Saúde

Ministério da Saúde amplia investimentos em Santa Catarina com maternidade e novos veículos para transporte de pacientes

Publicado

O Ministério da Saúde anunciou, neste sábado (27), uma série de medidas para fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS) em Santa Catarina (SC). As ações incluem a emissão da ordem de serviço para uma maternidade, a entrega de veículos para transporte de pacientes, unidades odontológicas móveis, ambulâncias e equipamentos odontológicos. As iniciativas contam com investimento de mais de R$ 119,3 milhões do programa Agora Tem Especialistas e do Novo PAC Saúde, que ampliam o acesso da população a consultas, exames e tratamentos especializados, além de fortalecer a infraestrutura da rede pública de saúde.

“Hoje é um dia importante para a saúde em Santa Catarina. Os investimentos somam R$ 169 milhões. Entre as entregas estão 18 veículos destinados ao transporte de pacientes que realizam procedimentos eletivos, tratamento oncológico, hemodiálise, além de consultas e exames especializados. Isso garante um cuidado com mais segurança e conforto no SUS”, disse o secretário-executivo, Adriano Massuda.

Em Itajaí, o secretário também assinou, de forma simbólica, a autorização para o início das obras da Maternidade Municipal do município catarinense. Com investimento de R$ 103 milhões, a obra integra os esforços de expansão da rede de atenção especializada à saúde e ampliará a capacidade de atendimento materno-infantil no estado.

Entrega de veículos e equipamentos fortalece acesso à saúde especializada

Leia mais:  Espírito Santo recebe mais de 7 mil tubetes de insulina glargina para aplicação pelo SUS

Durante a agenda, foram entregues 18 micro-ônibus do programa Agora Tem Especialistas — Caminhos da Saúde, uma ambulância tipo A, 10 Unidades Odontológicas Móveis (UOMs) e três ambulâncias do SAMU 192. Somado a isso, foram destinados 109 equipamentos odontológicos para estruturar a Atenção Primária no estado. Os veículos e estruturas vão fortalecer o transporte de pacientes que precisam de tratamento fora de seus municípios, além de ampliar o acesso à saúde bucal e reforçar o atendimento de urgência e emergência em diferentes municípios catarinenses.

Os micro-ônibus entregues pelo Ministério da Saúde vão ampliar o transporte de pacientes para consultas, exames, tratamentos oncológicos, radioterapia e hemodiálise em municípios de diferentes regiões do estado. A iniciativa representa um avanço histórico para a saúde especializada no SUS, facilitando o acesso da população aos serviços especializados e garantindo que barreiras geográficas não impeçam a continuidade de tratamentos. Complementando a frota do Caminhos da Saúde, o município de Balneário Camboriú recebeu uma ambulância tipo A.

Já as Unidades Odontológicas Móveis vão ampliar o acesso aos serviços de saúde bucal em localidades com maior dificuldade de deslocamento da população até as unidades de saúde. As estruturas serão destinadas aos municípios de Abson Batista, Cerro Negro, Coronel Freitas, Correia Pinto, Laurentino, Major Gercino, Nova Itaberaba, Nova Trento, Santa Rosa de Lima e Turvo.

Leia mais:  Dia de Combate ao Fumo: Ministério da Saúde convida goianos a compartilhar os desafios de parar de fumar

Além disso, três novas ambulâncias do SAMU 192 serão entregues para os municípios de Concórdia, Navegantes e São Lourenço do Oeste, totalizando R$ 1,3 milhão em investimentos, o que reforça a rede de urgência e emergência e contribui para a renovação e ampliação da capacidade de atendimento pré-hospitalar no estado.

Por fim, a entrega dos 109 equipamentos odontológicos fortalece o programa Brasil Sorridente e garantem que as equipes de Saúde Bucal tenham meios de resolver problemas da população diretamente na porta de entrada do SUS.

