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MP incentiva projetos para preservação de espaços públicos

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No Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado nesta quarta-feira, 5 de junho, o auditório das Promotorias de Justiça de Várzea Grande recebeu empresas e mais de 100 alunos para o lançamento do projeto “Adote um Espaço” e da campanha “Lote Limpo, Cidade Limpa”, que reiteram o compromisso da comunidade local com a conservação dos espaços públicos por meio da adoção de boas práticas de responsabilidade socioambiental.

A iniciativa da 4ª Promotoria de Justiça Cível de Várzea Grande – Defesa do Meio Ambiente e da Ordem Urbanística tem como parceiros as secretarias municipais de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Gestão Fazendária, Serviços Públicos, o Corpo de Bombeiros Militar e a participação de escolas municipais, estaduais e da iniciativa privada.

Com o objetivo de conscientizar a população de Várzea Grande sobre a necessidade de fazer limpeza regular e correta dos lotes e terrenos do município, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e parceiros contam, nesta primeira etapa, com seis escolas participantes, além de seis empresas do município.

“O Ministério Público pretende atuar concretamente na formação de consciência promovendo uma conversão ecológica profunda e duradoura, capaz de responder aos desafios que devemos enfrentar agora e nas futuras gerações”, salientou Michelle de Miranda Rezende Vilela, promotora de Justiça titular da 4ª Promotoria de Justiça Cível de Várzea Grande – Defesa do Meio Ambiente e da Ordem Urbanística.

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As empresas serão responsáveis em apoiar as atividades educacionais desenvolvidas em sala de aula para que sejam colocadas em prática nas áreas públicas não ocupadas, áreas verdes, Áreas de Preservação Permanente (APPs) e parques. Ao final do ciclo de 12 meses, as instituições de ensino serão premiadas. “É importante ouvir os estudantes. É um projeto constituído para mudar a realidade do município”, destacou o comandante-geral do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso, Coronel BM Alessandro Borges Ferreira.

De acordo com o secretário de Meio Ambiente, Jean Lucas Teixeira de Carvalho, a destinação da área para “adoção” será gerenciada pela secretaria e cada escola ficará responsável pela manutenção do espaço. “Por meio desse projeto que fomenta a educação ambiental, o objetivo é desincentivar a conduta de despejo de resíduos e entulhos naqueles locais inapropriados. Para isso contamos com a participação, engajamento e mobilização das escolas e da sociedade civil”, ressaltou.

A primeira ação do projeto já está com data marcada, 22 de junho. Nesse dia, será realizado mutirão de limpeza e plantio de mudas de árvores frutíferas e nativas no Parque Municipal Flor do Ipê, com participação de alunos do Grêmio Estudantil da Escola Estadual José Leite de Moraes. “Esse trabalho de preservação é um incentivo ao protagonismo dos projetos científicos como instrumento de educação ambiental para as gerações futuras”, destacou a estudante Kenneth Manuela Caldas da Silva.

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O prefeito de Várzea Grande, Kalil Baracat, na oportunidade anunciou que o projeto “Adote um Espaço” se tornará lei municipal, visando a perenidade do trabalho desenvolvido pelas escolas e ampliando a participação de empresas.

“É uma iniciativa fantástica. Para que esse projeto seja fidelizado vamos torná-lo uma política pública municipal. A participação do cidadão é fundamental para a conscientização ambiental”, disse.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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FloreSer alcança 1.286 alunos e muda percepção de jovens sobre violência

