Ações das forças policiais de Mato Grosso retiraram de circulação 132 toneladas de entorpecentes entre 2019 a maio de 2024, conforme dados do Observatório da Segurança Pública. As apreensões refletem a atuação intensa das forças de segurança no combate ao tráfico de drogas e no enfrentamento das organizações criminosas, seguindo a determinação do Governo de Mato Grosso de tolerância zero à criminalidade.
Desde 2019, com o fortalecimento da Segurança Pública, a quantidade de apreensões vem aumentando. O número de apreensões subiu ano a ano. De 2019 para 2020 subiu de 12,2 para 18 toneladas; em 2021 saltou para 31,1 toneladas; em 2022 foram 31,8 toneladas e, em 2023, 26,2 toneladas. Nos cinco primeiros meses deste ano já foram apreendidas 13 toneladas.
Uma das grandes apreensões ocorridas neste ano aconteceu no município de Conquista D’Oeste (530 km de Cuiabá), quando uma ação conjunta das forças de segurança resultou na apreensão de aproximadamente 500 kg de cocaína.
O entorpecente estava dividido em 15 fardos que continham a imagem da suástica, símbolo do nazismo. Além disso, as forças de segurança também apreenderam duas caminhonetes e causaram aproximadamente R$ 9 milhões de prejuízo ao tráfico de drogas. O secretário de Segurança Pública, coronel César PM Roveri destacou que os investimentos realizados durante a gestão do governador Mauro Mendes foram fundamentais para o aumento na quantidade de apreensões observada ao longo dos anos.
“O fortalecimento das ações repressivas e ostensivas foi aprimorado com a aquisição de novas viaturas, armamentos modernos, estrutura adequada, modernização de sistemas e implantação de videomonitoramento, entre outros recursos. Esses investimentos possibilitaram o fortalecimento das forças de segurança, a realização de mais operações integradas e, consequentemente, o aumento das apreensões de entorpecentes”, afirmou.
As apreensões foram realizadas tanto em ações individuais das instituições estaduais quanto em operações integradas com a Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Exército Brasileiro e Agência Nacional de Inteligência.
Terminou nesta sexta-feira (12.6) a programação da capacitação para Manejo e Contenção de Animais Silvestres em Eventos Climáticos Extremos promovida pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema). Na última aula prática, os cursistas fizeram o manejo de jacarés na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em meio a uma simulação de eventos de desastre com animais. O objetivo foi demonstrar os desafios enfrentados pela fauna silvestre durante emergências ambientais decorrentes das mudanças climáticas, como estiagem prolongada e incêndios de grandes proporções.
Os profissionais contaram com agentes do Grupo de Resgate Técnico Animal do Pantanal (GRETAP-MS), capacitados em operações de risco, para instruí-los na execução dos aprendizados. As simulações ocorreram em três tardes de aulas de campo. No primeiro dia (10), foram ensinadas as técnicas de contenção, transporte e manutenção em mamíferos e serpentes. Já no segundo (11), foi a vez de grandes animais e aves e, por fim, o manejo de jacarés.
Segundo a médica veterinária e analista ambiental da Sema, Danny Moraes, a capacitação contínua da Sema para os profissionais que vão atuar em ambientes extremos possui relevância para proporcionar uma abordagem técnica de resgate que assegure a sobrevivência da fauna silvestre em ameaça.
“Essa é uma oportunidade ímpar de ampliar a quantidade de pessoas capacitadas para que os animais tenham atendimento da melhor forma possível e, assim, tenham maior chance de sobrevida e de retorno ao ambiente natural”, afirma a veterinária.
Além disso, a atividade é uma oportunidade para trocar experiências com outros profissionais que atuam na linha de frente dos resgates, tanto em municípios de Mato Grosso quanto de outros estados.
Para a médica veterinária do Instituto Urihi, Luciana Guimarães, a importância da capacitação está na segurança adquirida pelo conhecimento teórico e aplicação de maneira responsável. “Tudo o que foi ensinado vai ser de extrema importância caso a gente precise aplicar, pois será agora de uma maneira aprimorada, mais responsável e segura, tanto para a equipe quanto para os animais”.
O coordenador de Fauna e Recursos Pesqueiros, Éder Toledo, destaca que o curso inaugura o plano de atividades do órgão ambiental, desenvolvido anualmente, para atendimentos aos animais silvestres no Estado de Mato Grosso, principalmente voltados às unidades de conservação.
Já as entidades participantes do encontro se tornam equipes que realizarão trabalhos in loco a partir da semana que vem, com o intuito de garantir a conscientização dos moradores de locais comumente atingidos. “Apesar de não termos focos de incêndio ou situações que envolvam animais, já vamos a campo para fazer reconhecimento de área, levantamento da situação e informar as pessoas, primordialmente na região da Transpantaneira e de Barão de Melgaço, além de fazer a distribuição de panfletos com o número de telefone para contato caso haja situações envolvendo animais silvestres naquela área”, relata o coordenador.
A terceira edição do simpósio também promoveu conteúdo programático durante os cinco dias de encontros (de 8 a 12.06), relacionados à gestão do fogo, biossegurança, resgate técnico animal, discussão de casos, estabilização clínica na sobrevivência da fauna silvestre, manejo, contenção, transporte e manutenção de grandes animais.
Na parte prática também foi aplicada uma espécie de simulado integrado, que cria eventos de desastre com animais de grande e pequeno porte, como forma de demonstrar os desafios enfrentados na vida real pela fauna silvestre.
A ação contou com o apoio do Instituto Urihi para Preservação Ambiental, Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV-MT) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis em Mato Grosso (Ibama).
Participaram do evento: servidores da Sema-MT, Grupo de Resgate Técnico Animal Cerrado Pantanal (Gretap-MS), CRMV-MT, Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental (BPMPA), Corpo de Bombeiros, Ibama e profissionais autônomos.
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