Cuiabá

SMS promove conferência que aborda importância da prevenção do controle de infecção hospitalar

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A Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá (SMS), por meio da Vigilância Sanitária e PCIH, promoveu na manhã desta quarta-feira (15), a 1ª Conferência de Controle de Infecção Hospitalar e Infecções Relacionadas à Saúde. O evento ‘Unidos Contra as IRAS’ é alusivo ao Dia Nacional do Controle de Infecção Hospitalar, que é celebrado no dia 15 de Maio. A ação tem como objetivo principal conscientizar os servidores e gestores quanto à importância na prevenção de infecções adquiridas em hospitais e nas unidades de saúde. As ações são continuamente realizadas em cada unidade de saúde municipal buscando a prevenção desse risco.

A conferência aconteceu no auditório do Conselho Regional de Odontologia de Mato Grosso e contou com a participação de especialistas na área. Entre eles a médica Daniela Barros, que é infectologista do Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) e mestranda em Doenças Infecciosas e Tropicais no Hospital Júlio Muller. Segundo a palestrante, a principal medida é identificar os meios que resultaram na ocorrência de possíveis infecções e assim elaborar um planejamento de prevenção.

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O secretário adjunto da Atenção Primária, José Ricardo de Amorim Santana, também esteve presente no evento e ressaltou a importância do trabalho de prevenção dentro das unidades das redes de atenção básica. “Temos acompanhado de perto todo esse trabalho de controle de infecção que vem sendo realizado em todas as nossas unidades municipais e percebemos os resultados positivos das ações preventivas”, garantiu Santana.

Também participaram do evento a cirurgiã-dentista Suzana Cajango, que é especialista em Gestão Pública e Administração Hospitalar, o farmacêutico Ruberlei Godinho, que é mestre em Ciências da Saúde na área de Farmacologia e doutor em Biotecnologia, e a bióloga Maria do Carmo Souza, que é especialista em Qualidade em Saúde e Segurança do Paciente e doutora em Imunologia Básica e Aplicada.

O servidor Bruno da Silva Santos, lotado no setor da Vigilância Epidemiológica de Cuiabá, disse que sua participação no evento é uma importante ferramenta que a secretaria disponibiliza aos seus servidores para que suas funções sejam desempenhadas de forma mais significativa e qualitativa.

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“Por meio dessas qualificações podemos compreender melhor a situação, visto que as infecções hospitalares estão entre as principais causas de morte dentro dos serviços de saúde. Além disso, esse movimento de conscientização e de discussão de novas práticas na prevenção dessas infecções contribui não só para mim como enfermeiro, mas também como servidor da saúde do município de Cuiabá, apto a traçar estratégias preventivas no controle de infecção para podermos conter a disseminação desses patógenos que possuem grande resistência microbiana”, disse o servidor que participa pela segunda vez dos eventos de capacitação que estão sendo executados pela Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá a todos os servidores.

Ações como essas são realizadas continuadamente pela prefeitura de Cuiabá, a fim de capacitar seus servidores da saúde e promover uma saúde pública cada vez mais humanizada para a população cuiabana.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Cuiabá

Boletim aponta que motociclistas representam 69% das mortes no trânsito em Cuiabá

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), divulgou o Boletim Epidemiológico 2024 do Programa Vida no Trânsito (PVT), elaborado pela Coordenadoria Técnica de Vigilância Epidemiológica e pela Vigilância de Doenças e Agravos Não Transmissíveis (VDANT). O documento traça o perfil dos acidentes fatais registrados no município e reúne informações que irão subsidiar políticas públicas e estratégias de prevenção.

O levantamento mostra que, em 2024, Cuiabá registrou 104 mortes em decorrência de acidentes de trânsito. Entre as vítimas, 85% eram homens e 69% eram motociclistas, grupo que permanece como o mais vulnerável nas vias da capital. Os pedestres representaram 15% das mortes, enquanto os ocupantes de automóveis corresponderam a 9% dos óbitos.

