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Wilson Santos participa de entrega de 57 km de asfalto em Santo Antônio de Leverger

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Um sonho antigo da população de Santo Antônio de Leverger, principalmente daqueles que vivem na Agrovila das Palmeiras, tornou-se realidade com a entrega de 57 km de asfaltos nos trechos da MT-361 e MT-468, neste sábado (31), com investimentos de R$ 93,1 milhões pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Infraestrutura e Logística (Sinfra). O deputado estadual Wilson Santos (PSD) comemorou e participou do evento junto ao governador Mauro Mendes (União), a prefeita municipal Francielle Magalhães (PSB), vereadores, entre outras autoridades políticas, lideranças locais e convidados.

Os trechos entregues interligam a comunidade da Agrovila das Palmeiras, comunidade Porto de Fora e a Vila Caité à BR-163, entre os municípios de Barão de Melgaço e Santo Antônio de Leverger. A rodovia MT-361 (Professor Ugo Padilha– pai do secretário Allan Kardec) teve 34 km asfaltados. A rodovia Expedicionário Antônio Mendes Ferreira teve 23 km pavimentados na MT-361/ MT-468. Esta leva o nome do pai de Mauro Mendes, conforme a Lei de n° 12.790/2025 fruto de um projeto de Wilson Santos.

O parlamentar articulou e interviu nessa demanda junto à gestão estadual. Também, acompanhou outros avanços na região, como as melhorias na energia, chegada da telefonia e internet, entre outras infraestruturas para garantir a qualidade de vida das comunidades. “Há décadas, a população clamava por esse asfalto, que agora vai trazer desenvolvimento econômico e social e, também, vai diminuir distâncias no atendimento à saúde. Muitas pessoas, às vezes, saíam em estado de urgência e emergência e não conseguiam chegar vivas na unidade de saúde. Uma região que produz o pescado e a agricultura. Agora, esse aspecto está superado”, explicou.

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Ele também agradeceu ao governador Mauro Mendes, ao secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci), Allan Kardec, a prefeita Francielle, vereadores, entre outros envolvidos que garantiram a concretização da pavimentação asfáltica. “Nós somamos juntos para que esse sonho e essa necessidade acontecesse. Toda essa região, com 17 comunidades, agora está atendida em vários lados pela pavimentação asfáltica. Agora é muito rápido para chegar na Serra de São Vicente. Tem muitas alternativas para chegar à capital. Essa é a região mais antiga de Mato Grosso. Aqui está o berço do grande e saudoso Marechal Rondon. E merecia esse tratamento”, comentou Wilson Santos.

Mauro Mendes contou que veio de família que vivia da agricultura familiar, no interior de Goiás, e sabe a importância do trabalho no campo para garantir o sustento e levar o alimento para a mesa do cidadão. “São pessoas sofredoras de mais de 50 anos, que se dedicam a levar sua produção até a capital do Estado. E nossa luta é dar qualidade de vida para o nosso povo e a nossa gente! Minha mãe, que morreu aos 83 anos, criou os nove filhos na roça, na pequena agricultura familiar. Eu tenho essa honra de governar Mato Grosso e tomar as decisões que vão beneficiar a agricultura familiar. É uma alegria ajudar as pessoas que vivem da agricultura familiar. Deus abençoe essa comunidade”, discursou.

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A prefeita agradeceu todos que foram parceiros para atender a população.

Na solenidade, estiveram também presentes os deputados estaduais Max Russi e Fabinho, ambos do PSB, Beto Dois a Um (União), secretários da Casa Civil, Fábio Garcia, da Sinfra, Marcelo Padeiro e da senadora Margareth Buzetti (PSD), do ex-senador Cidinho Santos e vereadores da Câmara Municipal de Santo Antônio de Leverger.

Fonte: ALMT – MT

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Audiência pública debate fortalecimento da rede de saúde mental em Mato Grosso

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Foto: Helder Faria

Na tarde desta segunda-feira (18), a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) promoveu audiência pública para discutir a implementação da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) e a efetivação da política antimanicomial no estado. O debate, requerido pelo deputado estadual Carlos Avallone (PSDB), foi realizado no Plenário Renê Barbour e fez alusão ao Dia Nacional da Luta Antimanicomial.

A data, dia 18 de maio, marca o movimento nacional em defesa do cuidado em liberdade para pessoas em sofrimento psíquico e reforça os princípios da Reforma Psiquiátrica Brasileira, instituída pela Lei 10.216/2001, conhecida como Lei Paulo Delgado.