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O projeto FloreSer finalizou, na última semana, as rodas de conversa na Escola Estadual Professor Welson Mesquita, localizada no bairro Osmar Cabral, em Cuiabá. Entre março e abril, 284 estudantes participaram das atividades, que abordaram temas relacionados à violência doméstica e familiar, incluindo machismo, misoginia, abuso nas relações e suas consequências, que podem culminar em diferentes formas de violência contra mulheres e meninas, inclusive o feminicídio.No mesmo período, o projeto contemplou 1.286 estudantes de escolas públicas e privadas da capital. Entre os resultados observados, destaca-se o fato de que os alunos passaram a reconhecer sinais de abuso, manipulação, controle e ciúme em seus relacionamentos, antes frequentemente naturalizados.Também foram realizados atendimentos e esclarecimentos individuais, além de relatos de alunas que, após as discussões, compartilharam situações vivenciadas por elas ou por familiares, recebendo orientações sobre as medidas cabíveis. Houve, ainda, intervenção direta junto a professoras em situação de violência doméstica, com os devidos encaminhamentos e suporte. As rodas de conversa foram realizadas simultaneamente em turmas com cerca de 25 estudantes por sala.A temática “Violência nas relações afetivas adolescentes: como reconhecer e enfrentar” é trabalhada por profissionais do Núcleo de Enfrentamento da Violência Doméstica e Familiar – Espaço Caliandra, do Ministério Público, inserida no eixo da prevenção primária. A iniciativa busca conscientizar os jovens sobre os diversos tipos de violência, evitando sua reprodução nas relações afetivas, além de promover mudanças comportamentais e fomentar uma cultura de respeito às mulheres.Estudante da Escola Welson Mesquita, João Paulo Gonçalves Nascimento, de 16 anos, participou pela primeira vez de uma roda de conversa sobre violência contra mulheres e meninas e avaliou positivamente a experiência. “Isso ajuda a evitar conflitos e problemas no futuro. Já tive um relacionamento que não deu certo. Se eu soubesse dessas coisas antes, talvez tivesse sido diferente”, relatou.Para ele, compreender as relações envolve respeitar a parceira, seus espaços, limites e escolhas. “Mesmo que você não goste de uma pessoa, é preciso respeitar”, afirmou.A colega de classe, Valquíria Bernardes, também de 16 anos, estudante do 2º ano C, compartilhou uma experiência pessoal, destacando como o ciúme afetou seu relacionamento. “Eu proibia ele de falar com algumas amigas antigas. Antes, eu pensava que amiga de homem era só mãe e namorada. Com o tempo, percebi que tanto mulheres quanto homens têm o direito de manter amizades”, refletiu.Segundo ela, discutir sinais de abuso nas relações ajuda os adolescentes a reconhecer comportamentos inadequados e contribui para a construção de relações mais saudáveis no futuro.A coordenadora pedagógica da escola, Maria Osvaldita da Silva, afirmou que o projeto possibilitou aos alunos uma compreensão mais ampla da violência contra a mulher, para além da forma física, incluindo também as dimensões psicológica, verbal e emocional. “Alguns estudantes relataram situações vivenciadas ou presenciadas, o que demonstra que o tema faz parte da realidade de muitos. Por isso, precisa ser tratado com responsabilidade e acolhimento no ambiente escolar”, avaliou.Ela também destacou mudanças percebidas após as rodas de conversa. “Muitos alunos relataram que não tinham clareza sobre o que caracteriza a violência e que, agora, conseguem identificar situações que antes consideravam ‘normais’. Outros ressaltaram a importância de ter um espaço seguro para dialogar sobre esses temas”, concluiu.A promotora de Justiça Claire Vogel Dutra, coordenadora do projeto, destacou que o FloreSer foi pensado para as novas gerações. “Precisamos investir na educação, que é um pilar essencial para a mudança. A violência contra a mulher não é uma criminalidade comum, tampouco simples de ser enfrentada. Não depende apenas de leis ou punições, mas de uma integração entre todas as instituições. É fundamental que toda a sociedade atue de forma conjunta, tanto por meio de investimentos em segurança pública quanto em educação”, afirmou.Ainda nessa perspectiva, a promotora ressaltou que o Ministério Público atua em diferentes frentes de prevenção. “Buscamos a responsabilização dos agressores, mas também desenvolvemos projetos preventivos, especialmente nas escolas, com crianças e adolescentes. Além disso, é fundamental envolver os homens nesse debate. Não basta discutir apenas com as mulheres; é preciso que os homens compreendam sua responsabilidade, não apenas como possíveis agressores, mas como parceiros na promoção da prevenção e da conscientização. Eles também devem contribuir para disseminar a cultura da não violência e combater práticas sociais de misoginia que incentivam novas agressões”, completou.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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