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Wilson Santos reforça apoio à valorização da geodiversidade de Chapada dos Guimarães

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Autor da Lei n.° 12.023/2023, que concedeu ao município de Chapada dos Guimarães – o título de Capital Estadual da Geodiversidade, o deputado estadual Wilson Santos (PSD) participou, na última sexta-feira (17), do V Workshop Geoparque Chapada dos Guimarães, realizado na Câmara Municipal. O evento foi conduzido pelo presidente da Federação Brasileira de Geólogos, Caiubi Emanuel Souza Kuhn, e contou com palestras sobre acesso à água, áreas de risco, o Portão do Inferno, mudanças climáticas, fósseis, geomorfologia e aquíferos, entre outros temas voltados à educação e à conservação do patrimônio natural.

Durante o encontro, o parlamentar destacou o compromisso da Assembleia Legislativa com as pautas ambientais e o desenvolvimento sustentável da região. “Quem vive em Chapada é um povo preocupado com o meio ambiente e com a qualidade de vida. Os geólogos, como Caiubi, que é filho da cidade, podem ter certeza de que têm um parceiro na Assembleia. Chapada é a terra dos dinossauros e uma das nossas ideias é instalar réplicas dessas espécies nas entradas e saídas do município nos próximos anos”, afirmou.

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Segundo Caiubi, o Geoparque Chapada dos Guimarães é um modelo de gestão territorial com 25 geossítios catalogados. Ele relembrou que o projeto começou a se fortalecer após uma audiência pública realizada por Wilson Santos, em 2016, na Assembleia Legislativa, que marcou o início de um conjunto de ações voltadas à valorização da geologia na educação, no turismo e na conservação ambiental. “O deputado sempre foi um grande parceiro do Geoparque. Destinou emendas parlamentares que permitiram desenvolver estudos, projetos e qualificar profissionais na área. Nosso objetivo é obter o reconhecimento da Unesco e o apoio de Wilson tem sido fundamental nessa caminhada”, destacou o geólogo.

Durante o workshop, o público pôde ver de perto réplicas de fósseis e uma vértebra de dinossauro do grupo Sauropoda, encontrada recentemente na comunidade Jangada do Roncador, a cerca de 80 km da área urbana de Chapada. “Chapada é um território de riquezas naturais e científicas únicas. Aqui já existiram cordilheiras, vulcões, desertos e rios antigos. Esse patrimônio conta a história do planeta e precisa ser valorizado e preservado. O apoio de Wilson Santos é essencial para fortalecer essa iniciativa”, completou Caiubi.

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O Geoparque Chapada dos Guimarães é um projeto de conservação geológica e desenvolvimento sustentável. O território passou por avaliação da Unesco em 2022 e está em fase de adequações para obter o título de Geoparque Mundial, o que trará maior visibilidade e investimentos para a região.

Fonte: ALMT – MT

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CST debate desembargos ambientais à agricultura familiar em Mato Grosso

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A Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental da Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou, nesta quinta-feira (16), uma reunião com a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, para discutir os procedimentos relacionados aos desembargos ambientais e ao licenciamento ambiental simplificado.

O debate teve como foco a implementação da Lei Complementar nº 830/2025 e da Lei nº 13.349/2026, que estabelecem regras para a regularização ambiental e o licenciamento simplificado destinados a agricultores familiares e pequenos produtores rurais. Também foram discutidos os desafios enfrentados pelo Estado na execução do Código Florestal e na consolidação de um modelo que concilie proteção ambiental, segurança jurídica e inclusão produtiva.

A Lei Complementar nº 830/2025 estabelece tratamento diferenciado, simplificado e proporcional para infrações ambientais cometidas por agricultores familiares e proprietários de imóveis rurais com até quatro módulos fiscais que desenvolvam atividades agrossilvipastoris. A norma busca conciliar a regularização ambiental com a permanência da produção no campo.

Já a Lei nº 13.349/2026 instituiu o regime de Licenciamento Ambiental Simplificado para atividades agropecuárias desenvolvidas por agricultores familiares e pequenos produtores rurais. A medida é destinada às propriedades que atendam aos critérios de sustentabilidade estabelecidos pelo órgão ambiental estadual, com o objetivo de tornar mais ágil o processo de licenciamento, sem abrir mão das exigências legais.