Os novos anúncios se somam a uma marca histórica de investimentos do Novo PAC Saúde em Santa Catarina. Desde o lançamento do programa, foram selecionados 1.080 empreendimentos no estado, totalizando mais de R$ 1,06 bilhão em recursos federais. Entre as principais ações estão a construção de um Hospital Regional, quatro policlínicas, uma maternidade, 122 Unidades Básicas de Saúde (UBS), 11 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), um Centro Especializado em Reabilitação (CER), além da expansão da radioterapia, da renovação e ampliação da frota do SAMU 192 e equipamentos para cirurgias, telessaúde e laboratórios. Até junho de 2026, 1.949 equipamentos e veículos já haviam sido entregues aos municípios catarinenses.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

publicidade

Saúde

Brasil intensifica ações contra o sarampo diante de surto nos EUA e avanço da doença nas Américas

Publicado

Com o avanço do sarampo nos Estados Unidos e em outros países das Américas, o Ministério da Saúde reforça o alerta para o risco de o vírus chegar ao Brasil. Os EUA registram o maior número anual de casos em mais de 35 anos, segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC). Mais de 90% são pessoas não vacinadas ou com situação vacinal desconhecida, e a maioria tem até 19 anos. Na região, EUA, Guatemala, México, Peru e Canadá concentram mais de 95% dos casos confirmados em 2026, segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). 

No Brasil, o cenário é outro: as ações de vacinação e vigilância permitem identificar e responder rapidamente aos casos. Em 2026, até 5 de outubro, foram registrados 52 casos importados: 41 em São Paulo, dez no Amazonas e um no Rio de Janeiro. Para conter a transmissão, as equipes de saúde fazem busca ativa, investigação epidemiológica, monitoramento de contatos e bloqueio vacinal. Nessas regiões, a vacinação foi intensificada em espaços públicos e de grande circulação. 

Mesmo com os casos importados, atualmente, o país continua livre da circulação endêmica do sarampo.  Em 2019, em um cenário de baixas coberturas vacinais, o país registrou mais de 20 mil casos e, após mais de 12 meses de transmissão, perdeu a certificação de eliminação do vírus. Em novembro de 2024, a OPAS recertificou o Brasil como livre da circulação endêmica do sarampo, após a interrupção da transmissão sustentada. Entre 2023 e 2025, foram confirmados 85 casos, sem óbitos. 

Leia mais:  Pernambuco vai receber mais de 20 mil tubetes de insulina glargina para aplicação pelo SUS

Desde 2023, a cobertura das 16 vacinas do calendário infantil aumentou e o número de crianças não vacinadas caiu 86%, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Unicef. Em 2025, a cobertura da primeira dose da tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, chegou a 93,10% no Brasil, 94,39% em São Paulo e 89,54% no Amazonas. 

A vacina é a principal forma de prevenção e está disponível gratuitamente no SUS. Quem tem doses em atraso deve procurar uma unidade de saúde para atualizar a caderneta, conforme as recomendações do Programa Nacional de Imunizações. Manter as coberturas altas e a vigilância ativa é o que protege a população e impede que casos importados voltem a causar circulação sustentada do vírus no país. 

Ações de vacinação e vigilância contra o sarampo 

Neste ano, foram realizadas quatro grandes mobilizações de vacinação. Mais de 3,8 milhões de doses foram aplicadas em São Paulo e cerca de 192 mil no Amazonas. A vacinação, oferecida gratuitamente pelo SUS, é a principal forma de prevenir a reintrodução do sarampo no país. 

Em São Paulo, a vacinação contra o sarampo foi reforçada na capital, em Guarulhos, São Bernardo do Campo e Santo André, com busca ativa, investigação de casos, acompanhamento de contatos e bloqueio vacinal. A estratégia também inclui a chamada dose zero para crianças de 6 a 11 meses e 29 dias. Essa dose é adicional às doses de rotina, previstas aos 12 e 15 meses. 

Leia mais:  Sala Lilás é política permanente de acolhimento e proteção às mulheres no SUS

Na região de tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru, o Ministério da Saúde intensificou a resposta após a confirmação de casos importados. As ações incluem vacinação, busca ativa, investigação de casos suspeitos, coleta de amostras, identificação e acompanhamento de contatos e bloqueio vacinal, com apoio de equipes federais na região. 

Crianças sem nenhuma dose de vacina 

Segundo as Estimativas OMS-Unicef de Cobertura Vacinal Nacional (WUENIC), o número de crianças brasileiras consideradas zero-dose, que não receberam nenhuma dose da vacina DTP, passou de 360 mil em 2023 para 255 mil em 2024 e 50 mil em 2025, queda de cerca de 86% em relação a 2023. Em 2024, o Brasil deixou a lista dos 20 países com maior número de crianças não imunizadas do mundo, segundo a OMS e o Unicef. Ainda há cerca de 50 mil crianças sem nenhuma dose, o que mantém a necessidade de buscar quem ainda não foi vacinado. 

 João Vitor Moura
Ministério da Saúde 

Fonte: Ministério da Saúde

Continue lendo

Mais Lidas da Semana