Cuiabá

20 anos da ocupação do Palácio Filinto Müller: o seu nome agora é Palácio Paschoal Moreira Cabral, a sede do poder legislativo de Cuiabá

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No artigo publicado no dia 5 de agosto, nós tratamos a respeito da difícil situação que a Câmara Municipal de Cuiabá enfrentava sem uma sede própria e adequada às suas atividades. Neste artigo, apresentaremos o episódio da ocupação do Palácio Filinto Müller e a sua conquista pelos vereadores no mês agosto de 2005, há exatos 20 anos.

&nbsp&nbsp&nbsp&nbsp&nbsp&nbsp&nbsp&nbsp&nbsp&nbsp&nbsp No ano de 2001, a Câmara Municipal de Cuiabá deixou o prédio que ocupava na rua Comandante Costa, vizinho ao Colégio Coração de Jesus, e alugou um imóvel na avenida Getúlio Vargas, esquina com a rua Batista das Neves. Esse imóvel pertencia à Receita Federal e foi alugado à câmara pelo valor de 15 mil reais. De posse do prédio, os vereadores verificaram que a mudança carregava os mesmos problemas vivenciados em outros endereços, pois o prédio era antigo, deteriorado pelo tempo e uso, e não possuía dependências características e necessárias para um parlamento, como plenário e gabinetes.

&nbsp&nbsp&nbsp&nbsp&nbsp&nbsp&nbsp&nbsp&nbsp&nbsp&nbsp &nbspA vereadora Chica Nunes foi eleita no ano de 2005 para ser a presidente do biênio (2005-2006). Já no início das atividades legislativas do biênio, ela disse à imprensa que um dos objetivos da sua gestão era resolver a lamentável situação que vivia a câmara quanto a uma sede própria. Disse que era sabedora que naquele ano os deputados estaduais inaugurariam uma nova sede, no Centro Político Administrativo (CPA) e deixariam o Palácio Filinto Müller para o governo do Estado. Chica Nunes entendia desde então, que entregar esse imóvel ao governo estadual, ao invés de destinar ao município, seria um desrespeito histórico com Cuiabá, e em especial, com o seu poder legislativo, como veremos.

&nbsp&nbsp&nbsp&nbsp&nbsp&nbsp&nbsp&nbsp&nbsp&nbsp&nbsp Iniciada a Sessão Ordinária na manhã do dia 18 de agosto de 2005, a presidente a suspendeu, e convocou todos os vereadores para se reunirem na sala da presidência, para uma reunião urgente. No retorno ao plenário, os parlamentares analisaram um processo que dispunha sobre a alteração da Lei Municipal nº 879, de 10 de junho de 1966. Essa lei de 1966 versava sobre a doação da área da praça Moreira Cabral para a construção da sede da Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Ocorre, que no dia anterior (17/08), os deputados estaduais haviam desocupado o prédio e se instalado no novo, construído no CPA. Na alteração legal que os vereadores aprovaram, previa-se que caso a área deixasse de ser destinada à Assembleia Legislativa, ela retornaria, sem ônus, para o patrimônio da cidade, e seria destinada à Câmara Municipal de Cuiabá. Estava assim autorizada pelos poderes municipais a transferência da sede da câmara para a praça Moreira Cabral.

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&nbsp&nbsp&nbsp&nbsp&nbsp&nbsp&nbsp&nbsp&nbsp&nbsp&nbsp No entanto, Blairo Maggi, governador do Estado na época, já tinha planos para o prédio. Seu intuito era destinar o palácio Filinto Müller para abrigar três secretarias de governo e o idealizado Centro Cultural da América do Sul. A entrega do imóvel pelos deputados estaduais ao Estado seria uma forma de compensação financeira, visto que os recursos utilizados para a retomada da construção da nova sede no CPA foram oriundos do tesouro estadual.

&nbsp&nbsp&nbsp&nbsp&nbsp&nbsp&nbsp&nbsp&nbsp&nbsp&nbsp Cientes dos planos do governador, mas indignados com a destinação que seria dada ao imóvel, os vereadores saíram da sessão e foram até o Palácio Filinto Müller, e resolveram ocupa-lo, e estavam dispostos a permanecer dentro do prédio até que uma reunião fosse realizada com Blairo Maggi. De imediato, os representantes estaduais reagiram violentamente, acusando os parlamentares cuiabanos de terem praticado um ato ilegal de invasão de um patrimônio alheio. Para demonstrarem a sua disposição e resistência, oito vereadores dormiram na sala da presidência, recendendo alimentação pela janela (foto) e dormindo em colchonetes. Enquanto isso, policiais militares cercavam o prédio e impediam a entrada e saída de qualquer pessoa, ameaçando a todo momento a retirada à força dos vereadores. Após vinte e quatro horas de vigília no prédio, os vereadores foram informados que o governador os receberiam no dia 24 de agosto, e por isso, resolveram deixar o prédio, satisfeitos com o resultado da ação.

