O Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso (Detran-MT) está realizando a semana do projeto “No Trânsito, Fica Esperto” em Cáceres, que começou na segunda e segue até esta sexta-feira (10 a 15 de junho). O evento promove a cultura de paz no trânsito em escolas estaduais de ensino médio.
A iniciativa está sendo organizada pela Coordenadoria de Ações Educativas de Trânsito e a 4ª Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran). As atividades serão encerradas no sábado, 15 de junho, com um evento cultural na Praça Duque de Caxias, a partir das 15h, com a participação da dupla mato-grossense Nico e Lau.
No dia 10, ocorreram palestras na Escola Estadual Milton Marques Curvo para estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA). No dia 11, as atividades foram na Escola Estadual Onze de Março, na Escola Militar e na Escola de Trânsito CETES.
A semana de conscientização, com o tema “Paz no Trânsito Começa por Você”, é uma parceria do Detran-MT com o Instituto Leverger, Federação dos Conselhos Comunitários de Segurança Pública de Mato Grosso (Feconseg-MT) e Assembleia Legislativa de Mato Grosso, através de emenda parlamentar do deputado Gilberto Cattani. O objetivo é promover a paz no trânsito e reduzir acidentes.
O edital “Inventários de Patrimônio Imaterial de Mato Grosso – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab”, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está viabilizando a documentação dos saberes seculares das redeiras de Limpo Grande, em Várzea Grande.
Realizado pela Associação Tece Arte, o projeto vai, pela primeira vez, transformar o “saber-fazer” das artesãs locais em um acervo documental definitivo. O objetivo é transformar esse “segredo de família” em um guia de consulta digital para pesquisadores, estudantes e entusiastas da arte popular de todo o mundo.
“Não estamos registrando apenas um objeto de decoração, mas uma tecnologia ancestral de resistência feminina. Mais do que fios e nós, o que se produz em Limpo Grande é memória viva “, afirma a coordenadora do projeto, Ester Moreira Almeida.
O Inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande utiliza um registro minucioso de imagens e depoimentos para mapear todo o processo — desde a colheita e preparo da matéria-prima até o acabamento dos padrões que deram fama nacional às redes de Várzea Grande. Com lançamento previsto para junho deste ano, o projeto está na fase de entrevistas.
Por décadas, a técnica da tecelagem em Limpo Grande residiu apenas na tradição oral, passada de mãe para filha sob o som ritmado dos teares de madeira. O projeto, agora, mergulha nesse universo para registrar o que antes era invisível: os nomes dos pontos, a simbologia das cores e os relatos de resistência das mulheres que transformaram o artesanato em sustento e voz.
Para Ester, o inventário é um tributo à autonomia das mestras redeiras, preservando a tecelagem como símbolo de orgulho e desenvolvimento social.
“Ao sistematizar esse conhecimento, a Associação Tece Arte, com apoio da Secel, não apenas protege o passado, mas projeta o futuro. O projeto reafirma que, enquanto houver mãos tecendo em Limpo Grande, o patrimônio brasileiro continuará pulsando”, conclui.
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