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6ª reunião do CPG lagosta apresenta dados para pesca sustentável da espécie

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O Comitê Permanente de Gestão da Pesca e do Uso Sustentável das Lagostas (CPG Lagosta) realizou sua 6ª reunião ordinária nos dias 3 e 4 de dezembro, na qual foram discutidas informações sobre a atividade pesqueira, apresentado o painel de avaliação da safra da lagosta com dados que visam uma pesca sustentável da espécie.

O CPG Lagosta tem a finalidade de propor estratégias de monitoramento, controle e avaliação da gestão da espécie. Na reunião, o Grupo Técnico-Científico de assessoramento do CPG divulgou análises e a atualização da situação da pesca atual, evidenciando os dados referentes ao esforço de pesca e da biomassa das lagostas.

De acordo com o professor e coordenador do Grupo Técnico-Científico, Marcelo Nóbrega, os dados revelam informações relacionadas à sustentabilidade das lagostas. “A gente ajuda a dar subsídios para que sigamos redimensionando e quantificando a cota de captura das lagostas, visando uma exploração sustentável a médio e longo prazo, para que os estoques não declinem. Também destacamos o trabalho sobre a distribuição espacial e a produção relacionada às horas de pesca e ao número de embarcações, do Espírito Santo ao Pará”, afirma.

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O pescador e presidente da Colônia de Pesca no Rio Grande do Norte, Francisco Antônio Bezerra, fez uma avaliação positiva do encontro. “A avaliação que eu faço é positiva, porque aqui é onde a gente discute a problemática da pesca. Aqui debatemos a situação do pescador e utilizamos esse espaço para apresentar recomendações para regularizar, principalmente, quem faz a pesca com mergulho”, destaca.

A coordenadora de Gestão Participativa Costeiro-Marinha do MPA, Adayse Bossolani, declara que esse momento foi fundamental para o CPG aliar informações técnico-científicas aos saberes tradicionais de quem vive da pesca da lagosta. “O grupo técnico-científico traz dados sempre mais apurados a cada reunião, com atualizações da safra da lagosta. Aqui a gente consegue fazer uma troca, um aprofundamento muito rico com os membros. Então, de fato, o conhecimento técnico-científico se soma ao conhecimento tradicional, agregando percepções e adequando a gestão”, disse.

CPG Lagosta

O Comitê Permanente de Gestão da Pesca e do Uso Sustentável das Lagostas (CPG Lagosta) faz parte da Rede Nacional Colaborativa para Gestão Sustentável dos Recursos Pesqueiros — Rede Pesca Brasil. A Rede Pesca Brasil foi criada por meio do Decreto nº 10.736, de 29 de junho de 2021, e tem o objetivo de subsidiar a gestão para o uso sustentável dos recursos pesqueiros no país. Coordenada pela Secretaria de Aquicultura e Pesca do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SAP/MAPA), a Rede possui, dentro de sua estrutura, dez Comitês Permanentes de Gestão da Pesca e do Uso Sustentável dos Recursos Pesqueiros (CPGs).

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Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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Mato Grosso quer transformar liderança na produção de algodão em potência da indústria têxtil

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Maior produtor de algodão do Brasil, responsável por cerca de 71% da produção nacional, Mato Grosso pretende dar um novo passo no desenvolvimento do agronegócio: transformar sua liderança no campo em protagonismo também na indústria têxtil.

Para alcançar esse objetivo, o Governo do Estado lançou um programa de incentivo à verticalização da cadeia produtiva do algodão, criando mecanismos para estimular a instalação de indústrias de fiação, tecelagem e confecção em território mato-grossense.

A iniciativa busca reduzir a exportação de matéria-prima sem processamento, ampliar a agregação de valor à produção e fortalecer a economia regional por meio da industrialização.

Programa incentiva instalação de indústrias têxteis

Anunciado pelo governador Otaviano Pivetta, o novo modelo permitirá que produtores rurais transfiram créditos acumulados de ICMS para indústrias instaladas em Mato Grosso, reduzindo custos tributários e aumentando a competitividade do setor industrial.

