Cuiabá

Vereador Eduardo questiona atraso na entrega das obras do Aquário Municipal

Publicado

29/04/2024
Vereador Eduardo questiona atraso na entrega das obras do Aquário Municipal
Vidros trincados, vazamento, materiais em deterioração e ferrugem evidenciam o abandono da Prefeitura de Cuiabá à obra do Aquário Municipal Justino Malheiros, no Bairro Porto. A reforma, estimada em R$ 18 milhões aos cofres públicos, se arrasta há oito anos.
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O vereador Eduardo Magalhães (Republicanos), realizou uma vistoria no local, na última quarta-feira (24). Apesar da resistência dos servidores da Secretaria de Turismo, a equipe conseguiu entrar no espaço.
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Logo na entrada, o primeiro tanque à esquerda revela a péssima situação em que se encontram os vidros especiais instalados no aquário, em 2021, orçados em quase R$ 2 milhões. A compra, conforme divulgado pela Prefeitura, foi adquirida via pregão eletrônico, com a empresa Bazzoni Comércio de Vidros Eireli.
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Além de vazamento, foi possível ver várias peças de vidro com fita adesiva, algumas sendo sustentadas por pedaços de pau, uma despencada e várias outras completamente trincadas.
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O primeiro prazo para entrega do espaço cultural, na atual gestão, foi previsto para 8 de abril de 2017, no aniversário da cidade. A justificativa para o atraso da obra foi porque teria sido realizado um estudo incorreto sobre o tipo de vidro a ser aplicado nos tanques, que não suportaria a pressão da água.
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Nos anos seguintes, a entrega da reforma foi adiada por quatro vezes, todas elas marcadas para a comemoração do aniversário de Cuiabá, em abril de 2019, 2020, 2023 e 2024.
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Passado o último prazo, agora, a assessoria da Secretaria de Turismo afirma que o aquário deve ser finalizado até dezembro deste ano. Entretanto, o estado de desleixo em que se encontra a obra gera incerteza.
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Obra “em manutenção”
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Na estrutura externa do espaço, que também compreende a Orla do Porto, a situação não é muito diferente. Uma espécie de cobertura de metal, sob o que seria a entrada do aquário, já está coberta por ferrugem. Pelo chão, foram amontoados vários objetos, como canos de PVC, bancos de madeira e outros materiais.
“É visível que essa obra está parada. Você vê, por exemplo, pelos vergalhões que estão ali, enferrujados. Nós vimos aqui quatro ou cinco pessoas em um trabalho de manutenção”, disse o vereador.
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“Essa obra recebeu uma emenda de R$ 3 milhões há pouco tempo”, completou ele, referindo-se à emenda repassada à Prefeitura por meio do deputado federal Emanuelzinho (MDB), filho do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), em 2023.
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Na época, o prefeito anunciou que o valor seria destinado à finalização do aquário. “Essa emenda representa uma conquista para a cidade de Cuiabá e também serve como um estímulo para outras iniciativas que visem à valorização de nossa capital”, disse.
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Sem transparência
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O vereador Eduardo Magalhães revelou que tem tido dificuldade em acessar as informações do quanto já foi investido na reforma, e sobre as empresas que prestaram serviço.
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Segundo ele, apesar de o secretário de Turismo, Lincoln Sardinha, ter sido convocado na Câmara Municipal para prestar esclarecimentos sobre a obra, ele não compareceu.
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Diante disso, o departamento jurídico da Casa Legislativa requereu, na quarta-feira (24), reunião com o presidente do Tribunal de Contas do Estado, o conselheiro Sério Ricardo, para conseguir acesso aos valores alocados na reforma.
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Por vários dias, a reportagem contatou a assessoria da Secretaria de Turismo para obter dados sobre prazo de entrega, orçamento e também a demora na conclusão do projeto, porém não houve retorno.
Da Assessoria

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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Cuiabá

Distribuidora denunciada por som alto é interditada em Cuiabá por funcionamento irregular

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Uma distribuidora e tabacaria denunciada por poluição sonora foi interditada pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Sorp), nesta sexta-feira (24), após fiscalização constatar funcionamento irregular em área de passeio público, sem alvará de localização e funcionamento. A ação ocorreu na Avenida Governador Dante Martins de Oliveira, onde foi verificado que o estabelecimento exercia atividade comercial sobre o logradouro público.

O gerente apresentou autorização para atividade apenas dentro dos limites do imóvel, e não sobre o logradouro público. A atividade exercida no local vistoriado não é passível de regularização, por se tratar de ocupação de passeio público.

A equipe de fiscalização lavrou Termo de Vistoria Comercial e Auto de Infração por ausência de alvará de localização e funcionamento no ponto onde a atividade estava sendo exercida. Além da autuação, foi determinada a interdição imediata da atividade comercial na área irregular.

No momento da fiscalização, o gerente estava presente e informou que o imóvel é locado de terceiro. O proprietário da empresa não se encontrava no local, mas entrou em contato por telefone e informou que apresentará o contrato de locação na Secretaria.

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Caso o local volte a funcionar de forma irregular, o responsável poderá ser novamente autuado, com aplicação de penalidade em dobro, além de poder ser conduzido à delegacia. O descumprimento da medida configura crime de desobediência.

Além disso, a equipe de fiscalização deve retornar ao local para verificar denúncias de poluição sonora. Também será emitida ordem de serviço para fiscalização da borracharia localizada na mesma área, uma vez que o estabelecimento pode estar na mesma situação de ocupação irregular de logradouro público. A equipe irá verificar alvará, inscrição e limites da edificação.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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