Cuiabá

Vereadora fala da urgência no fortalecimento da rede de proteção contra a violência sexual infantil em MT

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Débora Inácio – Assessoria da vereadora Michelly Alencar

Durante sessão ordinária na Câmera Municipal, a vereadora Michelly Alencar&nbsp&nbspfez um pronunciamento sobre os recentes casos de violência sexual e maus-tratos contra crianças em Cuiabá e Várzea Grande, destacando a urgência de ampliar a rede de proteção à infância no Estado.

A parlamentar relatou episódios recentes, incluindo a morte de uma criança de apenas três anos na UPA Pascoal Ramos, vítima de insuficiência respiratória com sinais de violência sexual, e outro caso, também envolvendo uma criança de três anos, encontrada sozinha após ser agredida pelo pai.

“Eu estou falando de uma criança de três anos. Esse caso, somado a tantos outros, é reflexo de um cenário extremamente preocupante da nossa sociedade. Só em Mato Grosso, em 2024, foram registrados 2.608 casos de violência sexual contra crianças e adolescentes, sendo 190 apenas em Cuiabá. Cada número desse é uma vida destruída, é uma infância roubada”, afirmou Michelly.

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A vereadora, que há cinco anos atua no combate ao abuso e exploração sexual de crianças e mulheres, ressaltou a aprovação de seis leis municipais voltadas para essa causa, além de projetos em tramitação que buscam ampliar o atendimento às vítimas.

“Tenho um projeto de atendimento psicossocial nas escolas e outro de escuta especializada. Uma criança abusada precisa ser ouvida por profissionais capacitados, que deem o encaminhamento correto. Não podemos fechar os olhos para essa realidade”, destacou.

Michelly lembrou ainda que nos meses de maio, dedica suas agendas inteiras a percorrer escolas com o projeto “Maio Laranja” nas escolas, levando palestras e conscientização de enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes. Para ela, a escola é um espaço onde os traumas se manifestam e onde o acolhimento precisa ser fortalecido.

“Essa luta não é apenas minha, é nossa. Precisamos unir forças e fortalecer a rede de proteção às crianças e adolescentes, porque cada vida importa e não podemos permitir que mais inocentes sejam vítimas do descaso”, concluiu.

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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Cuiabá

Prefeitura remove edificações desocupadas em área de nascentes após recomendações do Ministério Público

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A Prefeitura de Cuiabá realizou, na manhã desta quinta-feira (27), uma nova ação de fiscalização e remoção de edificações irregulares no Loteamento Residencial Ilza Terezinha Picoli Pagot e entorno. A atuação ocorre em cumprimento a recomendações e notificações do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), que orientam o poder público a exercer seu papel constitucional e legal na proteção do meio ambiente, do patrimônio público e da segurança da população.

Durante a operação, realizada de forma coordenada pela Secretaria de Ordem Pública, com apoio da Polícia Militar e demais órgãos envolvidos, cerca de oito edificações desocupadas foram demolidas. As estruturas eram de alvenaria, muros e obras ainda em construção. Conforme levantamento realizado pelos órgãos municipais, não havia moradores nos imóveis no momento da intervenção. Nenhuma família foi retirada de residência habitada.

A área possui nascentes e características de área úmida, com presença de minas d’água, além de solo arenoso e suscetível a processos erosivos e alagamentos. O local está inserido em área de preservação permanente (APP), que possui legislação específica e restritiva justamente para garantir a proteção dos recursos hídricos e das nascentes.

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Laudo elaborado pela Defesa Civil Municipal também classificou a região como de alto risco hidrológico. Segundo os estudos técnicos, as condições do terreno podem provocar erosões, alagamentos e comprometer a segurança de edificações instaladas no local. Por se tratar de área ambientalmente protegida e de risco, a ocupação também apresenta restrições para eventual regularização fundiária.

Ao comentar a atuação, o prefeito Abílio Brunini reforçou que o Município não apoia novas ocupações irregulares e que a Prefeitura está cumprindo determinações e orientações dos órgãos de controle e do sistema de Justiça. “Não invadam área pública, privada, área de proteção permanente, área de praça, qualquer equipamento público ou privado. Se invadir, infelizmente, teremos de agir para proteger o direito à propriedade e o bem público”, afirmou.

O prefeito também destacou que a fiscalização não tem como objetivo retirar famílias de imóveis habitados sem o devido atendimento. “Se tivesse alguma família dentro, ela teria o apoio”, afirmou, ao explicar que as estruturas demolidas durante a ação foram previamente verificadas e estavam desocupadas.

A Prefeitura ressalta que o combate às ocupações irregulares ocorre especialmente em áreas públicas, propriedades privadas e locais ambientalmente protegidos, em atendimento às recomendações e notificações do Ministério Público e às determinações judiciais. A legislação estabelece proteção especial para áreas de nascentes e APPs, restringindo intervenções que possam causar degradação ambiental.

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Nos casos em que houver famílias em situação de vulnerabilidade eventualmente afetadas por ações de desocupação, o Município prevê atendimento individualizado por meio do Comitê Intersetorial de Gestão de Desocupações de Áreas Públicas (CIGDAP), com participação das secretarias de Assistência Social e Habitação e encaminhamento à rede de proteção social.

A medida reforça a atuação integrada do poder público para impedir novas ocupações em áreas ambientalmente protegidas e de risco, preservar as nascentes e garantir o cumprimento das normas ambientais, urbanísticas e das orientações dos órgãos de controle.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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