A expectativa é atrair novos investimentos, ampliar o parque fabril e consolidar um ambiente mais favorável para empresas ligadas à cadeia têxtil.

Hoje, apesar da liderança absoluta na produção de algodão, apenas cerca de 3% da pluma produzida no Estado passa por processamento industrial local. A maior parte segue para outros estados ou é destinada ao mercado internacional, onde recebe maior valor agregado.

Verticalização busca gerar empregos e fortalecer economia

Além da transferência de créditos tributários, o programa prevê instrumentos como diferimento, suspensão e créditos presumidos de ICMS em diferentes etapas da cadeia produtiva. A regulamentação ocorrerá de forma alinhada à implementação da reforma tributária nacional.

A proposta complementa políticas já existentes, como os incentivos do Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso (Prodeic) e a isenção do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) para o algodão destinado às indústrias de fiação instaladas no Estado.

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Segundo o governo estadual, o objetivo é estimular a formação de polos industriais próximos às regiões produtoras, promovendo a geração de empregos, renda e desenvolvimento econômico no interior.

Estado reúne condições para ampliar parque industrial

Além da ampla oferta de matéria-prima, Mato Grosso apresenta fatores considerados estratégicos para a expansão da indústria têxtil, como disponibilidade de energia, melhoria da infraestrutura logística e potencial para qualificação da mão de obra.

A avaliação é que esses diferenciais colocam o Estado em posição favorável para se tornar um dos principais polos da indústria têxtil da América Latina.

Campo Verde demonstra potencial da industrialização

O município de Campo Verde já representa um exemplo do potencial de verticalização da cadeia do algodão em Mato Grosso.

A cidade concentra cinco indústrias voltadas à fiação e ao beneficiamento da fibra e responde atualmente por cerca de 6% da produção nacional de fios de algodão, tornando-se referência para novos investimentos no setor.

Outro fator que reforça esse cenário é a implantação do terminal ferroviário da Rumo, em Dom Aquino, cuja capacidade estimada de movimentação chega a 10 milhões de toneladas por ano, fortalecendo a logística para escoamento da produção industrial.

Interior deve concentrar novos investimentos

A estratégia do governo estadual vai além dos municípios já consolidados na produção agrícola.

O programa pretende estimular a instalação de indústrias em diferentes regiões de Mato Grosso, incentivando a criação de polos de tecelagem, malharia e confecção próximos às áreas produtoras de algodão.

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A expectativa é descentralizar o desenvolvimento econômico, ampliar as oportunidades de emprego e aumentar a participação da indústria na economia estadual.

Novo ciclo para a cotonicultura mato-grossense

Especialistas avaliam que o incentivo à verticalização representa uma nova etapa para a cadeia do algodão em Mato Grosso.

Após décadas de investimentos em pesquisa, tecnologia e ganhos de produtividade no campo, o desafio passa a ser transformar parte da matéria-prima produzida no Estado em produtos industrializados de maior valor agregado.

A trajetória da cotonicultura mato-grossense já foi impulsionada por iniciativas como a criação do Proalmat e do Facual, em 1997, programas considerados fundamentais para consolidar o crescimento da atividade.

Agora, o foco está em ampliar a participação da indústria dentro da cadeia produtiva.

Agregar valor para manter riqueza dentro do Estado

Com uma safra superior a 6,5 milhões de toneladas de algodão em pluma e aproximadamente 1,5 milhão de hectares cultivados, Mato Grosso domina a produção nacional da fibra.

O próximo desafio é fazer com que uma parcela cada vez maior dessa produção seja transformada dentro do próprio Estado, convertendo matéria-prima em fios, tecidos, confecções, empregos, renda e maior arrecadação para a economia mato-grossense.

A verticalização da cadeia produtiva desponta, assim, como uma das principais estratégias para ampliar a competitividade do agronegócio e fortalecer o desenvolvimento industrial de Mato Grosso nas próximas décadas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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