Educação

Webinário explica o Bolsa Permanência Mais Médicos

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O Ministério da Educação (MEC) realizou, nesta quarta-feira, 20 de maio, um webinário para orientar estudantes, gestores e representantes do movimento estudantil sobre os fluxos e as regras do Programa Bolsa Permanência Mais Médicos (PBP-PMM), criado em 2025. A transmissão ocorreu ao vivo pelo canal do MEC no YouTube e reuniu equipes da Secretaria de Educação Superior (Sesu), do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e do Banco do Brasil (BB).  

O encontro ocorreu após o primeiro pagamento das bolsas do programa, efetuado nesta semana pelo MEC. Nesta etapa inicial, foram pagas 2.800 bolsas referentes aos meses de março e abril, beneficiando, inicialmente, 1.400 estudantes de medicina em situação de vulnerabilidade socioeconômica. O valor do benefício é de R$ 700 mensais 

Durante o webinário, os representantes da Diretoria de Políticas de Acesso à Educação Superior da Sesu apresentaram a estrutura do programa, os procedimentos operacionais e as normas que regulamentam o novo programa. Os fluxos e prazos para o pagamento das bolsas foram detalhados pelo diretor de Gestão de Fundos e Benefícios do FNDE, André Gustavo Santos Lima Carvalho. Já Heriberto Pinheiro, representante do Banco do Brasil, explicou sobre a atuação do banco para efetuar o crédito das bolsas, as regras de uso do cartão e serviços bancários, bem como o atendimento disponível aos estudantes. 

Para o diretor de Políticas e Acesso à Educação Superior, Adilson Carvalho, os programas de apoio à permanência dos estudantes, como o PBP-PMM, contam com especial atenção da alta gestão do MEC, que entende que não basta investir na democratização de acesso à educação superior. “Além de promover o acesso, o MEC tem feito um esforço gigantesco para implementar as ações de assistência estudantil, com ênfase à ampliação do investimento na permanência estudantil. Diante disso, vamos aumentar o número de bolsas inicialmente divulgado para o Mais Médicos, que passará a atender quase 1.600 estudantes de medicina. Assim, vamos conseguir atender neste ano a totalidade de estudantes elegíveis ao programa, ou seja, não há fila de espera por nova abertura de vagas”. 

O coordenador-geral de Políticas Estudantis da Sesu, Artur Antônio dos Santos, destacou que o objetivo do encontro foi esclarecer o papel de cada instituição envolvida na execução do programa e fortalecer o acompanhamento dos estudantes beneficiados. “A proposta desta live é de que os estudantes e instituições saiam com clareza sobre o que compete à Sesu, ao FNDE, ao Banco do Brasil, às instituições e aos próprios beneficiários. Não é só um valor que cai na conta, é uma luta coletiva e política que garante a consolidação do programa”. 

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A equipe técnica destacou que o programa poderá alcançar investimento anual de R$ 13,3 milhões para apoiar estudantes de medicina em situação de vulnerabilidade socioeconômica vinculados ao Programa Mais Médicos. A previsão é de atender 1.588 estudantes, número superior às 1.500 bolsas inicialmente previstas, sendo 936 vagas em instituições privadas e 652 em instituições públicas. Com essa ampliação, o MEC zera a fila de demanda por esse tipo de apoio. 

Fluxo de pagamentos – Durante a transmissão, o MEC explicou que as instituições de ensino têm papel central na homologação das bolsas e precisam seguir rigorosamente o calendário do programa para evitar atrasos ou perda de prazo. Segundo a equipe técnica, a homologação deve ser realizada pelas instituições na primeira quinzena de cada mês. Em seguida, o MEC faz a análise e autoriza o pagamento na segunda quinzena. Após os trâmites do FNDE e do Banco do Brasil, o crédito é disponibilizado ao estudante em até cinco dias.  

Outro ponto detalhado foi a chamada “regra dos 16 dias”. Para receber a bolsa referente ao mês, o estudante precisa permanecer vinculado ao grupo por, no mínimo, 16 dias consecutivos a partir do início do mês. A equipe também alertou sobre a possibilidade de ocorrência de diferença de tempo na divulgação de informações exibidas nas plataformas operacionais, uma vez que elas podem ser visualizadas em dois sistemas diferentes: o Sistema de Gestão de Bolsa Permanência (SISPB), gerido pelo MEC, e o Sistema de Gestão de Bolsas (SGB), do FNDE.   

Para aperfeiçoar o atendimento aos beneficiários, o FNDE adotará uma nova medida para reforçar a comunicação com os bolsistas, que passarão a receber dois e-mails automáticos: um avisando quando o pagamento for enviado ao banco e outro confirmando quando o valor estiver efetivamente disponível na conta. 

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Dúvidas frequentes – Os gestores e técnicos também responderam as dúvidas de estudantes participantes do webinário. Entre elas, destaca-se a informação de que o número do benefício só é gerado após a abertura da conta bancária e a autorização do primeiro pagamento ao banco. 

