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Weber Haus inicia construção de nova biorrefinaria e destilaria no RS com investimento de R$ 80 milhões

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Weber Haus lança pedra fundamental de expansão industrial

A Weber Haus, referência mundial em cachaças premium e uma das destilarias mais premiadas do Brasil, lançou nesta segunda-feira (8) a pedra fundamental de sua nova biorrefinaria e destilaria em Ivoti (RS).

O projeto representa um investimento de R$ 80 milhões e marca o maior ciclo de expansão da empresa em mais de 200 anos de história. A iniciativa visa fortalecer a presença nacional e internacional, atualmente consolidada em 31 países.

A nova planta industrial terá quase 8 mil m², será totalmente automatizada e permitirá ampliar em até 15 vezes a capacidade produtiva da empresa, além de possibilitar o lançamento de novas categorias de destilados. A operação atual continuará funcionando em paralelo à expansão.

Indústria 4.0 e sustentabilidade como pilares

O projeto da Weber Haus está alinhado aos princípios da Indústria 4.0, utilizando automação avançada, inteligência artificial e soluções que aumentam a precisão, eficiência e controle do processo produtivo.

A estrutura também incorpora tecnologias sustentáveis, posicionando a empresa entre as biorrefinarias e destilarias mais modernas do país e agregando valor à cadeia produtiva da cana-de-açúcar.

“A nova planta combina inovação, sustentabilidade e tradição. É um movimento que projeta a Weber Haus para o futuro, sem perder nossa essência. A previsão é que a operação esteja plenamente em funcionamento em 2027”, afirmou Evandro Weber, CEO da destilaria, durante o evento.

Apoio institucional e inovação industrial

O projeto conta com o apoio da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

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Segundo Marco Bruno Manzolillo, analista da FINEP, o investimento da Weber Haus está alinhado à política industrial Nova Indústria Brasil, voltada à modernização do parque produtivo nacional:

“A combinação entre tecnologias 4.0, automação e sustentabilidade é fundamental para aumentar a competitividade da indústria brasileira globalmente. Iniciativas como esta mostram como a inovação pode gerar eficiência, valor agregado e desenvolvimento regional.”

Impacto econômico e industrial para o RS

O presidente do Banrisul, Fernando Lemos, destacou que o projeto vai além da expansão industrial:

“Investimentos desse porte fortalecem cadeias produtivas, impulsionam o desenvolvimento econômico regional e ampliam o potencial turístico, gerando efeitos positivos para o Rio Grande do Sul e para o Brasil.”

Para Éder Mello Silveira, assistente especial do Badesul, a nova planta simboliza um ciclo estratégico de expansão industrial:

“O projeto agrega inovação e valor ao produto gaúcho, estimulando a indústria local e gerando desenvolvimento econômico e social, com potencial para se tornar referência nacional e internacional.”

Turismo e experiência sensorial

Além do crescimento produtivo, a nova biorrefinaria reforça o papel da Weber Haus como destino turístico. A empresa pretende ampliar experiências sensoriais, visitas guiadas e espaços de imersão ligados à cultura dos destilados premium, fortalecendo o enoturismo e o turismo de experiências no Rio Grande do Sul.

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Tradição e legado

Fundada a partir da imigração alemã em 1824, a Weber Haus iniciou a produção de destilados de cana em 1848. Desde então, a marca transformou tradição em inovação, acumulou prêmios internacionais e consolidou sua presença nos principais mercados globais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Greening, safra menor e queda no consumo pressionam o setor brasileiro

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A citricultura brasileira chega à safra 2026/27 pressionada por três problemas simultâneos: quase metade das laranjeiras do principal cinturão produtivo está contaminada pelo greening, a produção deve cair cerca de 10% e o consumo mundial de suco perdeu força depois de anos de preços elevados. Embora continue líder global, o Brasil precisa controlar a doença e ampliar mercados para evitar uma pressão maior sobre produtores e indústrias.

