamente lançados na contabilidade municipal, em conformidade com a legislação vigente.

A própria aplicação dos recursos da Educação foi defendida pelo então secretário Amauri Monge quando ainda comandava a pasta. Em prestação de contas realizada na Câmara Municipal, ele afirmou que o município havia investido 26,1% em Educação durante 2025, acima do percentual mínimo exigido pela Constituição Federal.

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Na ocasião, Monge declarou que os valores empenhados estavam corretamente registrados e que os restos a pagar encontravam-se dentro da legalidade, afastando qualquer irregularidade na execução orçamentária da pasta.

Além do cumprimento do índice constitucional, a Prefeitura ressalta que despesas importantes para o funcionamento da rede municipal, como parte da alimentação escolar, são custeadas com recursos próprios e não integram o cálculo do percentual mínimo exigido pela Constituição.

A administração municipal reforça que todos os dados permanecem à disposição dos órgãos de controle, da Câmara Municipal e da sociedade, reafirmando o compromisso com a transparência, a responsabilidade fiscal e a correta aplicação dos recursos destinados à Educação.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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