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Zema reforça papel do agro em Minas e cobra ações do Governo Federal sobre o leite importado

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Durante a 2ª Conferência Agropecuária do Norte de Minas, realizada em Montes Claros na última quinta-feira (11), o governador Romeu Zema ressaltou o protagonismo do agronegócio no estado e defendeu mais apoio aos produtores rurais. O evento reuniu lideranças do setor, empresários e representantes de sindicatos rurais para debater temas estratégicos para o fortalecimento da agropecuária mineira.

Entre os principais assuntos discutidos estiveram a gestão dos recursos hídricos, a regulamentação de poços artesianos, os novos projetos de irrigação e a valorização do produtor de leite, setor que enfrenta dificuldades devido à concorrência com o produto importado.

Zema critica importação de leite e cobra posicionamento do Governo Federal

Questionado sobre as dificuldades enfrentadas pelos produtores de leite, Zema destacou as ações do governo estadual em apoio ao setor, como o movimento “Minas Grita pelo Leite”, realizado em parceria com o Sistema Faemg Senar. O governador voltou a criticar a importação de leite em pó da Argentina e do Uruguai, que, segundo ele, compromete a competitividade dos produtores locais.

“A questão do leite extrapola o que é a realidade de Minas. Quem define as regras de importação é o Governo Federal. Temos pleiteado para que essa importação seja suspensa, porque está chegando a um custo inviável para quem produz aqui. O Estado tem feito o que está ao seu alcance. Já estive com o ministro da Agricultura e com o vice-presidente, mas parece que o Governo Federal não quer muito olhar para o setor”, afirmou Zema.

Encontro reúne lideranças e apresenta novas demandas do setor

Promovido pela Associação dos Sindicatos dos Produtores Rurais do Norte de Minas (Aspronorte), o evento fez parte da agenda oficial do governador. No encerramento, um documento com as principais demandas da região foi entregue a Zema.

“Estamos sempre abertos a sugestões. Aquilo que for possível legal e financeiramente, estamos de braços abertos para levar adiante. O agro tem sido a grande locomotiva de Minas, e queremos dar todo apoio”, declarou o governador.

Avanços conquistados em conferências anteriores

Durante a 1ª Conferência Agropecuária do Norte de Minas, realizada em 2025, produtores rurais conquistaram importantes avanços após diálogo direto com o Governo Estadual. Entre os resultados, destacam-se a dispensa de licenciamento ambiental para propriedades de até 1.000 hectares, a outorga sazonal na bacia do Rio São Francisco e a revisão de multas ambientais.

“Tivemos diversos avanços nos últimos anos. O governador veio mostrar o que tem sido feito em nome do produtor rural. Aproveitamos também para apresentar novas demandas, todas com embasamento técnico. O Governo de Minas tem reconhecido nossos pleitos como legítimos e tem nos atendido, o que eleva o setor agropecuário ao protagonismo que merece”, destacou Astério Itabayana Neto, vice-presidente do Sistema Faemg Senar e presidente da Aspronorte.

Participação de lideranças reforça compromisso com o agro mineiro

A conferência também contou com a presença do vice-presidente do Sistema Faemg Senar, André Nunes Costa, da gerente de sustentabilidade Mariana Ramos e do gerente regional Luiz Rodolfo. As lideranças reforçaram o compromisso da instituição com o desenvolvimento sustentável do agronegócio mineiro e com o fortalecimento das políticas públicas voltadas ao campo.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Safrinha de milho avança no Centro-Sul e produção brasileira deve se aproximar de 140 milhões de toneladas

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A colheita da segunda safra de milho 2026 segue avançando no Centro-Sul do Brasil e alcançou 4,4% da área cultivada até o início de junho, segundo levantamento da AgRural. O índice representa um avanço significativo em relação aos 2,4% registrados na semana anterior e supera o percentual de 1,9% observado no mesmo período da safra passada.

O desempenho dos trabalhos é liderado por Mato Grosso, principal produtor nacional do cereal, onde as condições de campo têm favorecido o avanço das colheitadeiras. Enquanto isso, Paraná e Mato Grosso do Sul começam a ganhar participação na colheita, embora em ritmos distintos.

Mato Grosso lidera colheita da safrinha

O estado de Mato Grosso continua puxando o ritmo da colheita nacional. Beneficiado pelo bom desenvolvimento das lavouras e pelas condições climáticas mais favoráveis, o estado apresenta perspectivas de produtividade acima da média e deve novamente responder por uma parcela importante da produção brasileira de milho.

No Paraná, segundo maior produtor da safrinha, os trabalhos ainda avançam lentamente devido aos elevados níveis de umidade nas áreas produtoras, o que dificulta a entrada das máquinas no campo.

Já em Mato Grosso do Sul, a colheita começou em áreas isoladas, marcando o início dos trabalhos no estado e ampliando a participação da região Centro-Oeste na oferta nacional do cereal.

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Estiagem reduz potencial em alguns estados

Apesar do bom desempenho observado em Mato Grosso, a revisão mais recente da AgRural trouxe ajustes negativos para algumas regiões produtoras.

A consultoria reduziu suas estimativas para Goiás, Minas Gerais e São Paulo em razão da estiagem registrada durante fases importantes do desenvolvimento das lavouras. A falta de chuvas comprometeu parte do potencial produtivo nesses estados, limitando os ganhos esperados para a temporada.

Mesmo assim, as perdas foram parcialmente compensadas pelos excelentes resultados projetados para outras áreas do Centro-Sul, especialmente em Mato Grosso, onde as produtividades seguem surpreendendo positivamente.

Produção da safrinha permanece acima de 108 milhões de toneladas

Após a revisão de maio, a estimativa da AgRural para a produção da safrinha 2026 passou para 108,2 milhões de toneladas, uma redução de apenas 900 mil toneladas em comparação com a projeção anterior.

O ajuste é considerado relativamente pequeno diante das dificuldades climáticas enfrentadas em algumas regiões e reforça o cenário de ampla oferta para o mercado interno e para as exportações brasileiras.

Brasil caminha para uma safra recorde de milho

Somando os volumes previstos para a primeira, segunda e terceira safras, a produção total de milho do Brasil na temporada 2025/26 deverá atingir 139,9 milhões de toneladas.

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O número representa crescimento em relação à estimativa anterior, de 138,9 milhões de toneladas, e um salto expressivo frente às 113,2 milhões de toneladas colhidas na safra 2024/25.

Caso o potencial produtivo seja confirmado, o país consolidará uma das maiores colheitas de milho de sua história, fortalecendo sua posição entre os principais exportadores globais do cereal.

Mercado acompanha avanço da oferta

Com a intensificação da colheita nas próximas semanas, o mercado passa a monitorar o impacto do aumento da oferta sobre os preços internos. Além disso, o comportamento das exportações, a demanda da indústria de etanol de milho e o consumo do setor de proteína animal serão fatores decisivos para a formação dos preços no segundo semestre.

A expectativa do setor é de que a entrada gradual da nova safra amplie a disponibilidade do cereal no mercado brasileiro, mantendo o país em posição estratégica para atender tanto o consumo doméstico quanto a demanda internacional.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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