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Wilson Santos é homenageado nos 25 anos da Ager por criar lei que instituiu a autarquia

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Na comemoração dos 25 anos de existência da Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Estado de Mato Grosso (Ager), o deputado estadual Wilson Santos (PSD) foi homenageado por representantes da autarquia, por meio do presidente Luis Alberto Nespolo, nesta quarta-feira (28), na sede do auditório da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL), em Cuiabá. O reconhecimento deve-se ao parlamentar ser autor do projeto que originou a Lei estadual nº 7.101/1999, que criou a entidade para controlar e fiscalizar os serviços públicos, como o saneamento, rodovias, portos, transporte coletivo, gás, energia e telecomunicações.

O deputado reconheceu o trabalho sério da entidade, com total profissionalismo e ética para assegurar a prestação de serviços adequados para a sociedade e elogiou a diretoria da Agência.

“Diante de todo o processo histórico, o Brasil começa a ter uma gestão administrativa com a chegada dos revolucionários, em 1930, sob liderança de Getúlio Vargas. Mas, só vamos ter mais evidência, a partir da gestão do ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, onde surgem as agências seguradoras a partir de um modelo administrativo que vigora até hoje, onde o público é evidentemente colocado como prioridade. A Ager é dotada de autonomia financeira, funcional e administrativa. Se há uma marca de modernidade na gestão pública brasileira, foi a criação das agências”,disse o homenageado.

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Nespolo agradeceu a presença de Wilson Santos, neste momento de comemoraçãoo. “Wilson Santos é o responsável por essa iniciativa parlamentar, em que deu o rumo para a criação da regulação. É importante dizer que esse dia, dos 25 anos, das nossas bodas de prata, que é o marco temporal que se registra com a Lei estadual 7.101 de 1999, que cria a Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados. Wilson nos honra com a sua presença”, expressou o presidente.

Luis Alberto apontou que houve um crescimento na capacidade regulatória institucional entre 2020 a 2024, de 20% para 50%, em seu primeiro mandato à frente da Ager. Já, neste segundo mandato, ele conta que o percentual de 70%, iguala a autarquia mato-grossense às agências nacionais de mais alta performance.

“Nestes dois mandatos construtivos, uma das preocupações foi contar com um planejamento estratégico sólido, bem elaborado e revisado. Tivemos condições de aferir o que somos, onde estamos e onde queremos chegar, construindo uma adequação factível entre planos objetivos, iniciativas, atividades e as condições humanas e orçamentárias necessárias”, relatou.

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O presidente acrescenta que o aumento de produtividade na Ager confirma a eficiência com o uso de sistemas atualizados da esfera produtiva. “Aos servidores, minha gratidão e reconhecimento. Não é demais lembrar o projeto de modernização tecnológica que fez parte do processo produtivo, necessário em simetria com o mundo atual. Não posso esquecer da contribuição dos órgãos públicos e outras entidades envolvidas. O aniversário de 25 anos, tem o objetivo de apresentar à sociedade mato-grossense uma agência reguladora com políticas públicas adotadas e assertivas”, concluiu Nespolo.

Fonte: ALMT – MT

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CST debate desembargos ambientais à agricultura familiar em Mato Grosso

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A Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental da Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou, nesta quinta-feira (16), uma reunião com a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, para discutir os procedimentos relacionados aos desembargos ambientais e ao licenciamento ambiental simplificado.

O debate teve como foco a implementação da Lei Complementar nº 830/2025 e da Lei nº 13.349/2026, que estabelecem regras para a regularização ambiental e o licenciamento simplificado destinados a agricultores familiares e pequenos produtores rurais. Também foram discutidos os desafios enfrentados pelo Estado na execução do Código Florestal e na consolidação de um modelo que concilie proteção ambiental, segurança jurídica e inclusão produtiva.

A Lei Complementar nº 830/2025 estabelece tratamento diferenciado, simplificado e proporcional para infrações ambientais cometidas por agricultores familiares e proprietários de imóveis rurais com até quatro módulos fiscais que desenvolvam atividades agrossilvipastoris. A norma busca conciliar a regularização ambiental com a permanência da produção no campo.