A pesquisa também identificou que 83% das vítimas tinham entre 20 e 59 anos, faixa etária considerada economicamente ativa, o que amplia os impactos sociais e econômicos causados pelos acidentes.

A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, destaca que os dados reforçam a importância do planejamento de ações integradas para reduzir os acidentes e salvar vidas.

“Cada vida perdida no trânsito representa uma dor para as famílias e um alerta para toda a sociedade. O boletim nos permite compreender onde estão os principais fatores de risco e direcionar ações mais eficazes de prevenção. Nosso compromisso é fortalecer o trabalho integrado entre saúde, mobilidade, segurança pública e educação para reduzir esses números e preservar vidas”, afirma.

Outro dado preocupante apontado pelo boletim é que aproximadamente 30% dos condutores envolvidos nos acidentes fatais não possuíam Carteira Nacional de Habilitação (CNH), reforçando a necessidade de ampliar as ações de fiscalização e conscientização.

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O Programa Vida no Trânsito é desenvolvido de forma integrada entre a Secretaria Municipal de Saúde e a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob), com apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Batalhão de Polícia Militar de Trânsito (BPTran), Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran), Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e Vigilância Epidemiológica.

A análise dos acidentes apontou o excesso de velocidade como o principal fator associado às mortes, presente em 30,8% dos casos e identificado como a causa principal em 12,5% das ocorrências investigadas.

Também foram identificados outros fatores relevantes, como consumo de álcool, problemas relacionados à infraestrutura viária, avanço do sinal vermelho e condições inadequadas de visibilidade.

Entre as condutas de risco mais frequentes estão dirigir sem habilitação, circular em locais proibidos, desrespeitar a sinalização e realizar mudanças de faixa sem a devida indicação.

Os dados revelam que 61,5% dos acidentes fatais ocorreram durante o período noturno e na madrugada. Os finais de semana também concentraram grande parte das ocorrências, especialmente aos sábados e domingos, quando há maior circulação de pessoas e aumento da combinação entre consumo de álcool e excesso de velocidade.

As vias com maior número de acidentes fatais em 2024 foram as avenidas Fernando Corrêa, Historiador Rubens de Mendonça (CPA), Miguel Sutil e Helder Cândia, além da BR-364 no perímetro urbano de Cuiabá.

Outro indicador que chama a atenção é que cerca de dois terços das vítimas morreram ainda no local do acidente, demonstrando a gravidade dos sinistros registrados.

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O coordenador técnico de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde, Bruno da Silva Santos, destaca que o boletim vai além da divulgação de estatísticas e se consolida como uma ferramenta para orientar decisões e fortalecer ações de prevenção.

“Mais do que apresentar números, o boletim permite compreender o perfil dos acidentes fatais e identificar os principais fatores de risco. Essas informações subsidiam o planejamento de ações integradas entre saúde, mobilidade urbana, segurança pública e demais instituições parceiras, contribuindo para intervenções mais efetivas e para a preservação de vidas”, afirma.

Como principal referência em atendimento de urgência e trauma na capital, o Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) acompanha diariamente as consequências dos acidentes de trânsito. A diretora-geral da unidade, Kelluby de Oliveira, ressalta que a prevenção é a forma mais eficaz de preservar vidas e evitar a sobrecarga da rede hospitalar.

“O Hospital Municipal de Cuiabá é referência no atendimento aos traumas e recebe diariamente vítimas de acidentes de trânsito, muitas delas em estado grave. Cada ocorrência mobiliza equipes multiprofissionais, leitos, centro cirúrgico e toda uma estrutura de alta complexidade. Quando um acidente é evitado, preservamos vidas e também fortalecemos a capacidade da rede pública de atender outras demandas. A conscientização e o respeito às leis de trânsito continuam sendo as principais ferramentas para mudar essa realidade”, destaca.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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