O encontro marcado foi realizado no Palácio Paiaguás, sede do governo do Estado. Todos os 19 vereadores compareceram à reunião, acompanhados do prefeito municipal Wilson Santos, com o objetivo de garantir o prédio para o legislativo. Mas o governador estava irredutível, não concordava em não utilizar o palácio Filinto Müller para os seus projetos. Sugeria sim, que todos os envolvidos firmassem um compromisso de auxílio financeiro para a construção de uma sede definitiva para a câmara municipal, em outro local. Mas o que pairava para os vereadores era: ter um prédio, mesmo que provisório, ou ficar com uma mera promessa, como vinha ocorrendo há décadas? Após duas horas de reunião, o governador concordou em deixar o Palácio Filinto Müller para a Câmara Municipal de Cuiabá.

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&nbsp&nbsp&nbsp&nbsp&nbsp&nbsp&nbsp&nbsp&nbsp&nbsp&nbsp Os fatos necessitam de tempo para serem melhor avaliados. No calor do processo, as emoções deixam as visões turvas e conseguimos enxergar somente aquilo que é mais fácil. Do lado do governador havia um projeto que ia contra a lógica de concentrar os poderes estaduais no CPA. Seria bem-vindo um espaço cultural destinado à América do Sul, logo no ponto geodésico central do continente sul-americano. Mas devemos analisar as prioridades, e ela cabia à Câmara de Cuiabá naquele momento. Poucos conhecem a importância histórica da Câmara de Cuiabá. Quando ela foi criada, no ano de 1727, serviu, solitariamente, como representante oficial do império português em terras espanholas, postando-se de certa forma, portanto, ilegalmente. Mas foi por conta da sua presença, persistência e solidez, que as terras que formam o Mato Grosso foram incorporadas ao reino português na assinatura do Tratado de Madrid, em 1750. Mato Grosso tem uma dívida com o parlamento cuiabano, e como vimos no artigo do dia 5 de agosto, o sonho de residir na praça Moreira Cabral vinha desde 1963. Desse episódio, portanto, não extraímos vitoriosos ou derrotados, e sim uma justiça com o legislativo cuiabano, que merece ter um imóvel próprio e adequado, pois um endereço, para todos nós, faz parte da nossa identidade.&nbsp

&nbsp&nbsp&nbsp&nbsp&nbsp&nbsp&nbsp&nbsp&nbsp&nbsp&nbsp A primeira sessão dos vereadores de Cuiabá na nova sede foi realizada semanas depois da ocupação, no dia 4 de outubro de 2005, e o prédio passou a ter, desde então, um outro nome: Palácio Paschoal Moreira Cabral.

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Danilo Monlevade

Secretaria de Apoio à Cultura

[email protected]

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Fontes de Pesquisa:

Entrevistas: Domingos Sávio (08/08/2025) e Ivan Evangelista (09/08/2025).

Jornal A Gazeta (2005).

Jornal Diário de Cuiabá (2005).

Livro Ata 2005 – Acervo do Arquivo Geral da Câmara Municipal de Cuiabá.

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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Cuiabá

Escola André Avelino Ribeiro conquista título masculino dos JECs 2026; finais femininas serão hoje

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A Escola Estadual Militar André Avelino Ribeiro conquistou o título do voleibol masculino dos Jogos Estudantis Cuiabanos (JECs) 2026 na quinta-feira (11), ao vencer o Colégio Isaac Newton por 3 sets a 1, em uma partida marcada pelo equilíbrio, pela intensidade das disputas e pela forte presença das torcidas, que incentivaram suas equipes durante todo o confronto no Ginásio Verdinho, em Cuiabá.

Agora, as atenções se voltam para as finais femininas da modalidade, que serão disputadas nesta sexta-feira (12), também no Ginásio Verdinho. Às 17h, o Centro Educacional Maria Auxiliadora (Cema) enfrenta o Colégio Isaac Newton pela categoria feminina de 12 a 14 anos. Em seguida, às 18h, o Colégio Isaac Newton encara a Escola Estadual Pascoal Moreira Cabral na decisão da categoria feminina de 15 a 17 anos.