Carlos Avallone afirmou que o principal desafio é estruturar a rede de atendimento para garantir que a política antimanicomial funcione de forma efetiva no estado. “Quanto mais a gente melhorar essa atenção, melhor vai funcionar. Não adianta acabar com os hospitais psiquiátricos sem que a rede consiga absorver essas pessoas dentro do sistema necessário”, destacou.

Segundo o parlamentar, a audiência também teve como objetivo discutir gargalos e encaminhamentos para fortalecer a política de saúde mental em Mato Grosso. Entre os pontos debatidos estão a ampliação dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), a qualificação das equipes e a integração da rede para garantir atendimento adequado dos pacientes de saúde mental em qualquer lugar em que ele esteja. “Nós temos recursos para a saúde mental, ainda que não seja muito. O que está faltando é organização para gastar esses recursos”, apontou.

O presidente do Conselho Regional de Psicologia de Mato Grosso, Gabriel Figueiredo, explicou que a Reforma Psiquiátrica mudou o modelo de cuidado em saúde mental no Brasil. “A Lei Paulo Delgado trouxe diretrizes para o cuidado em liberdade e no território. A partir dela, o Brasil passou a enxergar essas pessoas com dignidade e direitos, garantindo reinserção social e acesso à família e ao trabalho”, afirmou.

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Segundo Gabriel, a RAPS foi criada justamente para substituir o modelo manicomial tradicional por serviços territorializados, como CAPS, residências terapêuticas e unidades de acolhimento. Ele ressaltou, no entanto, que a atual capacidade da rede ainda é insuficiente para atender a demanda do estado. “Mato Grosso possui uma pluralidade de povos e territórios que precisam de atenção específica, como indígenas e quilombolas. Ainda temos insuficiência de serviços mesmo nos centros urbanos, principalmente CAPS e unidades de acolhimento”, disse.

O promotor de Justiça Milton Mattos da Silveira Neto afirmou que o Ministério Público vem acompanhando a situação da saúde mental nos últimos anos e apontou avanços na ampliação do financiamento da rede. “Conseguimos um aporte de R$ 88 milhões em quatro anos para melhorar a contrapartida do [Governo do] Estado no financiamento dessas unidades”, explicou. Ele também destacou a necessidade de ampliar o número de profissionais especializados. “Não basta só ter a estrutura física. Se não houver profissionais qualificados, principalmente psiquiatras, o serviço não consegue funcionar plenamente”, disse.

Já o presidente da Associação Mato-Grossense de Psiquiatria, Paulo Saldanha, afirmou que a psiquiatria historicamente apoia o cuidado humanizado em saúde mental, mas alertou para a dificuldade de contratação de profissionais devido à baixa remuneração oferecida na rede pública. Segundo ele, um recente processo seletivo em Cuiabá ofertou salário de R$ 5,9 mil para médicos psiquiatras com carga horária de 20 horas semanais, valor muito abaixo dos pisos nacionais da categoria.

“A grande maioria dos psiquiatras do Brasil foi formada e fez sua especialização no SUS. Por que não podemos trabalhar onde fomos formados? Por que não podemos contribuir para isso?”, questionou.

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Representando a Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES/MT), a enfermeira e Coordenadora de Organização das Redes de Atenção à Saúde (CORAS), Daniely Beatrice, participou da audiência e destacou que, embora a saúde mental seja tratada de forma transversal integrando diferentes linhas de cuidado, a ausência de uma coordenação estadual exclusiva e a limitação da equipe técnica representam grandes desafios estruturais.

Beatrice explicou que o estado possui atualmente 55 centros de atenção psicossocial (CAPS), mas necessita de mais 30 para atingir a meta populacional, um cenário complexo devido ao grande número de municípios com menos de 15 mil habitantes. Segundo ela, para preencher essa lacuna, a gestão investe na qualificação da Atenção Primária, tendo já capacitado 80 profissionais para o manejo de transtornos mentais baseado nas diretrizes da OMS.

A coordenadora sinalizou que a principal meta técnica para este ano é a implantação de leitos específicos de saúde mental em Hospitais Gerais e Regionais, desmistificando o atendimento de crise e consolidando os princípios da luta antimanicomial por meio do acesso qualificado em toda a rede. Ela ainda garantiu que levaria as demandas apresentadas para o poder executivo, garantindo que há orçamento e vontade para viabilizar ações.

Durante a audiência, representantes de órgãos públicos, entidades de saúde e movimentos sociais também discutiram estratégias para fortalecer a RAPS, ampliar o atendimento em saúde mental e garantir a reinserção social das pessoas em sofrimento psíquico no estado. Carlos Avallone também é presidente da Câmara Setorial Temática (CST) de Atenção Psicossocial da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). O organismo realiza reuniões para tratar das demandas desse setor.

Fonte: ALMT – MT

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