A primeira reestimativa do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) aponta uma produção de 263,15 milhões de caixas de 40,8 quilos em São Paulo e no Triângulo e Sudoeste de Minas Gerais. O volume equivale a aproximadamente 10,7 milhões de toneladas de laranja.

A projeção ficou 3,1% acima da estimativa inicial, divulgada em maio, mas ainda representa uma queda de cerca de 10% diante das 292,94 milhões de caixas colhidas na temporada 2025/26. A recuperação sobre a primeira previsão ocorreu principalmente porque os frutos ganharam peso com as chuvas.

Entre maio e agosto, o cinturão citrícola recebeu 210 milímetros de chuva, volume 51% superior à média histórica do período. O peso médio estimado passou de 160 para 166 gramas por fruto, reduzindo de 255 para 246 o número de laranjas necessário para completar uma caixa.

O efeito positivo da chuva, porém, não elimina os riscos. A colheita está mais lenta e os frutos permanecem por mais tempo nas árvores, expostos a pragas, doenças e queda prematura. Até meados de agosto, apenas 27% da produção prevista havia sido retirada dos pomares.

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A taxa média de queda dos frutos foi elevada de 23,7% para 24,1%. Nas variedades tardias, que ainda têm grande parte da produção no campo, a perda projetada chega a 27,3% para Valência e Folha Murcha e a 30,9% para a variedade Natal.

O greening permanece como o maior problema da atividade. O levantamento mais recente sobre a doença mostrou que 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola estavam contaminadas em 2025. A severidade média também aumentou, passando de 18,7% para 22,7% da copa das plantas.

Transmitido pelo psilídeo, um pequeno inseto, o greening não tem cura. A doença reduz a produtividade, provoca queda precoce e produz frutos menores, deformados e amargos. O controle exige monitoramento frequente, combate ao inseto transmissor e eliminação das plantas doentes, especialmente em regiões onde a incidência ainda é baixa.

Na safra 2025/26, o greening foi responsável pela perda estimada de 49,59 milhões de caixas. A doença respondeu sozinha por 13 pontos percentuais da taxa total de queda de 23,2% registrada naquele ciclo.

A pressão não está restrita aos pomares. Depois de quatro anos de resultados elevados, o mercado internacional entrou em uma fase de ajuste. As exportações brasileiras de suco de laranja somaram 746,9 mil toneladas na safra 2025/26, praticamente o mesmo volume da temporada anterior, mas a receita caiu aproximadamente 30%.

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Os preços elevados das safras anteriores levaram parte dos consumidores a substituir o suco de laranja por bebidas mais baratas. Problemas de qualidade provocados pelo clima e pelo greening também afetaram o mercado. Na Europa, principal destino histórico do produto brasileiro, o volume adquirido caiu 10,9%. No Japão, a retração chegou a 28,6%.

O aumento das chuvas nesta temporada favoreceu o tamanho das laranjas, mas poderá reduzir a concentração de sólidos solúveis, medida pelo índice brix. Para a indústria, isso significa que pode ser necessário processar mais caixas para obter a mesma quantidade de suco concentrado, reduzindo parte do ganho trazido pelo maior peso dos frutos.

A busca por novos compradores tornou-se, portanto, uma necessidade para equilibrar a cadeia. O produto brasileiro não enfrenta grandes restrições sanitárias, mas encontra tarifas elevadas em mercados com potencial de consumo, como Japão, Coreia do Sul e Índia. A redução dessas barreiras poderia ampliar os destinos e diminuir a dependência de poucos compradores.

Maior produtora mundial de laranja e líder na exportação de suco, a citricultura brasileira mantém escala, tecnologia e capacidade industrial. O desafio agora é impedir que o avanço do greening, a queda da produtividade e o enfraquecimento do consumo reduzam a rentabilidade de uma cadeia que depende de investimentos contínuos para renovar pomares e manter a produção.

Fonte: Pensar Agro

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