Além disso, os estudantes que ainda não receberam seu cartão bancário foram orientados a procurar a agência indicada no cadastro. Caso o cartão não esteja disponível, a recomendação é entrar em contato com o pró-reitor ou representante institucional responsável pelo programa, que poderá localizar e analisar a situação apresentada no sistema. 

Ao final do encontro, o MEC reforçou que o canal oficial para dúvidas, solicitações e acompanhamento das demandas relacionadas ao programa é o portal Fale com o MEC

Bolsa permanência – O Programa Bolsa Permanência Mais Médicos tem como objetivo assegurar condições materiais para a permanência de alunos de baixa renda no curso de medicina, especialmente àqueles oriundos de regiões socioeconomicamente vulneráveis e afastadas dos grandes centros urbanos. 

Além de enfrentar desigualdades sociais no acesso e na permanência de estudantes no ensino superior, o programa também contribui para fortalecer a oferta de serviços de saúde no país, uma vez que a evasão desses estudantes pode comprometer a formação de médicos destinados a atuar em áreas que historicamente enfrentam escassez de profissionais.  

O PBP-PMM foi regulamentado pela Portaria MEC nº 655/2025, posteriormente alterada por norma publicada pelo ministério. Já os procedimentos para execução das bolsas foram estabelecidos pela Resolução FNDE nº 25/2025. De acordo com as normas, o pagamento das bolsas será efetuado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu) e do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE)

Fonte: Ministério da Educação

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Prouni 2026: inscrições terminam na sexta (10)

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Interessados em estudar com bolsas do Programa Universidade para Todos (Prouni) têm até o final desta sexta-feira, 10 de julho, para se inscreverem no processo seletivo do segundo semestre de 2026. Serão aceitas as inscrições realizadas até as 23h59 (horário de Brasília). Nesta edição, são ofertadas 471.304 bolsas de estudo em 380 cursos de graduação, distribuídas entre ampla concorrência e cotas, de 879 instituições privadas de educação superior. A oferta de bolsas pode ser consultada por curso, instituição de ensino ou município. As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas exclusivamente no Portal Acesso Único ao Ensino Superior

O candidato que tiver interesse em se inscrever precisa ter completado o ensino médio; participado das edições de 2024 e/ou de 2025 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem); obtido, no mínimo, 450 pontos na média das cinco provas do exame; e não ter zerado a redação do Enem. Para fins de classificação e eventual pré-seleção no processo seletivo, será utilizada a edição do Enem em que o estudante obteve a melhor média. O edital veda a inscrição para quem declarou ter participado na condição de treineiro, ou seja, quem participou do exame visando à autoavaliação antes ou depois de concluir o ensino médio. 

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Bolsas – Do total de bolsas ofertadas, 219.725 são integrais, cobrindo todo o valor da mensalidade, e 251.579 são parciais, arcando com 50% do valor do curso. O programa reserva vagas a candidatos que atendem aos critérios da política de ações afirmativas do programa, incluindo pessoas com deficiência e candidatos autodeclarados indígenas, pretos ou pardos. Para pessoas com deficiência, são ofertadas 35.365 bolsas; para pretos, pardos e indígenas, são 188.880; e para a ampla concorrência, as demais 247.059 bolsas de estudo.  

O curso com o maior número de bolsas ofertadas em todo o país é análise de desenvolvimento de sistemas, com 31.221 bolsas. Em seguida estão administração, com 30.893 bolsas, e ciências contábeis, com 27.029. Para o curso de medicina, o programa oferta 1.013 bolsas. São Paulo lidera a lista com a maior quantidade de vagas, com 91.699 oportunidades, seguido por Minas Gerais (59.297), Bahia (34.155), Rio Grande do Sul (31.101) e Paraná (29.397). Todos os estados e o Distrito Federal disponibilizam vagas. 

Cronograma completo do Prouni 2/2026:   

Inscrições: 7 a 10 de julho   

Resultado da 1ª chamada: 15 de julho   

Comprovação das informações da inscrição dos pré-selecionados na 1ª chamada: 15 a 24 de julho   

Resultado da 2ª chamada: 5 de agosto   

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Comprovação das informações da inscrição dos pré-selecionados na 2ª chamada: 5 a 14 de agosto   

Lista de espera: 26 e 27 de agosto   

Resultado da lista de espera: 1º de setembro   

Comprovação das informações da inscrição dos pré-selecionados em lista de espera: 1º a 14 de setembro.  

Prouni – Criado em 2004 e instituído pela Lei nº 11.096/2005, o Programa Universidade para Todos (Prouni) oferta bolsas de estudo (integrais e parciais) em cursos de graduação e sequenciais de formação específica, em instituições de educação superior privadas. O Prouni ocorre duas vezes ao ano e tem como público-alvo o estudante sem diploma de nível superior.   

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu)  

Fonte: Ministério da Educação

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