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Workshop em Manaus celebra 10 anos de pesquisas na Amazônia

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O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), unidade vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), promoveu, de terça-feira (16) a quinta-feira (18), o Workshop do Observatório da Torre Alta da Amazônia (Atto). O encontro em Manaus (AM) reuniu pesquisadores, parceiros e representantes institucionais para debater avanços científicos, fortalecer a colaboração internacional e celebrar os 10 anos de funcionamento da maior torre de pesquisas ambientais da Amazônia.  

O Atto é um programa do MCTI coordenado conjuntamente pelo Brasil, sob liderança de Carlos Alberto Quesada (Inpa), e pela Alemanha, sob coordenação de Susan Trumbore (Instituto Max Planck de Biogeoquímica – MPI-BGC). O objetivo é compreender como as florestas da Amazônia central interagem com a atmosfera e influenciam o clima global. O complexo científico inclui a torre principal, com 325 metros de altura, e duas torres auxiliares de 80 metros, instaladas na Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã, em São Sebastião do Uatumã (AM).  

Na abertura do evento, o coordenador-geral de Pesquisa, Capacitação e Extensão do Inpa, Jorge Porto, representou a direção do instituto e destacou o papel estratégico do Atto. “O projeto, fruto da colaboração entre Brasil e Alemanha, consolidou-se como uma das plataformas científicas mais avançadas do mundo para compreender o funcionamento da Floresta Amazônica e sua interação com o sistema climático global”, destacou.   

Porto ressaltou que o workshop vai além da troca de resultados de pesquisa. “O encontro integra pesquisadores de diferentes áreas, atualiza agendas científicas, fortalece redes de cooperação e cumpre um papel essencial na formação de jovens cientistas e na difusão do conhecimento.”  

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O pesquisador também destacou o valor simbólico da iniciativa como exemplo de cooperação internacional. “O Atto não é apenas uma torre no coração da floresta, mas um observatório global que conecta dados, métodos e pessoas para revelar como a maior floresta tropical do planeta regula o clima da Terra”, afirmou. Para ele, o workshop consolida três objetivos centrais: fortalecer a colaboração binacional em clima, ecologia e atmosfera; integrar dados e perspectivas de diferentes áreas do conhecimento; e abrir caminho para novas parcerias e para a formação de uma nova geração de cientistas.  

Resultados científicos 

Desde sua criação, o projeto Atto já publicou mais de 140 artigos científicos dedicados a investigar a interação entre a floresta amazônica e a atmosfera. O coordenador do projeto pelo Inpa, pesquisador Carlos Alberto Quesada, ressaltou que os estudos abrangem desde os processos de fixação e balanço de carbono até a liberação de umidade pelas plantas, formação de nuvens e chuvas, além da dinâmica de gases de efeito estufa, como o gás carbônico e o metano. 

“O Atto ajuda muito a compreender esses processos, o transporte entre o que está acontecendo aqui no chão na Amazônia e o que está sendo transportado para a alta atmosfera quando atinge uma escala global. Toda essa parte meteorológica também é um componente muito importante nesse projeto”, explicou Quesada 

Além disso, o pesquisador destaca a aprovação do INCT Atto-Equilibrium, no âmbito do Programa Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs), do MCTI, que amplia a compreensão sobre como a Floresta Amazônica interage com a atmosfera, reduzindo incertezas em modelos de previsão climática. 

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“Nós, do lado brasileiro, acabamos de aprovar um INCT, um projeto de muito prestígio. Ele também traz bastante recurso para que a nossa comunidade brasileira possa trabalhar ombro a ombro com a comunidade alemã, para produzirmos juntos, como já fazemos”, reforçou o coordenador. 

A coordenadora do Atto pela Alemanha, Susan Trumbore, do MPI-BGC, ressaltou a relevância da cooperação científica entre os dois países e a complementaridade das pesquisas. “Temos diferentes equipes. Por exemplo, a área de micrometeorologia é liderada pelo Brasil, outras áreas são lideradas pela Alemanha, como os estudos sobre gases de efeito estufa. Então, podemos juntar todas elas onde temos um grupo mais forte em cada lado e fazermos pesquisa de ponta dentro do Atto”, explicou. 

Workshop 

Durante os três dias de programação, o workshop contou com palestras, exposições e sessões técnicas para apresentação de resultados, integração de grupos de pesquisa e definição de novas agendas de cooperação.  

O aniversário de 10 anos da Torre Atto simboliza a consolidação de um dos maiores projetos de cooperação científica internacional voltados para a Amazônia e o compromisso contínuo do Brasil em promover ciência de excelência para enfrentar desafios globais, como mudanças climáticas, sustentabilidade e preservação da floresta. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Governo do Brasil anuncia ações para fortalecer proteção ambiental e enfrentar mudanças climáticas

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A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, participou, nesta quarta-feira (10), da cerimônia em que o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, anunciou um conjunto de ações para fortalecer a proteção ambiental, enfrentar a mudança do clima e impulsionar o desenvolvimento sustentável no País. O evento, que ocorreu no Palácio do Planalto e celebrou o Dia Mundial do Meio Ambiente, reuniu ministros, autoridades e representantes da sociedade civil.   

Durante a cerimônia, o Governo do Brasil apresentou medidas voltadas à conservação dos biomas brasileiros, à ampliação do reconhecimento dos serviços ambientais prestados por comunidades tradicionais e à preparação do País para os desafios da transição ecológica e da adaptação climática. 

Um dos principais atos foi a sanção da Lei da Política Nacional para Recuperação da Caatinga que, acompanhada do lançamento do Programa Recaatingar, passa a contar com aporte inicial de R$ 60 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do Banco do Nordeste (BNB). Além disso, foi anunciada a regulamentação da Política Nacional de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), investimentos voltados para a agenda ambiental brasileira, além de outras ações.  

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Segundo Luciana Santos, a participação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) reforça a importância da produção científica e da inovação tecnológica para subsidiar políticas públicas de proteção ambiental, monitoramento dos biomas, enfrentamento dos eventos climáticos extremos e desenvolvimento de soluções sustentáveis para o País. “A ciência, a tecnologia e a inovação têm papel decisivo na construção de um modelo de desenvolvimento capaz de combinar crescimento econômico, inclusão social e preservação ambiental. O conhecimento científico é fundamental para orientar políticas públicas e gerar soluções para os desafios climáticos do presente e do futuro”, destacou. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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