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3º encontro do Programa Cidades Verdes Resilientes: Governo do Brasil lança edital para arborização urbana e ferramenta para mapear ilhas de calor

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Na abertura do 3º Encontro Nacional do Programa Cidades Verdes Resilientes (PCVR), na manhã desta quinta-feira (7/5), em Brasília (DF), o Governo do Brasil anuncia iniciativas para enfrentar os efeitos da mudança do clima nas cidades brasileiras. O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, e representantes dos Ministérios das Cidades e da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) estarão presentes.

Entre as medidas, estão o edital ArborizaCidades, resultado do Plano Nacional de Arborização Urbana (PlaNAU), que destinará R$ 19 milhões para apoiar municípios com população entre 20 mil e 750 mil habitantes a elaborar ou revisar seus planos e realizar plantios de arborização urbana, e o GEOCAU, nova versão do Cadastro Ambiental Urbano (CAU), que mapeia as ilhas de calor nas cidades e permite identificar e planejar ações para ampliar e qualificar as áreas verdes.

No evento, serão lançadas também duas publicações. Apresentada em cinco volumes, a “Coletânea Brasileira de Arborização Urbana”, que contou com o trabalho de 580 autores e colaboradores de cerca de 90 instituições de todo o Brasil, traz informações sobre impactos da arborização urbana sobre a biodiversidade, serviços ecossistêmicos e manejo, além de orientações para sua gestão – incluindo listas de espécies nativas recomendadas – para cada região do país. O estudo “Saúde e ondas de calor no Brasil: Evidências sobre mortalidade, morbidade hospitalar e implicações para o SUS” reúne e analisa a literatura científica sobre o impacto das ondas de calor na saúde da população brasileira, sintetizando termos e conceitos relevantes para a compreensão do assunto.

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3º Encontro Nacional do PCVR

A edição do 3º Encontro Nacional do PCVR, que acontece até a sexta-feira (8/5), terá programação dedicada a discutir o tema “Enfrentando o Calor Urbano Extremo com Soluções Baseadas na Natureza”, que reflete o alinhamento entre agendas nacionais e internacionais voltadas à adaptação climática e ao resfriamento sustentável. Segundo a Organização Meteorológica Mundial (2026), os últimos 11 anos foram os mais quentes já registrados. No Brasil, eventos de calor extremo têm se tornado mais frequentes, intensos e prolongados, pressionando sistemas energéticos, serviços essenciais e a infraestrutura urbana, além de ampliar desigualdades e riscos socioambientais.

As cidades estão na linha de frente desses impactos. As Soluções Baseadas na Natureza (SbN) têm papel estratégico para reduzir temperaturas, melhorar a qualidade ambiental, promover a saúde urbana e fortalecer a resiliência, especialmente em áreas mais vulneráveis. O Governo do Brasil, por meio do MMA, Ministério das Cidades e MCTI, com apoio de organizações da sociedade civil e parceiros internacionais, vem avançando em políticas e instrumentos que apoiam diretamente os municípios na adaptação ao calor extremo. 

Após a abertura do evento, ocorre a palestra magna “Calor Extremo Urbano e seus Impactos”, com a participação do professor da Universidade de São Paulo (USP), Carlos Nobre, e da pesquisadora da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) e da Rede Clima, Mila Montezuma.

O primeiro dia do encontro acontece no Auditório JK na sede da PGR. A programação do segundo dia será realizada no Auditório Nereu Ramos, na Câmara dos Deputados.

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O evento é realizado pelo MMA, Ministério das Cidades e MCTI, COP30, Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e Cool Coalition com apoio da C40, Pacto Global de Prefeitos pelo Clima e a Energia (GCoM), WRI, ICLEI, Centro Brasil no Clima, Consórcio Brasil Verde, CCFLA e demais parceiros.

Programa Cidades Verdes Resilientes

Lançado em 2024, o PCVR demonstra avanços expressivos na promoção da qualidade ambiental e no fortalecimento da resiliência urbana frente à mudança do clima, alcançando cerca de 1,3 mil municípios brasileiros, o equivalente a 23% do total.

CREDENCIAMENTO Os profissionais de imprensa que desejam fazer a cobertura do evento devem realizar o credenciamento pelo link.