Para aderir ao novo regime, os proprietários deverão cumprir uma série de requisitos, entre eles manter o imóvel inscrito e regular no Cadastro Ambiental Rural (CAR), não possuir embargos ambientais vigentes na área da propriedade e apresentar declaração de conformidade ambiental, assumindo responsabilidade civil e administrativa por eventuais danos ambientais causados.

A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, afirmou que os desafios enfrentados por Mato Grosso na regularização ambiental e nos desembargos refletem um problema nacional relacionado à implementação do Código Florestal. Segundo ela, o tema tem sido debatido em nível federal, em reuniões realizadas em Brasília com representantes do Ministério da Gestão e da Inovação, do Serviço Florestal Brasileiro e dos estados da Amazônia Legal e de Mato Grosso do Sul, em busca de soluções para aperfeiçoar a execução da legislação ambiental.

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A gestora apresentou dados do Painel de Regularização Ambiental, que apontam mais de 8,3 milhões de imóveis inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR) em todo o país, mas com menos de 10% das análises concluídas. Em relação à área cadastrada, apenas 7,25% tiveram a análise finalizada.

Para a secretária, os números demonstram a complexidade da implementação do Código Florestal e as dificuldades enfrentadas pelos órgãos ambientais diante de lacunas na legislação, da pressão da sociedade e de orientações divergentes dos órgãos de controle, o que exige equilíbrio para cumprir a lei sem comprometer a segurança jurídica e a efetividade da política ambiental.

Mauren Lazzaretti afirmou que Mato Grosso construiu um modelo próprio para conciliar a proteção ambiental com a realidade dos pequenos produtores rurais, transformando o desembargo ambiental em uma oportunidade de regularização. Segundo ela, o objetivo é promover a inclusão produtiva sem abrir mão dos compromissos com o desenvolvimento sustentável, destacando que as medidas adotadas pelo Estado não representam anistia nem retrocesso na legislação ambiental.

A secretária também defendeu que as iniciativas previstas na Lei Complementar nº 830/2025 sejam adotadas de forma mais homogênea pelos demais entes federativos. De acordo com ela, a falta de uniformidade na aplicação das normas pode levar ao questionamento, em âmbito nacional, de atos administrativos praticados por Mato Grosso, como embargos, desembargos e licenças ambientais. Por isso, pediu o apoio da Assembleia Legislativa para fortalecer a defesa do modelo adotado pelo Estado.

Ela afirmou ainda que Mato Grosso se consolidou como referência nacional na regularização ambiental de imóveis rurais, independentemente do tamanho das propriedades. Segundo ela, levantamentos do Climate Policy Initiative (CPI), organização que acompanha, desde a implementação do Código Florestal, o desempenho dos estados na análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA), colocam Mato Grosso entre os estados mais inovadores e com avanços contínuos tanto na validação dos cadastros quanto na regularização ambiental.

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Lazzaretti destacou que os maiores avanços na validação dos cadastros ocorreram em Mato Grosso, São Paulo e, mais recentemente, no Paraná, resultado da adoção da análise automatizada dos processos. Ela ressaltou que, diferentemente dos estados das regiões Sul e Sudeste, Mato Grosso enfrenta desafios muito maiores em razão da dimensão territorial e da complexidade ambiental, o que torna os resultados ainda mais expressivos.

A secretária também enfatizou que o trabalho desenvolvido pelo Estado recebeu reconhecimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que acompanha, por meio da ADPF 743 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), a implementação do Código Florestal nos estados da Amazônia e do Pantanal. Segundo ela, decisões do ministro André Mendonça destacam os avanços de Mato Grosso no cenário nacional da regularização ambiental.

Entre os encaminhamentos definidos durante a reunião está a parceria entre a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) para atuar, por meio da Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental, na criação de uma mesa técnica destinada à discussão de soluções relacionadas aos desembargos ambientais.

A iniciativa tem como objetivo construir propostas e aperfeiçoar a legislação, buscando garantir maior segurança jurídica e mecanismos que favoreçam a regularização ambiental e beneficiem os proprietários rurais.

Fonte: ALMT – MT

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