Já a Lei nº 13.349/2026 instituiu o regime de Licenciamento Ambiental Simplificado para atividades agropecuárias desenvolvidas por agricultores familiares e pequenos produtores rurais. A medida é destinada às propriedades que atendam aos critérios de sustentabilidade estabelecidos pelo órgão ambiental estadual, com o objetivo de tornar mais ágil o processo de licenciamento, sem abrir mão das exigências legais.

Para aderir ao novo regime, os proprietários deverão cumprir uma série de requisitos, entre eles manter o imóvel inscrito e regular no Cadastro Ambiental Rural (CAR), não possuir embargos ambientais vigentes na área da propriedade e apresentar declaração de conformidade ambiental, assumindo responsabilidade civil e administrativa por eventuais danos ambientais causados.

A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, afirmou que os desafios enfrentados por Mato Grosso na regularização ambiental e nos desembargos refletem um problema nacional relacionado à implementação do Código Florestal. Segundo ela, o tema tem sido debatido em nível federal, em reuniões realizadas em Brasília com representantes do Ministério da Gestão e da Inovação, do Serviço Florestal Brasileiro e dos estados da Amazônia Legal e de Mato Grosso do Sul, em busca de soluções para aperfeiçoar a execução da legislação ambiental.

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A gestora apresentou dados do Painel de Regularização Ambiental, que apontam mais de 8,3 milhões de imóveis inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR) em todo o país, mas com menos de 10% das análises concluídas. Em relação à área cadastrada, apenas 7,25% tiveram a análise finalizada.

Para a secretária, os números demonstram a complexidade da implementação do Código Florestal e as dificuldades enfrentadas pelos órgãos ambientais diante de lacunas na legislação, da pressão da sociedade e de orientações divergentes dos órgãos de controle, o que exige equilíbrio para cumprir a lei sem comprometer a segurança jurídica e a efetividade da política ambiental.

Mauren Lazzaretti afirmou que Mato Grosso construiu um modelo próprio para conciliar a proteção ambiental com a realidade dos pequenos produtores rurais, transformando o desembargo ambiental em uma oportunidade de regularização. Segundo ela, o objetivo é promover a inclusão produtiva sem abrir mão dos compromissos com o desenvolvimento sustentável, destacando que as medidas adotadas pelo Estado não representam anistia nem retrocesso na legislação ambiental.

A secretária também defendeu que as iniciativas previstas na Lei Complementar nº 830/2025 sejam adotadas de forma mais homogênea pelos demais entes federativos. De acordo com ela, a falta de uniformidade na aplicação das normas pode levar ao questionamento, em âmbito nacional, de atos administrativos praticados por Mato Grosso, como embargos, desembargos e licenças ambientais. Por isso, pediu o apoio da Assembleia Legislativa para fortalecer a defesa do modelo adotado pelo Estado.

Ela afirmou ainda que Mato Grosso se consolidou como referência nacional na regularização ambiental de imóveis rurais, independentemente do tamanho das propriedades. Segundo ela, levantamentos do Climate Policy Initiative (CPI), organização que acompanha, desde a implementação do Código Florestal, o desempenho dos estados na análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA), colocam Mato Grosso entre os estados mais inovadores e com avanços contínuos tanto na validação dos cadastros quanto na regularização ambiental.

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Lazzaretti destacou que os maiores avanços na validação dos cadastros ocorreram em Mato Grosso, São Paulo e, mais recentemente, no Paraná, resultado da adoção da análise automatizada dos processos. Ela ressaltou que, diferentemente dos estados das regiões Sul e Sudeste, Mato Grosso enfrenta desafios muito maiores em razão da dimensão territorial e da complexidade ambiental, o que torna os resultados ainda mais expressivos.

A secretária também enfatizou que o trabalho desenvolvido pelo Estado recebeu reconhecimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que acompanha, por meio da ADPF 743 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), a implementação do Código Florestal nos estados da Amazônia e do Pantanal. Segundo ela, decisões do ministro André Mendonça destacam os avanços de Mato Grosso no cenário nacional da regularização ambiental.

Entre os encaminhamentos definidos durante a reunião está a parceria entre a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) para atuar, por meio da Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental, na criação de uma mesa técnica destinada à discussão de soluções relacionadas aos desembargos ambientais.

A iniciativa tem como objetivo construir propostas e aperfeiçoar a legislação, buscando garantir maior segurança jurídica e mecanismos que favoreçam a regularização ambiental e beneficiem os proprietários rurais.

Fonte: ALMT – MT

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