SERVIÇO

3º encontro do Programa Cidades Verdes Resilientes: Governo do Brasil lança edital para arborização urbana e nova versão de ferramenta para mapear ilhas de calor

🗓️ Data: 7 de maio de 2025, quinta-feira
Horário: 9h
📍 Local: Auditório JK da Procuradoria Geral da República (acesso preferencial pela portaria do estacionamento externo do Bloco H)
🎥 Transmissão: O link será disponibilizado em breve.

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051
Acesse o Flickr do MMA

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Mercado global de açúcar pode registrar déficit em 2026/27, alerta Organização Internacional do Açúcar

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A Organização Internacional do Açúcar projeta que o mercado global de açúcar deverá entrar em déficit na safra 2026/27, sinalizando uma possível mudança no equilíbrio entre oferta e demanda após um período de superávit mundial.

Segundo estimativa divulgada pela entidade em atualização trimestral, o déficit global deverá alcançar 0,262 milhão de toneladas métricas na próxima temporada, refletindo principalmente uma queda prevista de cerca de 2 milhões de toneladas na produção mundial.

El Niño amplia preocupação com oferta global de açúcar

De acordo com a OIA, o avanço do fenômeno climático El Niño aumenta os riscos para importantes regiões produtoras, elevando as preocupações com produtividade agrícola e oferta global da commodity.

O relatório aponta que as condições climáticas podem afetar diretamente a produção de cana-de-açúcar em grandes exportadores, alterando o comportamento do mercado internacional ao longo de 2026 e 2027.

A entidade destacou que a previsão de déficit marca a primeira estimativa oficial para a safra 2026/27.

Superávit global de açúcar em 2025/26 foi revisado para cima

Apesar da perspectiva de déficit futuro, a Organização Internacional do Açúcar revisou para cima sua projeção de superávit global na temporada 2025/26, considerando o ciclo entre outubro e setembro.

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A estimativa passou de 1,22 milhão para 2,244 milhões de toneladas métricas, indicando oferta ainda confortável no curto prazo.

Segundo a entidade, o cenário atual tende a manter os preços relativamente estáveis nos próximos meses.

“A perspectiva para os preços nos próximos três meses é neutra, pois o superávit de 2025/26 é modesto”, informou a organização.

Formação de estoques pode sustentar preços internacionais

Mesmo com oferta global positiva na temporada atual, a OIA avalia que alguns fatores podem limitar pressões de baixa sobre os preços internacionais do açúcar.

Entre eles estão:

  • preocupações com redução no uso de fertilizantes;
  • aumento das operações de hedge;
  • formação preventiva de estoques;
  • incertezas climáticas relacionadas ao El Niño.

Segundo a entidade, esses elementos podem contribuir para maior sustentação dos preços no mercado internacional.

Produção global de etanol deve crescer em 2026

O relatório também apresentou projeções para o mercado global de etanol, setor diretamente ligado à cadeia sucroenergética.

A expectativa da OIA é que a produção mundial avance de 123,1 bilhões para 129,4 bilhões de litros em 2026, impulsionada principalmente pela recuperação da produção brasileira e pela expansão do setor na Índia.

O consumo global de etanol também deverá crescer, passando de 122,9 bilhões para 126,9 bilhões de litros, embora ainda permaneça abaixo da oferta prevista.

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Alta do petróleo fortalece demanda por biocombustíveis

Segundo a organização, o aumento dos preços do petróleo, influenciado pelas tensões geopolíticas no Golfo Pérsico, vem ampliando o interesse global pelos biocombustíveis.

A OIA destacou que diversos países estão ampliando programas de mistura de etanol à gasolina como estratégia energética e ambiental.

Entre os movimentos citados pela entidade estão:

  • o avanço do E32 no Brasil;
  • discussões sobre E25 na Índia;
  • ampliação do E20 na União Europeia.

Os biocombustíveis ganham competitividade econômica em cenários de petróleo elevado, favorecendo a demanda por etanol produzido a partir da cana-de-açúcar e do milho.

Brasil segue no centro das atenções do mercado sucroenergético

Com a recuperação da produção nacional prevista para 2026, o Brasil deve continuar exercendo papel estratégico no abastecimento global tanto de açúcar quanto de etanol.

O desempenho climático da safra brasileira, aliado ao comportamento da demanda internacional por biocombustíveis, deverá ser determinante para o equilíbrio do mercado global nos próximos ciclos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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