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Volatilidade do boi gordo cai pela metade em 2025 e mercado alcança maior estabilidade, aponta Cepea

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Preços do boi gordo mostram maior estabilidade em 2025

O mercado do boi gordo tem apresentado menor oscilação de preços em 2025, sinalizando um cenário mais estável para o setor pecuário. Segundo cálculos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), a volatilidade dos preços neste ano está em 53,1%, valor menos da metade do registrado em 2024 e 2023.

A volatilidade, no contexto estatístico, mede a variação dos preços em torno de sua média ao longo do tempo — neste caso, desde janeiro até o momento atual. Em termos práticos, o índice indica o quanto os preços sobem ou descem dentro de determinado período.

Eficiência da cadeia produtiva contribui para equilíbrio do mercado

De acordo com os pesquisadores do Cepea, essa redução nas oscilações sugere um ganho de eficiência na coordenação da cadeia da carne bovina, ainda que isso não signifique uma distribuição uniforme dos resultados entre todos os elos do setor.

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Os dados apontam que os preços mais estáveis refletem um maior controle na oferta de animais para abate, possivelmente com carcaças mais pesadas. Esse fator tem permitido manter as escalas de frigoríficos completas, as linhas de abate ativas e o abastecimento do mercado interno e externo sem grandes sobressaltos.

Setor encontra ponto de equilíbrio

Com esse avanço em eficiência produtiva e coordenação entre os agentes da cadeia, o mercado do boi gordo tem se aproximado de um ponto de equilíbrio, segundo o Cepea.

A estabilidade atual indica que o setor está conseguindo alinhar melhor produção, processamento e comercialização, reduzindo a exposição a variações bruscas de preço e garantindo previsibilidade maior aos produtores e à indústria.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil amplia promoção do agronegócio na África do Sul durante a África Food Show 2026

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Empresas brasileiras dos setores de alimentos e bebidas participaram, entre os dias 8 e 12 de junho, na Cidade do Cabo, de uma agenda de promoção comercial voltada à ampliação das exportações para a África do Sul. A programação reuniu encontros com compradores locais, atividades de preparação para o acesso ao mercado e participação na Africa Food Show 2026.

As atividades foram promovidas pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), em parceria com o Consulado-Geral do Brasil na Cidade do Cabo e a Adidância Agrícola do Brasil em Pretória.

Em 2025, a África do Sul importou cerca de US$ 635 milhões em produtos agropecuários brasileiros, com destaque para proteínas animais, produtos do complexo sucroalcooleiro, café e produtos florestais.

Durante a rodada de negócios, exportadores brasileiros se reuniram com compradores, importadores e distribuidores sul-africanos. Participaram empresas dos segmentos de carnes bovina, suína e de aves, pescados, bebidas, produtos lácteos, cafés, óleos vegetais, molhos e condimentos, ingredientes alimentícios, grãos, castanhas e alimentos industrializados.

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Antes dos encontros comerciais, as empresas receberam informações sobre o perfil do consumidor sul-africano, as oportunidades para produtos brasileiros e os requisitos para acesso ao mercado. As apresentações abordaram temas relacionados à segurança dos alimentos, à rotulagem, à importação e à distribuição de produtos.

O adido agrícola do Brasil na África do Sul, Rodrigo Almeida, apresentou um panorama do agronegócio local e das oportunidades para ampliação do comércio entre os dois países. O seminário também contou com a participação de representantes do Consulado-Geral do Brasil, do setor privado e de empresas com experiência no mercado africano.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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