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3tentos inicia processamento de canola em Ijuí (RS) e projeta expansão da safra gaúcha

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Investimento de R$ 60 milhões para adaptar planta industrial

A empresa investiu R$ 60 milhões na adaptação da unidade de Ijuí, garantindo infraestrutura tecnológica e seguro integrado para o processamento da canola. Para o início da operação, a 3tentos recebeu 70 mil toneladas da oleaginosa, matéria-prima utilizada na produção de farelo e óleo/biodiesel.

João Marcelo Dumoncel, CEO da 3tentos, ressaltou que a companhia lidera o movimento de ampliação da cultura no Rio Grande do Sul, oferecendo assistência técnica aos produtores e um programa de “barter” (troca por insumos), incluindo seguro agrícola.

Canola apresenta preços vantajosos e alto rendimento industrial

Segundo a empresa, os preços da canola se mostram atrativos aos agricultores, com prêmio de 5% a 10% sobre a soja, revertendo o cenário de anos anteriores, quando a oleaginosa tinha desconto de 5% a 10% frente à safra de verão.

Além disso, a canola apresenta elevado rendimento industrial, produzindo cerca de 400 quilos de óleo por tonelada, o dobro da produtividade média da soja.

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Expansão da área plantada no Rio Grande do Sul

Em 2025, o Rio Grande do Sul cultivou 240 mil hectares de canola, número que poderá dobrar no próximo ciclo, conforme projeção da 3tentos. A estratégia é posicionar a canola como cultura de rotação de inverno, alternando com o trigo sem substituí-lo, aproveitando áreas atualmente sem uso agrícola durante o ano.

“O Estado tem uma área descoberta que não apresenta atividade econômica significativa o ano todo. Estamos incentivando o produtor a ocupar esse espaço sem reduzir a área de trigo, acrescentando a canola como cultura de inverno”, explicou Dumoncel.

3tentos amplia suporte a produtores rurais

A companhia conta atualmente com cerca de 24 mil produtores parceiros, oferecendo insumos e adquirindo a produção agrícola. A iniciativa faz parte do programa da 3tentos para estimular o cultivo de canola no Rio Grande do Sul, fortalecendo a diversificação agrícola e a rentabilidade do setor no estado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Negociação entre os dois países vai discutir sobretaxas de até 37,5%

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Açúcar, pescados e produtos de madeira estão entre os segmentos do agronegócio que poderão se beneficiar de um eventual acordo comercial entre Brasil e Estados Unidos. Os dois países decidiram criar um grupo de trabalho para discutir as barreiras ao comércio bilateral, abrindo uma nova etapa de negociação sobre cobranças adicionais que, para determinados produtos, chegam a 37,5%. Ainda não houve anúncio de redução das tarifas.

O peso dessas medidas é desigual dentro do setor. Enquanto o açúcar enfrenta sobretaxa de 25% e os pescados estão sujeitos à cobrança adicional de 12,5%, vários tipos de madeira, gorduras e óleos podem ser alcançados pela soma das duas alíquotas. Para esses exportadores, a negociação representa a possibilidade de recuperar competitividade no mercado americano.

Outras cadeias importantes do agro foram preservadas das medidas. Segundo levantamento divulgado em julho pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), café, carnes, suco de laranja, frutas e a maior parte das exportações de celulose estão entre as mercadorias excluídas dessas sobretaxas. A distinção é relevante porque as restrições não atingem todos os produtos brasileiros da mesma forma.

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A criação do grupo foi acertada na quarta-feira (30), em Milwaukee, no estado americano de Wisconsin. Participaram da reunião os ministros Mauro Vieira, das Relações Exteriores, e Márcio Elias Rosa, do Mdic, além do representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer. O encontro ocorreu durante a reunião de ministros do Comércio do G20.

O próximo movimento cabe a Washington, que deverá apresentar nas próximas semanas um documento com os temas propostos para a negociação. Além das tarifas, o trabalho deverá abranger outros entraves às trocas comerciais. O comunicado brasileiro não detalhou quais produtos serão discutidos nem estabeleceu uma data para a conclusão de um acordo.

As sobretaxas anunciadas em julho resultam de duas investigações conduzidas pelos Estados Unidos. Uma delas trata de práticas comerciais brasileiras contestadas pelo governo americano, incluindo as condições de acesso ao mercado de etanol. A outra envolve exigências americanas para impedir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forç

Fonte: Pensar Agro

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