Os Jogos Estudantis Cuiabanos seguem até o dia 30 de junho, reunindo estudantes de escolas públicas e privadas da capital em diversas modalidades esportivas.

Título masculino foi decidido em jogo equilibrado

A final masculina da categoria 15 a 17 anos encerrou a programação de quinta-feira com um confronto disputado entre a Escola André Avelino Ribeiro e o Colégio Isaac Newton. Após uma partida de alto nível técnico, a equipe campeã venceu por 3 sets a 1 e garantiu o título da competição.

O jogo foi acompanhado por estudantes, professores, familiares e torcedores, que lotaram as arquibancadas do Ginásio Verdinho e contribuíram para o clima de decisão.

A conquista coroou a campanha da Escola André Avelino Ribeiro ao longo do torneio e confirmou a consistência da equipe durante toda a competição.

Finais femininas prometem equilíbrio

As finais femininas reúnem equipes que se destacaram ao longo dos JECs 2026 e chegam à decisão após campanhas marcadas por dedicação e superação.

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Na categoria de 12 a 14 anos, Centro Educacional Maria Auxiliadora e Colégio Isaac Newton disputam o título a partir das 17h.

Logo depois, às 18h, o Colégio Isaac Newton enfrenta a Escola Estadual Pascoal Moreira Cabral na decisão da categoria de 15 a 17 anos.

As equipes garantiram vaga nas finais após superarem adversários em confrontos equilibrados nas fases anteriores da competição.

Atletas destacam preparação e dedicação

Entre os estudantes que chegaram às fases decisivas, o esforço nos treinamentos aparece como um dos principais fatores para o desempenho alcançado.

O atleta Arthur Carlos Caseros Dias, de 14 anos, do Colégio Isaac Newton, destacou a preparação da equipe durante a competição.

“Muito treinamento e foco. Sempre treinando bastante para conseguir chegar nesse nível, na final.”

Ele também ressaltou o equilíbrio dos confrontos disputados ao longo do torneio.

“Foi difícil, muito disputado. Tem muito time bom.”

Pela equipe feminina do Colégio Isaac Newton, Ana Beatriz Ouro dos Santos, de 15 anos, afirmou que a união do grupo foi fundamental para chegar à decisão.

“A nossa preparação foi bem intensa, com treinos todos os dias, foco total e motivação sempre, uma motivando a outra. O time está bem unido e todo mundo animando.”

Ela também destacou a importância de representar a escola nos Jogos Estudantis Cuiabanos.

“Para mim, é muito gratificante representar a minha escola em uma competição desse nível.”

Escola estadual busca conquista inédita

Do lado da Escola Estadual Pascoal Moreira Cabral, as atletas também destacam a dedicação necessária para alcançar a final.

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Maria Eduarda de Oliveira, de 16 anos, afirmou que a equipe conciliou estudos e treinamentos para chegar à decisão.

“Nós treinamos bastante, inclusive fora do horário de aula, e nos dedicamos muito. A nossa expectativa para hoje é vencer. Estamos com foco total e muita fé.”

Para ela, a campanha representa um momento importante para a escola.

“Chegar à final é uma honra imensa e serve para mostrar o nosso valor.”

A atleta Amanda Vitória Pinheiro de Souza, também de 16 anos, ressaltou o comprometimento do grupo durante a preparação.

“Treinamos bastante, inclusive aos sábados, e nos dedicamos muito para poder chegar até aqui. A nossa expectativa é vencer e jogar muito bem.”

Famílias acompanham a trajetória das equipes

Nas arquibancadas, familiares acompanham de perto o desempenho dos estudantes. Mãe da atleta Giovana Camille, da Escola Estadual Pascoal Moreira Cabral, Ana Isaura Dias destacou o orgulho de ver a equipe alcançar a decisão.

“É extraordinário ver a raça e a luta delas para estar nesta final. É muito gratificante vê-las competindo de igual para igual contra equipes muito fortes e chegando a uma final.”

Ela também ressaltou a contribuição do esporte para a formação dos jovens.

“O esporte é fundamental porque ensina limites, responsabilidade e, principalmente, humildade para reconhecer quando erram, ganham ou perdem.”

Com as finais femininas desta sexta-feira, o voleibol encerra sua programação nos Jogos Estudantis Cuiabanos 2026. A competição segue até o dia 30 de junho, promovendo integração, desenvolvimento esportivo e participação estudantil entre escolas das redes pública e privada de Cuiabá.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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